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domingo, 15 de abril de 2018

Conhecendo Ortakoy e Arnavutkoy, dois charmosos bairros de Istambul

Durante minhas pesquisas para montar o roteiro que faríamos em Istambul, acabei me deparando com dois bairros da cidade, um pouco mais distantes da efervescência turística, que me chamaram a atenção e que fiz questão de incluir no nosso itinerário: Ortakoy e Arnavutkoy.

Localizados na margem européia do Estreito de Bósforo, os dois bairros, além de super charmosos, ficam exatamente de frente para as águas do estreito. Ortakoy é mais movimentado e é o bairro de onde sai a famosa Ponte de Bósforo no lado europeu de Istambul. Arnavutkoy é bem mais tranquilo e tem um ar bem mais residencial, com pouquíssimos turistas (quase nenhum, na verdade) em suas ruas.

Visitamos os dois bairros na tarde do nosso segundo dia na cidade. Naquele dia, já havíamos percorrido o Palácio Topkapi, o Grande Bazar e já havíamos atravessado a Ponte Gálata em direção a Karakoy. E foi, após passear um pouco por este último bairro, que resolvemos seguir ao norte rumo, primeiro a Ortakoy e, depois, a Arnavutkoy.

Ortakoy

Arnavutkoy

O mapa abaixo mostra a localização dos dois bairros:

Circulado, no mapa, está o bairro de Ortakoy. Percebam que Arnavutkoy fica mais ao norte. Já os bairros de Eminonu e Karakoy, mais centrais, estão bem distantes. 


Como chegar a Ortakoy?

Exatamente por serem bairros mais afastados, será mais difícil acessar tanto Ortakoy quanto Arnavutkoy de transporte público. Afinal, nem o metrô nem o tram passam por lá, nos restando a opção de ir de ônibus.

Para chegar a Ortakoy, basta pegar a linha T1 do tram a partir de Eminonu ou Karakoy em sentido à estação Kabatas, a última da linha, onde se deve descer. Na mesma avenida da estação (que fica exatamente no meio da avenida), você deve seguir para a parada de ônibus e pegar a linha 22 ou a 25E. O ônibus seguirá sempre em frente, bastando descer na parada de Ortakoy.

Passeando por Ortakoy

Ortakoy é um bairro movimentado às margens do Bósforo, com vários restaurantes e um fluxo contínuo de pessoas que nos pareceram tratar-se mais de habitantes locais do que de turistas.

Na sua orla, é possível ver uma mesquita (a Mesquita de Ortakoy) e ter uma excelente vista da Ponte de Bósforo.

A Mesquita de Ortakoy


A mesquita fica nas margens do Bósforo


A Ponte de Bósforo pode ser apreciada a partir de Ortakoy. Do outro lado, a Ásia.


Afinal, a sua extremidade européia se inicia exatamente neste bairro

Na nossa visita, nos concentramos mais na parte do bairro próxima à orla. Aproveitamos para almoçar em um dos muitos restaurante que encontramos por lá e passamos um tempo apreciando o vai e vem dos turcos.

Passeando por Ortakoy



















Percebemos também que há um pequeno porto em Ortakoy, de modo que parece ser possível acessar o bairro também de barco. Nos portos de Eminonu ou Karakoy, mais centrais, você pode procurar saber sobre a disponibilidade e os horários de barcos até Ortakoy.

E, por falar em barcos, o bairro  também pode ser visto de outro ponto de vista: a partir da navegação pelo Estreito de Bósforo, um dos passeios mais populares entre os turistas que visitam Istambul


Como chegar a Arnavutkoy?

Para acessar Arnavutkoy, retornamos ao mesmo ponto de ônibus onde havíamos descido em Ortakoy e pegamos a mesma linha de ônibus (22 ou 25E). O trajeto, agora, foi mais curto considerando a proximidade entre os dois bairros.

