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sábado, 17 de outubro de 2015

Dias 3 e 4 em Nova York: Estátua da Liberdade, Ellis Island, Public Library e Jersey Garden Outlet

Nosso terceiro dia em Nova York (NY) começou com um passeio de barco em direção à Estátua da Liberdade, um dos maiores símbolos da cidade. Presente da França para os Estados Unidos em comemoração ao centenário da independência deste último, a estátua foi construída pelo escultor Frédéric Auguste Bartholdi, com a ajuda do mesmo engenheiro que projetou a Torre Eiffel. Sua inauguração ocorreu no ano de 1886, tendo funcionado, inicialmente, como farol e sendo, atualmente, um dos principais pontos turísticos do país.

Para acessar a Ilha da Liberdade, onde se encontra a estátua de mesmo nome, é preciso pegar um ferry da Statue Cruises no Battery Park, localizado, exatamente, na costa sul da ilha de Manhattan. os ferrys saem a cada 20 a 30 minutos e os ingressos podem ser reservados antecipadamente no site oficial. No nosso caso, utilizamos o New York City Pass que dá direito à viagem de barco até a ilha, mas que, ao contrário do que esperávamos, não nos poupou da fila. Para quem estiver em New Jersey, o ferry pode ser acessado no Liberty State Park, onde, aparentemente, as filas são menores. Os horários de funcionamento dos barcos variam de acordo com a época do ano e o dia da semana, sendo recomendável que você visite o site oficial para saber os horários exatos na época da sua viagem.


No mapa, o Battery Park, de onde saem os barcos com direção à Estátua da Liberdade


Há basicamente 3 tipos de tickets que podem ser adquiridos:

1. Acesso apenas à ilha - custa 18 dólares (para quem for utilizar o New York City Pass, só é permitido acesso à ilha, tendo que comprar o ticket para a base ou para a coroa da estátua a parte. No nosso caso, visitamos apenas a ilha)

2. Acesso à ilha e à base da estátua - custa 18 dólares 

3. Acesso à ilha e à coroa da estátua - custa 21 dólares

Todos os 3 tipos de tickets dão acesso à Ellis Island.

Para chegar ao Battery Park, deve-se pegar a linha 1 do metrô e descer na estação South Ferry Loop. Então basta seguir a multidão que, certamente, estará se dirigindo para o cais de onde partem os ferrys. Não tem erro.

Uma vez dentro do barco, um dos pontos altos do passeio é a visão que se tem do sul de Manhattan a medida que o ferry se distancia do cais, com destaque para os prédios do centro financeiro que despontam no skyline com toda a sua imponência. A travessia é curta e a chegada à Ilha da Liberdade pode ser um pouco decepcionante, caso você imagine a Estátua da Liberdade como um monumento gigante. A estátua, na verdade, mede apenas 46m e só aparenta ser mais alta por estar sobre um pedestal que mede cerca de 46,9m, dando a toda a estrutura uma altura de 92,9m.

Saindo do Battery Park em direção à Ilha da Liberdade

Se distanciando do Battery Park. O skyline do sul de Manhattan começa a se formar.

Chegando á ilha, ainda dentro do barco


Confesso que não nos entusiasmamos muito com a estátua e passamos mais tempo apreciando o skyline de NY do que a estátua em si. A ilha é pequena, conta um restaurante e uma loja de souvenirs (com todo tipo de bugiganga relacionada à estátua que você puder imaginar), ambos caros, e pode ser percorrida rapidamente. Você pode permanecer na ilha o tempo que quiser, o que é essencial para aqueles que pretendem entrar no pedestal e/ou subir os 335 degraus até a coroa.




Uma vez satisfeitos com nosso tempo na ilha, era hora de esperar o próximo ferry, que nos levaria até a Ellis Island. Confesso que não vi muito futuro em visitar a Ilha da Liberdade, especialmente, se você não fizer questão de visitar o pedestal e a coroa. Acaba sendo muito mais prático e econômico a alternativa opcional de se ver a estátua: pegar um barco gratuito até Staten Island. O barco parte do Staten Island Ferry, segue um trajeto de cerca de 30 minutos, permite a visão da skyline e da própria Estátua da Liberdade (sem parar na ilha, claro) e não pesa nada no seu bolso. Após chegar em Staten Island, é só pegar o barco de volta. A desvantagem é ver a estátua apenas de longe, mas, sinceramente, atualmente, eu preferiria esta opção. Embora, neste caso, nós teríamos perdido a chance de conhecer a Ellis Island.

