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domingo, 15 de abril de 2018

Conhecendo Ortakoy e Arnavutkoy, dois charmosos bairros de Istambul

Durante minhas pesquisas para montar o roteiro que faríamos em Istambul, acabei me deparando com dois bairros da cidade, um pouco mais distantes da efervescência turística, que me chamaram a atenção e que fiz questão de incluir no nosso itinerário: Ortakoy e Arnavutkoy.

Localizados na margem européia do Estreito de Bósforo, os dois bairros, além de super charmosos, ficam exatamente de frente para as águas do estreito. Ortakoy é mais movimentado e é o bairro de onde sai a famosa Ponte de Bósforo no lado europeu de Istambul. Arnavutkoy é bem mais tranquilo e tem um ar bem mais residencial, com pouquíssimos turistas (quase nenhum, na verdade) em suas ruas.

Visitamos os dois bairros na tarde do nosso segundo dia na cidade. Naquele dia, já havíamos percorrido o Palácio Topkapi, o Grande Bazar e já havíamos atravessado a Ponte Gálata em direção a Karakoy. E foi, após passear um pouco por este último bairro, que resolvemos seguir ao norte rumo, primeiro a Ortakoy e, depois, a Arnavutkoy.

Ortakoy

Arnavutkoy

O mapa abaixo mostra a localização dos dois bairros:

Circulado, no mapa, está o bairro de Ortakoy. Percebam que Arnavutkoy fica mais ao norte. Já os bairros de Eminonu e Karakoy, mais centrais, estão bem distantes. 


Como chegar a Ortakoy?

Exatamente por serem bairros mais afastados, será mais difícil acessar tanto Ortakoy quanto Arnavutkoy de transporte público. Afinal, nem o metrô nem o tram passam por lá, nos restando a opção de ir de ônibus.

Para chegar a Ortakoy, basta pegar a linha T1 do tram a partir de Eminonu ou Karakoy em sentido à estação Kabatas, a última da linha, onde se deve descer. Na mesma avenida da estação (que fica exatamente no meio da avenida), você deve seguir para a parada de ônibus e pegar a linha 22 ou a 25E. O ônibus seguirá sempre em frente, bastando descer na parada de Ortakoy.

Passeando por Ortakoy

Ortakoy é um bairro movimentado às margens do Bósforo, com vários restaurantes e um fluxo contínuo de pessoas que nos pareceram tratar-se mais de habitantes locais do que de turistas.

Na sua orla, é possível ver uma mesquita (a Mesquita de Ortakoy) e ter uma excelente vista da Ponte de Bósforo.

A Mesquita de Ortakoy


A mesquita fica nas margens do Bósforo


A Ponte de Bósforo pode ser apreciada a partir de Ortakoy. Do outro lado, a Ásia.


Afinal, a sua extremidade européia se inicia exatamente neste bairro

Na nossa visita, nos concentramos mais na parte do bairro próxima à orla. Aproveitamos para almoçar em um dos muitos restaurante que encontramos por lá e passamos um tempo apreciando o vai e vem dos turcos.

Passeando por Ortakoy



















Percebemos também que há um pequeno porto em Ortakoy, de modo que parece ser possível acessar o bairro também de barco. Nos portos de Eminonu ou Karakoy, mais centrais, você pode procurar saber sobre a disponibilidade e os horários de barcos até Ortakoy.

E, por falar em barcos, o bairro  também pode ser visto de outro ponto de vista: a partir da navegação pelo Estreito de Bósforo, um dos passeios mais populares entre os turistas que visitam Istambul


Como chegar a Arnavutkoy?

Para acessar Arnavutkoy, retornamos ao mesmo ponto de ônibus onde havíamos descido em Ortakoy e pegamos a mesma linha de ônibus (22 ou 25E). O trajeto, agora, foi mais curto considerando a proximidade entre os dois bairros.

Passeando por Arnavutkoy

Ao contrário de Ortakoy, este é um bairro muito menos movimentado (quase parado, para ser sincero). Na verdade, ele tem toda a cara de bairro apenas residencial. Mas o que chama a atenção é a bela arquitetura dos seus prédios de frente para o Bósforo, diferente da arquitetura de outros bairros da cidade.