Passeando por Arnavutkoy

Ao contrário de Ortakoy, este é um bairro muito menos movimentado (quase parado, para ser sincero). Na verdade, ele tem toda a cara de bairro apenas residencial. Mas o que chama a atenção é a bela arquitetura dos seus prédios de frente para o Bósforo, diferente da arquitetura de outros bairros da cidade.

Chegando à tranquila Arnavutkoy, também às margens do Bósforo

As típicas construções de Arnavutkoy



Adoraríamos morar em uma destas casas e viver por estas ruas









Os prédios de Arnavutkoy de frente para o Bósforo


Confesso que amaria morar e viver ali em Arnavutkoy, onde o agito de Istambul parece dar uma trégua à paz e à tranquilidade.

Entrando mais um pouco pelo bairro, percebe-se que todos os prédios mantém o mesmo padrão e alguns poucos restaurantes vão dando a cara. Só não exploramos ainda mais, pois o bairro vai se estendendo por colinas e não estávamos com disposição para subi-las.

Preferimos ficar pela orla, apreciando o Bósforo e a parte asiática da cidade na margem oposta.

Na orla de Arnavutkoy


O Bósforo


A parte asiática de Istambul na margem oposta do Bósforo

Da mesma forma que Ortakoy, Aranavutkoy também pode ser vista durante o passeio de barco pelo Bósforo.



OBS:
1. Este post não recebeu nenhum tipo de patrocínio

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Conhecendo o Palácio Topkapi, o Grande Bazar e a Ponte Gálata, importantes ícones de Istambul

O nosso segundo dia em Istambul foi bem intenso, envolvendo várias atrações da cidade. Neste post, vou falar sobre as demais atrações localizadas no bairro de Eminonu que podem ser visitadas juntamente aos dois principais ícones da cidade, a Mesquita Azul e a Hagia Sophia, por se localizarem próximas. 

As atrações são: o Palácio Topkapi, o Grande Bazar e a Ponte Gálata.

Como visitar o Palácio Topkapi

Construído no século XV para servir de moradia para os sultões da antiga Constantinopla, o Palácio Topkapi funciona, atualmente, como um museu que expõe, além da sua própria arquitetura, relíquias do antigo Império Otomano, assim como referências à história do mundo islâmico, muitas delas relacionadas ao profeta Maomé.

O Palácio Topkapi

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Como é a visita às Cisternas da Basílica: atração de Istambul que já foi cenário para dois filmes

Construída no século VI d.C., com o objetivo de servir de reservatório de água  para a cidade, a Cisterna da Basílica, também conhecida como Cisterna Yerebatan (que pode ser traduzido como "Palácio Afundado"), fica bem próxima à Hagia Sophia, podendo ser facilmente incluída na sua visita à Praça Sultanahmet.

A Cisterna da Basílica, em Istambul

E foi exatamente o que fizemos, seguindo para a entrada da famosa cisterna após nossa visita à Hagia Sophia e à Mesquita Azul.

A entrada, embora um pouco escondida, fica a menos de 100 metros da entrada da Hagia Sophia. Mostro, no mapa abaixo, a localização exata:

sábado, 24 de março de 2018

Visitando a Hagia Sophia e a Mesquita Azul

Sempre que eu pensava em Istambul, a primeira coisa que vinha à minha mente era a imagem dos seus dois principais monumentos: a Hagia Sophia e a Mesquita Azul. Afinal, as duas construções costumam aparecer na maior parte das fotos da cidade, chamando sempre a atenção por sua beleza. E se, em foto, já pareciam ser super imponentes, imagina ao vivo.

Hagia Sophia, um dos monumentos mais famosos de Istambul

Por isso, independente de qualquer coisa, uma vez estando em Istambul, a Hagia Sophia e a Mesquita Azul precisavam ser a prioridade do nosso passeio. E não à toa, foram elas as atrações escolhidas para iniciar o nosso roteiro pela antiga Constantinopla. Afinal, estávamos hospedados bem próximo a elas (e aconselho você a procurar por um hotel nesta mesma área), sendo possível, inclusive, voltar a visitar as suas fachadas em outros momentos, como à noite, quando elas ganham uma bela iluminação.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Sobre Istambul: entendendo a cidade e o seu transporte público

Conhecer Istambul não estava nos planos originais da nossa viagem à Grécia e a Israel, mas quando nosso voo de volta mudou e nós ganhamos três dias a mais em Atenas, não pensamos duas vezes e corremos para ver o valor do voo entre as duas cidades. As opções eram muitas e o preço estava bastante atrativo. 

