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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Como é o terceiro dia de travessia entre o Atacama e o Salar de Uyuni: visitando o maior deserto de sal do mundo

E, enfim, chegou o dia em que chegaríamos ao destino da nossa travessia: o indescritível Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, ocupando uma área de mais de 10 mil quilômetros quadrados e localizado a mais de 3 mil metros de altura. Um deserto que chama a atenção não apenas por sua cor incrivelmente branca mas também pelo incomparável nivelamento da sua superfície, permitindo aquelas famosas fotos em perspectiva que 10 em cada 10 turistas tiram quando chegam ao deserto.

No nosso caso, teríamos uma emoção a mais durante a visita ao salar: assistir ao sol nascendo no deserto como primeira atividade daquele último dia de travessia.

O Salar de Uyuni

Sendo assim, tivemos que madrugar. Nosso guia colocou a bagagem do grupo em cima do 4x4 e saímos ainda sonolentos pela estrada. Mas logo ali, bem perto do nosso hotel, já se encontrava o salar e, bem mais rápido do que pensávamos, já estávamos cruzando o solo branco do deserto. 

No horizonte, um ainda tímido clarão começava a se formar, anunciando o nascer do sol. Ao longe, víamos outros carros que levavam seus passageiros para o mesmo local que nós: a Isla del Pescado.

domingo, 15 de julho de 2018

Como é o segundo dia de travessia entre o Atacama e o Salar de Uyuni

A primeira coisa que posso falar sobre o segundo dia de travessia é que ele não é tão bom como o primeiro em termos de paisagem. Não que não tenhamos passado por lugares lindos, mas é que o primeiro dia, passando pelas Lagunas Branca, Verde e Colorada e pelos Gêiseres Sol de la Mañana é surreal.

Mas a principal questão que faz este segundo dia não ser o nosso preferido é que boa parte do tempo  à tarde é gasto dentro do 4x4, já que não há tantas paradas como no dia anterior. E tem hora que o assunto acaba e a paisagem na janela, que pouco varia, não ajuda.

Já pela manhã, até que tivemos um número razoável de paradas. A hospedagem em que ficamos se localiza em uma área geográfica cheia de rochas dos mais variados tamanhos e formatos e foi exatamente estas formações o foco daquela manhã.

A paisagem típica do segundo dia de travessia

Após tomar nosso café da manhã, deixamos nosso "hotel" no 4x4 e, em poucos minutos, já parávamos para ver a primeira formação rochosa, famosa por lembrar a taça da Copa do Mundo. Confesso que não me atraio muito por estas formações que se assemelham a isso ou aquilo. Mas turista é assim: basta alguém dizer que algo é famoso que já está lá tirando foto.

sábado, 14 de julho de 2018

Como é o primeiro dia de travessia entre o Atacama e o Salar de Uyuni

Já dadas todas as dicas sobre a travessia entre San Pedro do Atacama, no Chile, e Uyuni, na Bolívia, chegou a hora de contar como foi a nossa experiência e mostrar tudo que vimos pelo caminho, começando pelo primeiro dia.

Como seria um dia bem longo, repleto de atrações naturais em solo boliviano, a agência combinou de passar bem cedo no nosso hotel. Mas como ela foi pegando passageiro por passageiro do 4x4 (um total de 5 integrantes), hospedados em locais diferentes, a van acabou atrasando uns 15 minutos para nos pegar.

Eu, extremamente ansioso, já achei que a agência tinha nos esquecido e entrei logo em contato por mensagem. Mas depois que fui entender como funcionava a logística e relaxei. 

Olhando em retrospecto e relembrando a Laguna Colorada, não quero nem pensar na alternativa de ter perdido este passeio
O carro que pegou o nosso grupo ainda não era o que nos levaria pela travessia. Nem o motorista que nos pegou era ainda o guia que nos acompanharia por aqueles dois dias e meio de aventuras. Na verdade, a troca é feita após passar pela aduana chilena, já na aduana boliviana.