Chegando à tranquila Arnavutkoy, também às margens do Bósforo

As típicas construções de Arnavutkoy



Adoraríamos morar em uma destas casas e viver por estas ruas









Os prédios de Arnavutkoy de frente para o Bósforo


Confesso que amaria morar e viver ali em Arnavutkoy, onde o agito de Istambul parece dar uma trégua à paz e à tranquilidade.

Entrando mais um pouco pelo bairro, percebe-se que todos os prédios mantém o mesmo padrão e alguns poucos restaurantes vão dando a cara. Só não exploramos ainda mais, pois o bairro vai se estendendo por colinas e não estávamos com disposição para subi-las.

Preferimos ficar pela orla, apreciando o Bósforo e a parte asiática da cidade na margem oposta.

Na orla de Arnavutkoy


O Bósforo


A parte asiática de Istambul na margem oposta do Bósforo

Da mesma forma que Ortakoy, Aranavutkoy também pode ser vista durante o passeio de barco pelo Bósforo.



OBS:
1. Este post não recebeu nenhum tipo de patrocínio

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Conhecendo o Palácio Topkapi, o Grande Bazar e a Ponte Gálata, importantes ícones de Istambul

O nosso segundo dia em Istambul foi bem intenso, envolvendo várias atrações da cidade. Neste post, vou falar sobre as demais atrações localizadas no bairro de Eminonu que podem ser visitadas juntamente aos dois principais ícones da cidade, a Mesquita Azul e a Hagia Sophia, por se localizarem próximas. 

As atrações são: o Palácio Topkapi, o Grande Bazar e a Ponte Gálata.

Como visitar o Palácio Topkapi

Construído no século XV para servir de moradia para os sultões da antiga Constantinopla, o Palácio Topkapi funciona, atualmente, como um museu que expõe, além da sua própria arquitetura, relíquias do antigo Império Otomano, assim como referências à história do mundo islâmico, muitas delas relacionadas ao profeta Maomé.

O Palácio Topkapi

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Como é a visita às Cisternas da Basílica: atração de Istambul que já foi cenário para dois filmes

Construída no século VI d.C., com o objetivo de servir de reservatório de água  para a cidade, a Cisterna da Basílica, também conhecida como Cisterna Yerebatan (que pode ser traduzido como "Palácio Afundado"), fica bem próxima à Hagia Sophia, podendo ser facilmente incluída na sua visita à Praça Sultanahmet.

A Cisterna da Basílica, em Istambul

E foi exatamente o que fizemos, seguindo para a entrada da famosa cisterna após nossa visita à Hagia Sophia e à Mesquita Azul.

A entrada, embora um pouco escondida, fica a menos de 100 metros da entrada da Hagia Sophia. Mostro, no mapa abaixo, a localização exata:

sábado, 24 de março de 2018

Visitando a Hagia Sophia e a Mesquita Azul

Sempre que eu pensava em Istambul, a primeira coisa que vinha à minha mente era a imagem dos seus dois principais monumentos: a Hagia Sophia e a Mesquita Azul. Afinal, as duas construções costumam aparecer na maior parte das fotos da cidade, chamando sempre a atenção por sua beleza. E se, em foto, já pareciam ser super imponentes, imagina ao vivo.

Hagia Sophia, um dos monumentos mais famosos de Istambul

Por isso, independente de qualquer coisa, uma vez estando em Istambul, a Hagia Sophia e a Mesquita Azul precisavam ser a prioridade do nosso passeio. E não à toa, foram elas as atrações escolhidas para iniciar o nosso roteiro pela antiga Constantinopla. Afinal, estávamos hospedados bem próximo a elas (e aconselho você a procurar por um hotel nesta mesma área), sendo possível, inclusive, voltar a visitar as suas fachadas em outros momentos, como à noite, quando elas ganham uma bela iluminação.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Sobre Istambul: entendendo a cidade e o seu transporte público

Conhecer Istambul não estava nos planos originais da nossa viagem à Grécia e a Israel, mas quando nosso voo de volta mudou e nós ganhamos três dias a mais em Atenas, não pensamos duas vezes e corremos para ver o valor do voo entre as duas cidades. As opções eram muitas e o preço estava bastante atrativo. 

Istambul entrava, então, oficialmente, no nosso roteiro.