Istambul entrava, então, oficialmente, no nosso roteiro.

A Mesquita Azul, um dos monumentos mais emblemáticos de Istambul

Foram apenas 2 noites na cidade, mas suficientes para nos dar a certeza de que a cidade turca é uma das mais incríveis do planeta. E algumas características justificam esta nossa afirmação:

1. Istambul é enorme. Bem mais do que poderíamos imaginar. Afinal, é a quarta maior cidade do mundo, possuindo uma alta densidade populacional. Quando mais cidade víamos (seja do alto da Torre de Gálata seja através do passeio de barco pelo Bósforo), mais cidade parecia haver para ver. E se isto pode dar a impressão de que a cidade é caótica... Bem! Ela até é um pouco, mas é uma espécie de caos organizado (será possível isto?) que acaba dando um charme a mais ao lugar.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Os Museus de Atenas

Durante a nossa passagem por Atenas, visitamos os dois principais museus da cidade: o Museu da Acrópole e o Museu Arqueológico Nacional. Ambos possuem inúmeras relíquias desenterradas durante as escavações arqueológicos pelo país, sendo que o primeiro concentra tudo que foi encontrado, especificamente, na Acrópole de Atenas.

Aconselho que ambos sejam visitados, já que te darão uma ideia ainda maior dos tempos gregos antigos. Mas, se seu tempo for pouco, escolha o Museu da Acrópole, pela sua localização mais central e por servir de complemento para a sua visita à Acrópole que, afinal, é a principal atração da cidade.

Afrodite, Eros e Pã retratados em uma das belas estátuas do Museu Arqueológico Nacional

Como é a visita ao Museu da Acrópole


Localizado no bairro de Plaka e bem próximo à Acrópole de Atenas, este museu possui uma arquitetura moderna que acaba servindo de contraste para as próprias ruínas arqueológicas que se destacam na cidade. Com suas enormes paredes de vidro, a ideia principal é permitir uma vista privilegiada da acrópole aos visitantes que passeiam pelos seus andares.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Mais da capital grega: os Montes Filopappou e Likabettus e a Academia de Atenas

Após nossa visita à Biblioteca de Adriano e à Ágora Romana, nosso segundo dia em Atenas ainda tinha muita atração para ser vista pela frente, entre elas: o Monte Filopappou, o Museu da Acrópole, a Academia de Atenas, o Monte Lykabettus e o Liceu de Aristóteles. Claro que tudo isto intercalado ainda com o sempre agradável bairro de Plaka, estrategicamente localizado entre todas estas atrações.

Neste post, falarei sobre cada uma das atrações citadas, exceto sobre o Museu da Acrópole, ao qual dedicarei um post específico em conjunto com o Museu de Arqueologia de Atenas.

Subindo o Monte Filopappou


Também conhecido como Colina das Musas, o monte acabou recebendo também o nome de Filopappou (ou Filopapo ou Filopappos - já vi diferentes grafias para o mesmo nome), em decorrência do mausoléu em forma de monumento construído no seu topo, durante o século II d.C., em homenagem a Caio Júlio Filopapo, proeminente príncipe grego que viveu em Atenas durante lo Império Romano sobre a cidade.

Mas o grande atrativo do monte não é o monumento no seu cume, mas sim a excelente vista que se tem da cidade lá do alto. Com destaque para a excelente perspectiva com que o turista pode ver a Acrópole à medida que sobe o caminho demarcado entre a base e o Monumento a Filopapo.

Acrópole vista do Monte Filopappou durante a nossa subida