A primeira parada, na aduana chilena, fica bem próximo a San Pedro do Atacama e lá passamos apenas alguns minutos resolvendo as questões burocráticas. Seguimos, então, para a fronteira com a Bolívia, onde chegamos com menos de 60 minutos de viagem.

domingo, 8 de julho de 2018

O que é preciso saber para fazer a travessia entre o Atacama e o Salar de Uyuni

A nossa viagem até Uyuni teve como ponto de partida a nossa ida a um casamento na cidade boliviana de Tarija (localizada próximo à fronteira com a Argentina). Compramos a nossa passagem para o Atacama e, após muito pesquisar, chegamos à conclusão de que a melhor forma de se chegar à Bolívia a partir do Chile, seria fazendo a travessia até Uyuni e, de lá, nos virar para chegar em Tarija (o que, na verdade, não foi nada fácil, já que viajar pelas estradas bolivianas não é uma tarefa das mais práticas).

No entanto, a travessia em si, por constituir um dos mais clássicos passeios turísticos da região, já é todo bem organizado e a única preocupação do turista é efetuar o pagamento, já que o roteiro e os pontos de parada são todos organizados pela agência contratada. Isto não significa, entretanto, que não precisa de algum planejamento, como especifico nas questões abaixo.

A travessia é feita, em mais de 95% do trajeto, em solo boliviano. Desta forma, uma vez partindo de San Pedro do Atacama, você logo passará pela fronteira e pelos procedimentos rotineiros da alfândega, para, então, entrar na Bolívia e percorrer a inóspita região de Potosi, atravessando reservas naturais, onde se tem contato com a natureza na sua forma mais selvagem, com mínima interferência humana e quase nenhum resquício de civilização. E torço para que assim continue (que nunca ninguém tenha a péssima ideia de construir um resort ou algo do tipo na região)!

Local da fronteira entre Chile e Bolívia, por onde passam as agências que fazem a travessia nos dois sentidos

Mas vamos a algumas dúvidas frequentes de quem pretende fazer o passeio:

terça-feira, 29 de maio de 2018

Passeando de barco pelo Bósforo e conhecendo o bairro de Uskudar

Nosso último dia em Istambul (queria tanto ter passado mais uns dois dias por lá!!) começou com um dos passeios mais tradicionais da cidade: o passeio de barco pelo Estreito de Bósforo. E por que todo turista deve considerar fazê-lo? Porque esta é a melhor forma de se ter uma ideia real da dimensão gigantesca da cidade e de perceber o quanto ela é ainda mais linda do que você tinha ideia até então.

Fazendo o passeio de barco pelo Bósforo

Durante o passeio, nós fomos passando por locais que já havíamos conhecido, tendo uma outra perspectiva sobre eles, como os bairros de Ortakoy e Arnavutkoy, além de poder ver partes da cidade que não veríamos de outra forma, como boa parte do lado asiático.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Como é a visita à Torre de Gálata

Construída no século XIV, com propósitos militares, durante a ocupação genovesa de Istambul, a Torre de Gálata (ou Galata Kulesi, como é chamada em turco), com seus quase 67 metros de altura, corresponde a um dos mais importantes monumentos da cidade e um dos mais visitados entre os turistas. O motivo? A magnífica vista do Bósforo e da cidade que se tem do alto do seu terraço.

Bósforo e Istambul vistos do alto da Torre de Gálata

Obviamente, não iríamos querer perder esta vista e, seguindo algumas dicas que havia lido na internet, deixei a visita para o final do nosso segundo dia em Istambul, com o objetivo de apreciar o por do sol do alto da torre (o que não deu certo como explicarei mais abaixo).

domingo, 15 de abril de 2018

Conhecendo Ortakoy e Arnavutkoy, dois charmosos bairros de Istambul

Durante minhas pesquisas para montar o roteiro que faríamos em Istambul, acabei me deparando com dois bairros da cidade, um pouco mais distantes da efervescência turística, que me chamaram a atenção e que fiz questão de incluir no nosso itinerário: Ortakoy e Arnavutkoy.

Localizados na margem européia do Estreito de Bósforo, os dois bairros, além de super charmosos, ficam exatamente de frente para as águas do estreito. Ortakoy é mais movimentado e é o bairro de onde sai a famosa Ponte de Bósforo no lado europeu de Istambul. Arnavutkoy é bem mais tranquilo e tem um ar bem mais residencial, com pouquíssimos turistas (quase nenhum, na verdade) em suas ruas.