A Mesquita Azul, um dos monumentos mais emblemáticos de Istambul

Foram apenas 2 noites na cidade, mas suficientes para nos dar a certeza de que a cidade turca é uma das mais incríveis do planeta. E algumas características justificam esta nossa afirmação:

1. Istambul é enorme. Bem mais do que poderíamos imaginar. Afinal, é a quarta maior cidade do mundo, possuindo uma alta densidade populacional. Quando mais cidade víamos (seja do alto da Torre de Gálata seja através do passeio de barco pelo Bósforo), mais cidade parecia haver para ver. E se isto pode dar a impressão de que a cidade é caótica... Bem! Ela até é um pouco, mas é uma espécie de caos organizado (será possível isto?) que acaba dando um charme a mais ao lugar.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Os Museus de Atenas

Durante a nossa passagem por Atenas, visitamos os dois principais museus da cidade: o Museu da Acrópole e o Museu Arqueológico Nacional. Ambos possuem inúmeras relíquias desenterradas durante as escavações arqueológicos pelo país, sendo que o primeiro concentra tudo que foi encontrado, especificamente, na Acrópole de Atenas.

Aconselho que ambos sejam visitados, já que te darão uma ideia ainda maior dos tempos gregos antigos. Mas, se seu tempo for pouco, escolha o Museu da Acrópole, pela sua localização mais central e por servir de complemento para a sua visita à Acrópole que, afinal, é a principal atração da cidade.

Afrodite, Eros e Pã retratados em uma das belas estátuas do Museu Arqueológico Nacional

Como é a visita ao Museu da Acrópole


Localizado no bairro de Plaka e bem próximo à Acrópole de Atenas, este museu possui uma arquitetura moderna que acaba servindo de contraste para as próprias ruínas arqueológicas que se destacam na cidade. Com suas enormes paredes de vidro, a ideia principal é permitir uma vista privilegiada da acrópole aos visitantes que passeiam pelos seus andares.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Mais da capital grega: os Montes Filopappou e Likabettus e a Academia de Atenas

Após nossa visita à Biblioteca de Adriano e à Ágora Romana, nosso segundo dia em Atenas ainda tinha muita atração para ser vista pela frente, entre elas: o Monte Filopappou, o Museu da Acrópole, a Academia de Atenas, o Monte Lykabettus e o Liceu de Aristóteles. Claro que tudo isto intercalado ainda com o sempre agradável bairro de Plaka, estrategicamente localizado entre todas estas atrações.

Neste post, falarei sobre cada uma das atrações citadas, exceto sobre o Museu da Acrópole, ao qual dedicarei um post específico em conjunto com o Museu de Arqueologia de Atenas.

Subindo o Monte Filopappou


Também conhecido como Colina das Musas, o monte acabou recebendo também o nome de Filopappou (ou Filopapo ou Filopappos - já vi diferentes grafias para o mesmo nome), em decorrência do mausoléu em forma de monumento construído no seu topo, durante o século II d.C., em homenagem a Caio Júlio Filopapo, proeminente príncipe grego que viveu em Atenas durante lo Império Romano sobre a cidade.

Mas o grande atrativo do monte não é o monumento no seu cume, mas sim a excelente vista que se tem da cidade lá do alto. Com destaque para a excelente perspectiva com que o turista pode ver a Acrópole à medida que sobe o caminho demarcado entre a base e o Monumento a Filopapo.

Acrópole vista do Monte Filopappou durante a nossa subida

sábado, 3 de fevereiro de 2018

As antigas praças públicas de Atenas: Ágora Antiga e Ágora Romana

Você sabe o que era uma ágora nos tempos antigos? 

A palavra grega era utilizada para designar o espaço urbano das cidades antigas Grécia que funcionava como principal centro público e administrativo municipal (uma espécie de praça pública). E Atenas, por ter passado pelo domínio de mais de um Império antigo, como o Romano e o Bizantino, acabou tando duas ágoras: a Antiga (original) e a Romana (criada após a conquista de Roma sobre a cidade).

E as ruínas das duas ágoras, com suas escavações arqueológicas, estão abertas à visitação turística, compondo o rol das principais atrações da capital grega.

A Ágora Antiga de Atenas


Ambas localizadas próximas aos pés da Acrópole, as duas ágoras estão a menos de 500 metros de distância uma da outra, podendo ser facilmente conhecidas no mesmo período de tempo. A Ágora Romana está no bairro de Plaka, já na sua transição com o também charmoso bairro de Monastiraki, onde fica localizada a Ágora Antiga.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Como é a visita à Acrópole de Atenas

Acrópole, que significa "cidade alta", era o ponto mais importante das cidades antigas (concentrando templos e palácios) construído, estrategicamente, em locais elevados, com o objetivo principal de proteção militar. A Grécia está repleta de antigas acrópoles, mas nenhuma é tão famosa quanto a de Atenas, localizada bem no centro da atual capital.

E toda esta fama se deve, em especial, aos magníficos monumentos construídos durante o século II a.C., pelo escultor grego Fídias (a mando de Péricles) sobre a superfície plana da colina.  Entre eles: o Partenon, construído em honra à deusa Atena, padroeira da cidade; e o Erecteion,  conhecido pelas  famosas cariátides, esculturas em formato feminino que serviam de colunas para a construção. Obviamente, a maior parte destas e de outras construções estão em ruínas ou em processo de restauração, mas, não por isso, são menos impactantes.

O Partenon, principal monumento da Acrópole de Atenas

E, merecidamente, a Acrópole se constitui na principal atração de Atenas. De vários pontos da cidade, é possível avistar o local e o seu entorno é a área da capital que mais turistas concentra. No seu topo, além de se visitar os seus diversos monumentos, é também possível ter uma vista em 360 graus de Atenas. 

Abaixo, listaremos algumas dicas que julgamos essenciais para que você programe a sua visita:

domingo, 21 de janeiro de 2018

Visitando o Templo de Zeus Olímpico, conhecendo o Estádio Panatenaico e almoçando no Bairro Plaka, em Atenas

Após 3 passagens pelo aeroporto de Atenas, sempre seguindo direto para outros destinos (como Zakynthos, Mykonos e Tel Aviv), finalmente, chegava o dia de seguir direto para o centro da cidade e começar a conhecer as suas principais atrações.

Chegamos em uma manhã, bem cedo, e seguimos de ônibus até o nosso hotel, localizado a alguns metros da Praça Syntagma, um dos locais mais centrais de Atenas. Já falei sobre como ir do aeroporto de Atenas até o centro e sobre onde se hospedar em Atenas em outras postagens.

E, entre as atrações que visitamos neste primeiro dia em Atenas, estavam: o Templo de Zeus Olímpico, O Jardim Nacional e o Estádio Panatenaico.

O Templo de Zeus Olímpico

domingo, 14 de janeiro de 2018

Dicas úteis sobre Atenas

Para quem está acostumado com capitais europeias como Paris, Madrid, Londres, Lisboa, entre outras, Atenas pode parecer estranha a princípio, uma vez que, em um primeiro contato, destoa das demais cidades citadas no que diz respeito à beleza e charme de suas ruas e prédios. Com exceção dos bairros de Plaka e Monastiraki, a maior parte da cidade não chama a atenção neste quesito.

Mas calma! O maior trunfo de Atenas se encontra no rico conjunto arqueológico que faz da cidade uma das que mais dialogam com o passado da humanidade ocidental. E, aos poucos, à medida que você visita templos antigos, colunas e esculturas gregas do passado e anfiteatros seculares, Atenas pode começar a se tornar mais atrativa aos seus olhos.

Acrópole, o principal símbolo de Atenas

E, provavelmente, Roma é a capital da Europa que mais compartilha destas características com a capital grega e uma comparação entre as duas acaba sendo inevitável. E, por mais que eu seja encantado pelas belas praças, fontes e esculturas de Roma, Atenas é uma cidade que, do ponto de vista arqueológico, me agrada mais.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Como ir do aeroporto de Atenas até o centro da cidade

O aeroporto internacional de Atenas, conhecido como ElefthériosVenizélos, encontra-se a pouco mais de 30Km do centro da cidade, de forma que a corrida de táxi acaba saindo bem salgada, variando de 40 a 60 euros, dependendo do horário e da localização do seu hotel. 

Se o seu destino for o Porto de Pireus, então, com o objetivo de já pegar algum ferry com destino a alguma das ilhas gregas, este valor será ainda maior.