Visitamos os dois bairros na tarde do nosso segundo dia na cidade. Naquele dia, já havíamos percorrido o Palácio Topkapi, o Grande Bazar e já havíamos atravessado a Ponte Gálata em direção a Karakoy. E foi, após passear um pouco por este último bairro, que resolvemos seguir ao norte rumo, primeiro a Ortakoy e, depois, a Arnavutkoy.

Ortakoy

Arnavutkoy

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Conhecendo o Palácio Topkapi, o Grande Bazar e a Ponte Gálata, importantes ícones de Istambul

O nosso segundo dia em Istambul foi bem intenso, envolvendo várias atrações da cidade. Neste post, vou falar sobre as demais atrações localizadas no bairro de Eminonu que podem ser visitadas juntamente aos dois principais ícones da cidade, a Mesquita Azul e a Hagia Sophia, por se localizarem próximas. 

As atrações são: o Palácio Topkapi, o Grande Bazar e a Ponte Gálata.

Como visitar o Palácio Topkapi

Construído no século XV para servir de moradia para os sultões da antiga Constantinopla, o Palácio Topkapi funciona, atualmente, como um museu que expõe, além da sua própria arquitetura, relíquias do antigo Império Otomano, assim como referências à história do mundo islâmico, muitas delas relacionadas ao profeta Maomé.

O Palácio Topkapi

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Como é a visita às Cisternas da Basílica: atração de Istambul que já foi cenário para dois filmes

Construída no século VI d.C., com o objetivo de servir de reservatório de água  para a cidade, a Cisterna da Basílica, também conhecida como Cisterna Yerebatan (que pode ser traduzido como "Palácio Afundado"), fica bem próxima à Hagia Sophia, podendo ser facilmente incluída na sua visita à Praça Sultanahmet.

A Cisterna da Basílica, em Istambul

E foi exatamente o que fizemos, seguindo para a entrada da famosa cisterna após nossa visita à Hagia Sophia e à Mesquita Azul.

A entrada, embora um pouco escondida, fica a menos de 100 metros da entrada da Hagia Sophia. Mostro, no mapa abaixo, a localização exata:

sábado, 24 de março de 2018

Visitando a Hagia Sophia e a Mesquita Azul

Sempre que eu pensava em Istambul, a primeira coisa que vinha à minha mente era a imagem dos seus dois principais monumentos: a Hagia Sophia e a Mesquita Azul. Afinal, as duas construções costumam aparecer na maior parte das fotos da cidade, chamando sempre a atenção por sua beleza. E se, em foto, já pareciam ser super imponentes, imagina ao vivo.

Hagia Sophia, um dos monumentos mais famosos de Istambul

Por isso, independente de qualquer coisa, uma vez estando em Istambul, a Hagia Sophia e a Mesquita Azul precisavam ser a prioridade do nosso passeio. E não à toa, foram elas as atrações escolhidas para iniciar o nosso roteiro pela antiga Constantinopla. Afinal, estávamos hospedados bem próximo a elas (e aconselho você a procurar por um hotel nesta mesma área), sendo possível, inclusive, voltar a visitar as suas fachadas em outros momentos, como à noite, quando elas ganham uma bela iluminação.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Sobre Istambul: entendendo a cidade e o seu transporte público

Conhecer Istambul não estava nos planos originais da nossa viagem à Grécia e a Israel, mas quando nosso voo de volta mudou e nós ganhamos três dias a mais em Atenas, não pensamos duas vezes e corremos para ver o valor do voo entre as duas cidades. As opções eram muitas e o preço estava bastante atrativo. 

Istambul entrava, então, oficialmente, no nosso roteiro.