A boa notícia, no entanto, é que há transporte público ligando o aeroporto ao centro de Atenas:

Ônibus


Partindo de uma parada localizada entre as saídas 4 e 5 da área de desembarque do aeroporto, existem ônibus regulares que seguem até a Praça Syntagma (o seu ponto final), uma das áreas mais centrais de Atenas.

A Praça Syntagma, um dos pontos mais centrais de Atenas

domingo, 7 de janeiro de 2018

Conhecendo Petra, a cidade perdida da Jordânia

Agora que já demos todas as dicas úteis sobre Petra para ajudar você a organizar o seu roteiro, vamos contar como foi a nossa experiência neste que é um dos conjuntos arqueológicos mais interessantes que já conhecemos.

Embora estejamos acostumados a sempre ver a mesma foto do lugar, aquele imponente monumento esculpido na pedra conhecido como o Tesouro, Petra é muito mais do que isto, envolvendo quilômetros que vão cruzando inúmeras outras estruturas esculpidas na rocha, de túmulos a teatros, de estátuas a templos. E entre os monumentos, ganha destaque o Monastério que, facilmente, divide com o Tesouro a capacidade de nos deixar boquiabertos.

O Monastério, um dos monumentos mais visitados de Petra

sábado, 6 de janeiro de 2018

10 dicas para você programar a sua visita a Petra

Há muitos anos, vivia na região arábica um povo conhecido como Nebateus que, além de ótimos arquitetos e engenheiros, eram excelentes comerciantes. Não perdendo tempo para os negócios, resolveram construir, então, em meio à principal rota comercial de especiarias entre a Arábia e a atual Damasco, uma cidade que pudesse servir de centro comercial.

Mas a cidade que resolveram construir não podia ser igual às outras. Aproveitando-se dos enormes paredões de rocha avermelhada do local, eles decidiram esculpir os prédios e monumentos desta cidade na própria rocha, criando, assim, Petra (chamada por eles de Raqmu), que se tornou em torno dos anos 300 a.C. a capital do povo Nebateu.

Petra prosperou e, obviamente, não passou batida aos olhos dos ambiciosos imperadores romanos, que incluíram a cidade no seu rol de conquistas. A administração romana, no entanto, levou Petra ao declínio. Posteriormente, Constantino anexou a cidade ao Império Bizantino, mas, durante o século V, um catastrófico terremoto devastou a cidade que foi, então, abandonada.

E, hoje, já considerada Patrimônio da Unesco e uma das Sete Maravilhas do Mundo, esta joia da arquitetura antiga, chama a atenção de milhares de turistas ao redor do mundo. Sua fama é justa. Afinal, a beleza dos seus monumentos esculpidos em rocha (que a deu também a alcunha de Cidade Rosa) não consegue passar imune aos olhos de todo e qualquer visitante.

Petra é sim uma das mais incríveis zonas arqueológicas do mundo, de modo que seria impossível não estimular qualquer viajante inveterado e, um dia, conhecer o lugar. 

Não à toa, chamou também a atenção de Steven Spielberg quando o mesmo procurava locações para filmar a aventura de um arqueólogo ficcional que se tornou um ícone da cultura pop: Indiana Jones. A Última Cruzada foi filmada em Petra e utilizou a fachada do monumento conhecido como Câmara do Tesouro (foto abaixo) como locação (já as sequências internas foram todas feitas em estúdio). E, até hoje, as referências ao personagem estão presentes no local, especialmente, em lojas de souvenir.

O Tesouro, um dos mais clássicos monumentos de Petra, esculpido totalmente na rocha, assim como o restante da cidade perdida

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Como ir para Petra por conta própria

Aposto que você, muito provavelmente, deve ter imaginado que, talvez, não fosse possível chegar a Petra por conta própria, sendo, então, melhor contratar alguma agência para te levar até lá em uma excursão organizada. Mas acredite: é plenamente possível ir para Petra por conta própria, o que, sem dúvida, sairá mais barato.

No nosso caso, nos dirigimos até a cidade perdida a partir de Israel, cujas principais cidades não ficam distante desta que é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Neste post, explicaremos como fizemos e daremos algumas dicas para tentar ajudá-lo a fazer o mesmo.

Chegar a Petra por conta própria é bem mais fácil do que você possa imaginar

Petra se localiza no sul da Jordânia, relativamente próxima à fronteira do país com Israel. A primeira coisa que você precisa saber, no entanto, é que a travessia pelas fronteiras terrestres entre os dois países não é aberta em qualquer ponto, havendo, na verdade, apenas três postos que permitem a passagem.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Como atravessar a fronteira entre Israel e Jordânia

Se você está visitando Israel é, praticamente, irresistível a tentação de atravessar a fronteira do país com a Jordânia para visitar Petra. Afinal, esta que é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno estará ali bem próximo de você.

Quem está visitando Israel pode não resistir e resolver dar um pulo na Jordânia, ao lado, para conhecer a incrível Petra

No entanto, devido aos constantes relatos da relação instável entre o Estado de Israel e o mundo árabe, o turista pode acabar acreditando que o país judeu e a sua vizinha Jordânia não mantêm boas relações diplomáticas, impedindo, assim, o trânsito entre os dois países por via terrestre. Na verdade, não é bem assim.

A relação entre os dois países é, no momento, pacífica e a passagem terrestre entre eles é aberta em três diferentes postos de fronteiras:

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O que fazer em Eilat, a cidade mais ao sul de Israel

A nossa ida até a cidade israelense de Eilat teve um objetivo muito bem definido: atravessar a fronteira entre Israel e Jordânia, localizada na cidade e considerada a mais tranquila para fazer a travessia e, assim, poder seguir rumo a Petra.

No dia em que chegamos a Eilat, vindos de Jerusalém, seguimos direto para a fronteira. No entanto, no retorno da Jordânia, permanecemos uma tarde na cidade e dormimos por lá para seguir para Tel Aviv no dia seguinte. Então pudemos explorar um pouquinho do lugar.

A grande atração da cidade é o Mar Vermelho que a banha. Presente no imaginário popular devido às referências bíblicas ao mesmo, a gente acaba não resistindo a, pelo menos, colocar os pés em águas tão famosas. 

Eilat, uma cidade balneária ao sul de Israel, banhada pelo Mar Vermelho

O interessante é que o Mar Vermelho não banha apenas Eilat, mas também a cidade vizinha Aqaba, já pertencente à Jordânia, de modo que da praia, em Eilat, é possível ver a orla jordaniana.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Como conhecer o Mar Morto por conta própria

Se você estiver passeando por Jerusalém, uma ótima e curiosa opção de passeio a partir da cidade é a visita ao Mar Morto, com a possibilidade de entrar em suas águas e boiar (mesmo contra a sua vontade) em decorrência da alta salinidade presente em sua composição. Esta alta concentração de sal aumenta em muitas vezes a densidade da água, tornando nossos corpos relativamente bem menos densos, o que nos permite flutuar na superfície do mar sem absolutamente nenhum esforço.

O Mar Morto em Israel. Esta faixa branca no ponto de encontro do mar com a praia é sal. As montanhas do outro lado das águas pertencem à Jordânia

A boa notícia é que é super fácil visitar o Mar Morto por conta própria, uma vez estando em Jerusalém, não havendo a necessidade de contratar passeios em agências de turismo (a não ser que você queira, claro).

Neste post vou contar como isto é possível e como foi a nossa experiência. Mas, antes, acho interessante fornecer algumas curiosidades sobre o local:

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O que conhecer no Monte das Oliveiras

O Monte das Oliveiras acaba sendo mais um ponto importante de visitação para quem se encontra em Jerusalém, já que ele é citado como cenário nas escrituras religiosas. Na bíblia, por exemplo, é lá onde Jesus Cristo forneceu alguns dos seus ensinamentos e subiu aos céus a partir do seu topo. Mas o monte também tem importância para o judaísmo e para o islamismo.

Deste modo, ao longo do seu relevo, pode-se encontrar igrejas católicas, mesquitas, um cemitério judeu e muitas tumbas antigas. E, obviamente, oliveiras...

O Monte das Oliveiras. Na foto, destaca-se a Igreja de Maria Madalena, com sua arquitetura russa, já que se encontra sob a administração da Igreja Ortodoxa Russa.

E a grande vantagem para o turista é que o monte se encontra vizinho à cidade murada de Jerusalém, facilitando, assim, a nossa visita.