A Mesquita Azul, um dos monumentos mais emblemáticos de Istambul

Foram apenas 2 noites na cidade, mas suficientes para nos dar a certeza de que a cidade turca é uma das mais incríveis do planeta. E algumas características justificam esta nossa afirmação:

1. Istambul é enorme. Bem mais do que poderíamos imaginar. Afinal, é a quarta maior cidade do mundo, possuindo uma alta densidade populacional. Quando mais cidade víamos (seja do alto da Torre de Gálata seja através do passeio de barco pelo Bósforo), mais cidade parecia haver para ver. E se isto pode dar a impressão de que a cidade é caótica... Bem! Ela até é um pouco, mas é uma espécie de caos organizado (será possível isto?) que acaba dando um charme a mais ao lugar.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Os Museus de Atenas

Durante a nossa passagem por Atenas, visitamos os dois principais museus da cidade: o Museu da Acrópole e o Museu Arqueológico Nacional. Ambos possuem inúmeras relíquias desenterradas durante as escavações arqueológicos pelo país, sendo que o primeiro concentra tudo que foi encontrado, especificamente, na Acrópole de Atenas.

Aconselho que ambos sejam visitados, já que te darão uma ideia ainda maior dos tempos gregos antigos. Mas, se seu tempo for pouco, escolha o Museu da Acrópole, pela sua localização mais central e por servir de complemento para a sua visita à Acrópole que, afinal, é a principal atração da cidade.

Afrodite, Eros e Pã retratados em uma das belas estátuas do Museu Arqueológico Nacional

Como é a visita ao Museu da Acrópole


Localizado no bairro de Plaka e bem próximo à Acrópole de Atenas, este museu possui uma arquitetura moderna que acaba servindo de contraste para as próprias ruínas arqueológicas que se destacam na cidade. Com suas enormes paredes de vidro, a ideia principal é permitir uma vista privilegiada da acrópole aos visitantes que passeiam pelos seus andares.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Mais da capital grega: os Montes Filopappou e Likabettus e a Academia de Atenas

Após nossa visita à Biblioteca de Adriano e à Ágora Romana, nosso segundo dia em Atenas ainda tinha muita atração para ser vista pela frente, entre elas: o Monte Filopappou, o Museu da Acrópole, a Academia de Atenas, o Monte Lykabettus e o Liceu de Aristóteles. Claro que tudo isto intercalado ainda com o sempre agradável bairro de Plaka, estrategicamente localizado entre todas estas atrações.

Neste post, falarei sobre cada uma das atrações citadas, exceto sobre o Museu da Acrópole, ao qual dedicarei um post específico em conjunto com o Museu de Arqueologia de Atenas.

Subindo o Monte Filopappou


Também conhecido como Colina das Musas, o monte acabou recebendo também o nome de Filopappou (ou Filopapo ou Filopappos - já vi diferentes grafias para o mesmo nome), em decorrência do mausoléu em forma de monumento construído no seu topo, durante o século II d.C., em homenagem a Caio Júlio Filopapo, proeminente príncipe grego que viveu em Atenas durante lo Império Romano sobre a cidade.

Mas o grande atrativo do monte não é o monumento no seu cume, mas sim a excelente vista que se tem da cidade lá do alto. Com destaque para a excelente perspectiva com que o turista pode ver a Acrópole à medida que sobe o caminho demarcado entre a base e o Monumento a Filopapo.

Acrópole vista do Monte Filopappou durante a nossa subida

sábado, 3 de fevereiro de 2018

As antigas praças públicas de Atenas: Ágora Antiga e Ágora Romana

Você sabe o que era uma ágora nos tempos antigos? 

A palavra grega era utilizada para designar o espaço urbano das cidades antigas Grécia que funcionava como principal centro público e administrativo municipal (uma espécie de praça pública). E Atenas, por ter passado pelo domínio de mais de um Império antigo, como o Romano e o Bizantino, acabou tando duas ágoras: a Antiga (original) e a Romana (criada após a conquista de Roma sobre a cidade).

E as ruínas das duas ágoras, com suas escavações arqueológicas, estão abertas à visitação turística, compondo o rol das principais atrações da capital grega.

A Ágora Antiga de Atenas


Ambas localizadas próximas aos pés da Acrópole, as duas ágoras estão a menos de 500 metros de distância uma da outra, podendo ser facilmente conhecidas no mesmo período de tempo. A Ágora Romana está no bairro de Plaka, já na sua transição com o também charmoso bairro de Monastiraki, onde fica localizada a Ágora Antiga.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Como é a visita à Acrópole de Atenas

Acrópole, que significa "cidade alta", era o ponto mais importante das cidades antigas (concentrando templos e palácios) construído, estrategicamente, em locais elevados, com o objetivo principal de proteção militar. A Grécia está repleta de antigas acrópoles, mas nenhuma é tão famosa quanto a de Atenas, localizada bem no centro da atual capital.

E toda esta fama se deve, em especial, aos magníficos monumentos construídos durante o século II a.C., pelo escultor grego Fídias (a mando de Péricles) sobre a superfície plana da colina.  Entre eles: o Partenon, construído em honra à deusa Atena, padroeira da cidade; e o Erecteion,  conhecido pelas  famosas cariátides, esculturas em formato feminino que serviam de colunas para a construção. Obviamente, a maior parte destas e de outras construções estão em ruínas ou em processo de restauração, mas, não por isso, são menos impactantes.

O Partenon, principal monumento da Acrópole de Atenas

E, merecidamente, a Acrópole se constitui na principal atração de Atenas. De vários pontos da cidade, é possível avistar o local e o seu entorno é a área da capital que mais turistas concentra. No seu topo, além de se visitar os seus diversos monumentos, é também possível ter uma vista em 360 graus de Atenas. 

Abaixo, listaremos algumas dicas que julgamos essenciais para que você programe a sua visita:

domingo, 21 de janeiro de 2018

Visitando o Templo de Zeus Olímpico, conhecendo o Estádio Panatenaico e almoçando no Bairro Plaka, em Atenas

Após 3 passagens pelo aeroporto de Atenas, sempre seguindo direto para outros destinos (como Zakynthos, Mykonos e Tel Aviv), finalmente, chegava o dia de seguir direto para o centro da cidade e começar a conhecer as suas principais atrações.

Chegamos em uma manhã, bem cedo, e seguimos de ônibus até o nosso hotel, localizado a alguns metros da Praça Syntagma, um dos locais mais centrais de Atenas. Já falei sobre como ir do aeroporto de Atenas até o centro e sobre onde se hospedar em Atenas em outras postagens.

E, entre as atrações que visitamos neste primeiro dia em Atenas, estavam: o Templo de Zeus Olímpico, O Jardim Nacional e o Estádio Panatenaico.

O Templo de Zeus Olímpico

domingo, 14 de janeiro de 2018

Dicas úteis sobre Atenas

Para quem está acostumado com capitais europeias como Paris, Madrid, Londres, Lisboa, entre outras, Atenas pode parecer estranha a princípio, uma vez que, em um primeiro contato, destoa das demais cidades citadas no que diz respeito à beleza e charme de suas ruas e prédios. Com exceção dos bairros de Plaka e Monastiraki, a maior parte da cidade não chama a atenção neste quesito.

Mas calma! O maior trunfo de Atenas se encontra no rico conjunto arqueológico que faz da cidade uma das que mais dialogam com o passado da humanidade ocidental. E, aos poucos, à medida que você visita templos antigos, colunas e esculturas gregas do passado e anfiteatros seculares, Atenas pode começar a se tornar mais atrativa aos seus olhos.

Acrópole, o principal símbolo de Atenas

E, provavelmente, Roma é a capital da Europa que mais compartilha destas características com a capital grega e uma comparação entre as duas acaba sendo inevitável. E, por mais que eu seja encantado pelas belas praças, fontes e esculturas de Roma, Atenas é uma cidade que, do ponto de vista arqueológico, me agrada mais.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Como ir do aeroporto de Atenas até o centro da cidade

O aeroporto internacional de Atenas, conhecido como ElefthériosVenizélos, encontra-se a pouco mais de 30Km do centro da cidade, de forma que a corrida de táxi acaba saindo bem salgada, variando de 40 a 60 euros, dependendo do horário e da localização do seu hotel. 

Se o seu destino for o Porto de Pireus, então, com o objetivo de já pegar algum ferry com destino a alguma das ilhas gregas, este valor será ainda maior.

A boa notícia, no entanto, é que há transporte público ligando o aeroporto ao centro de Atenas:

Ônibus


Partindo de uma parada localizada entre as saídas 4 e 5 da área de desembarque do aeroporto, existem ônibus regulares que seguem até a Praça Syntagma (o seu ponto final), uma das áreas mais centrais de Atenas.

A Praça Syntagma, um dos pontos mais centrais de Atenas

domingo, 7 de janeiro de 2018

Conhecendo Petra, a cidade perdida da Jordânia

Agora que já demos todas as dicas úteis sobre Petra para ajudar você a organizar o seu roteiro, vamos contar como foi a nossa experiência neste que é um dos conjuntos arqueológicos mais interessantes que já conhecemos.

Embora estejamos acostumados a sempre ver a mesma foto do lugar, aquele imponente monumento esculpido na pedra conhecido como o Tesouro, Petra é muito mais do que isto, envolvendo quilômetros que vão cruzando inúmeras outras estruturas esculpidas na rocha, de túmulos a teatros, de estátuas a templos. E entre os monumentos, ganha destaque o Monastério que, facilmente, divide com o Tesouro a capacidade de nos deixar boquiabertos.

O Monastério, um dos monumentos mais visitados de Petra

sábado, 6 de janeiro de 2018

10 dicas para você programar a sua visita a Petra

Há muitos anos, vivia na região arábica um povo conhecido como Nebateus que, além de ótimos arquitetos e engenheiros, eram excelentes comerciantes. Não perdendo tempo para os negócios, resolveram construir, então, em meio à principal rota comercial de especiarias entre a Arábia e a atual Damasco, uma cidade que pudesse servir de centro comercial.

Mas a cidade que resolveram construir não podia ser igual às outras. Aproveitando-se dos enormes paredões de rocha avermelhada do local, eles decidiram esculpir os prédios e monumentos desta cidade na própria rocha, criando, assim, Petra (chamada por eles de Raqmu), que se tornou em torno dos anos 300 a.C. a capital do povo Nebateu.

Petra prosperou e, obviamente, não passou batida aos olhos dos ambiciosos imperadores romanos, que incluíram a cidade no seu rol de conquistas. A administração romana, no entanto, levou Petra ao declínio. Posteriormente, Constantino anexou a cidade ao Império Bizantino, mas, durante o século V, um catastrófico terremoto devastou a cidade que foi, então, abandonada.

E, hoje, já considerada Patrimônio da Unesco e uma das Sete Maravilhas do Mundo, esta joia da arquitetura antiga, chama a atenção de milhares de turistas ao redor do mundo. Sua fama é justa. Afinal, a beleza dos seus monumentos esculpidos em rocha (que a deu também a alcunha de Cidade Rosa) não consegue passar imune aos olhos de todo e qualquer visitante.

Petra é sim uma das mais incríveis zonas arqueológicas do mundo, de modo que seria impossível não estimular qualquer viajante inveterado e, um dia, conhecer o lugar. 

Não à toa, chamou também a atenção de Steven Spielberg quando o mesmo procurava locações para filmar a aventura de um arqueólogo ficcional que se tornou um ícone da cultura pop: Indiana Jones. A Última Cruzada foi filmada em Petra e utilizou a fachada do monumento conhecido como Câmara do Tesouro (foto abaixo) como locação (já as sequências internas foram todas feitas em estúdio). E, até hoje, as referências ao personagem estão presentes no local, especialmente, em lojas de souvenir.

O Tesouro, um dos mais clássicos monumentos de Petra, esculpido totalmente na rocha, assim como o restante da cidade perdida

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Como ir para Petra por conta própria

Aposto que você, muito provavelmente, deve ter imaginado que, talvez, não fosse possível chegar a Petra por conta própria, sendo, então, melhor contratar alguma agência para te levar até lá em uma excursão organizada. Mas acredite: é plenamente possível ir para Petra por conta própria, o que, sem dúvida, sairá mais barato.

No nosso caso, nos dirigimos até a cidade perdida a partir de Israel, cujas principais cidades não ficam distante desta que é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Neste post, explicaremos como fizemos e daremos algumas dicas para tentar ajudá-lo a fazer o mesmo.

Chegar a Petra por conta própria é bem mais fácil do que você possa imaginar

Petra se localiza no sul da Jordânia, relativamente próxima à fronteira do país com Israel. A primeira coisa que você precisa saber, no entanto, é que a travessia pelas fronteiras terrestres entre os dois países não é aberta em qualquer ponto, havendo, na verdade, apenas três postos que permitem a passagem.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Como atravessar a fronteira entre Israel e Jordânia

Se você está visitando Israel é, praticamente, irresistível a tentação de atravessar a fronteira do país com a Jordânia para visitar Petra. Afinal, esta que é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno estará ali bem próximo de você.

Quem está visitando Israel pode não resistir e resolver dar um pulo na Jordânia, ao lado, para conhecer a incrível Petra

No entanto, devido aos constantes relatos da relação instável entre o Estado de Israel e o mundo árabe, o turista pode acabar acreditando que o país judeu e a sua vizinha Jordânia não mantêm boas relações diplomáticas, impedindo, assim, o trânsito entre os dois países por via terrestre. Na verdade, não é bem assim.

A relação entre os dois países é, no momento, pacífica e a passagem terrestre entre eles é aberta em três diferentes postos de fronteiras:

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O que fazer em Eilat, a cidade mais ao sul de Israel

A nossa ida até a cidade israelense de Eilat teve um objetivo muito bem definido: atravessar a fronteira entre Israel e Jordânia, localizada na cidade e considerada a mais tranquila para fazer a travessia e, assim, poder seguir rumo a Petra.

No dia em que chegamos a Eilat, vindos de Jerusalém, seguimos direto para a fronteira. No entanto, no retorno da Jordânia, permanecemos uma tarde na cidade e dormimos por lá para seguir para Tel Aviv no dia seguinte. Então pudemos explorar um pouquinho do lugar.

A grande atração da cidade é o Mar Vermelho que a banha. Presente no imaginário popular devido às referências bíblicas ao mesmo, a gente acaba não resistindo a, pelo menos, colocar os pés em águas tão famosas. 

Eilat, uma cidade balneária ao sul de Israel, banhada pelo Mar Vermelho

O interessante é que o Mar Vermelho não banha apenas Eilat, mas também a cidade vizinha Aqaba, já pertencente à Jordânia, de modo que da praia, em Eilat, é possível ver a orla jordaniana.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Como conhecer o Mar Morto por conta própria

Se você estiver passeando por Jerusalém, uma ótima e curiosa opção de passeio a partir da cidade é a visita ao Mar Morto, com a possibilidade de entrar em suas águas e boiar (mesmo contra a sua vontade) em decorrência da alta salinidade presente em sua composição. Esta alta concentração de sal aumenta em muitas vezes a densidade da água, tornando nossos corpos relativamente bem menos densos, o que nos permite flutuar na superfície do mar sem absolutamente nenhum esforço.

O Mar Morto em Israel. Esta faixa branca no ponto de encontro do mar com a praia é sal. As montanhas do outro lado das águas pertencem à Jordânia

A boa notícia é que é super fácil visitar o Mar Morto por conta própria, uma vez estando em Jerusalém, não havendo a necessidade de contratar passeios em agências de turismo (a não ser que você queira, claro).

Neste post vou contar como isto é possível e como foi a nossa experiência. Mas, antes, acho interessante fornecer algumas curiosidades sobre o local:

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O que conhecer no Monte das Oliveiras

O Monte das Oliveiras acaba sendo mais um ponto importante de visitação para quem se encontra em Jerusalém, já que ele é citado como cenário nas escrituras religiosas. Na bíblia, por exemplo, é lá onde Jesus Cristo forneceu alguns dos seus ensinamentos e subiu aos céus a partir do seu topo. Mas o monte também tem importância para o judaísmo e para o islamismo.

Deste modo, ao longo do seu relevo, pode-se encontrar igrejas católicas, mesquitas, um cemitério judeu e muitas tumbas antigas. E, obviamente, oliveiras...

O Monte das Oliveiras. Na foto, destaca-se a Igreja de Maria Madalena, com sua arquitetura russa, já que se encontra sob a administração da Igreja Ortodoxa Russa.

E a grande vantagem para o turista é que o monte se encontra vizinho à cidade murada de Jerusalém, facilitando, assim, a nossa visita.