Os barcos que fazem o trajeto de cerca de 1Km entre a Ilha da Liberdade e a Ellis Island, partem da primeira ilha a cada 20 a 30 minutos e, uma vez chegando à segunda, você terá lá o tempo que quiser antes de pegar o barco de volta para o Battery Park.

Ellis Island correspondeu a uma importante porta de entrada para milhões de imigrantes entre 1892 e 1954, uma vez que, nela, funcionava o serviço de imigração durante este período. O belo prédio histórico principal encontra-se preservado e aberto ao público, sem custo adicional para quem estiver visitando a ilha a partir dos serviços da Statue Cruises. No prédio, funciona o museu da imigração, e chama a atenção o enorme salão onde milhares de imigrantes se aglomeravam enquanto aguardavam sua entrada no país ser autorizada. Em um setor específico, os americanos que visitam o lugar tem acesso ao arquivo informatizado do serviço de imigração, a partir do qual é possível acessar os dados de seus descendentes e até descobrir quem eles foram.  Uma pena que, no Brasil, não exista um arquivo semelhante.

O passeio pela Ellis Island, portanto, acaba sendo muito mais interessante para os americanos que tiveram imigrantes em sua origem do que para turistas de outros países. No entanto, curti a visita que, embora não seja imperdível, mostrou-se interessante.


Chegando à Ellis Island

Vista de Manhattan a partir da Ellis Island


Era hora de pegar o último trecho do barco, agora com destino de volta ao Battery Park. Ao chegarmos, resolvemos passar um tempo ali, sentados na grama, comendo donuts e refletindo o quanto é agradável a presença de tantos parques verdes dentro de uma grande metrópole. E parques limpos, bem cuidados e seguros. Uma característica de infraestrutura que falta muito nas cidades brasileiras.

Após nosso descanso, seguimos de volta ao centro de Manhattan de metrô. O destino agora era a Public Library, localizada na Quinta Avenida, entre a 40th e a 42th Street, dentro do Bryant Park (mais um parque verde da cidade, para variar). Podendo ser, facilmente, acessada a pé, a partir da Times Square ou de metrô, pegando a linha 7 até a estação 5Av, a biblioteca está localizada praticamente a meio caminho entre o Rockfeller Center e o Empire State (ver mapa abaixo). A entrada é gratuita e, após uma rápida revista na entrada, você pode percorrer várias sessões da biblioteca, embora algumas salas não sejam abertas à visitação. Há também uma loja no seu interior, com vários artigos que fazem referência à biblioteca.

O mapa mostra a Public Library localizada na Quinta Avenida, dentro do Bryant Park


O prédio, com suas paredes brancas, suas inúmeras salas e escadarias, suas pinturas em tetos e paredes e sua bela arquitetura, chama a atenção pelo seu tamanho, necessário para abrigar os seus mais de 52 milhões de exemplares. Não à toa, esta biblioteca é considerada uma das mais importantes do mundo.

Public Library







Bryant Park

Saindo do prédio, resolvemos caminhar pelas ruas do centro de NY, entrando em algumas lojas do nosso interesse, como a Best Buy e a Barnes & Noble (uma livraria) localizadas ali mesmo na Quinta Avenida, próximo à Public Library. Seguimos também de volta a Times Square, entramos em lojas de brinquedos e ainda fomos na Macy's, famosa loja de departamento (mas não nos animamos muito a comprar. Até porque havíamos reservado a maior parte das compras para o dia seguinte, no qual visitaríamos um outlet).

Mas para quem é viciado em compras, NY é um prato cheio. Lojas das mais variadas marcas, lojas de departamento, de eletrônicos, de brinquedos, de livros. Tem de tudo. Confesso que não curto muito esse tipo de programa em uma viagem. Para mim, é sempre a parte mais chata, cansativa e dispensável.

De qualquer modo, resolvemos conferir um outlet no nosso quarto dia em NY: o Jersey Garden Outlet, localizado, na verdade, em New Jersey. Mas não há um outlet no centro de NY? Infelizmente não. Então, se você faz questão de um, os mais próximos são o Jersey Garden, no qual fomos, e o Woodbury Outlet. Este, no entanto, é ainda mais longe, levando o dobro do tempo para se chegar a partir do centro de Manhattan, embora seja maior e com mais opções de lojas. Outra vantagem do Jersey Garden é o fato do mesmo não cobrar imposto sobre a compra de produtos. Como queríamos economizar tempo e dinheiro, nossa escolha óbvia foi o outlet em New Jersey. Além disso, optamos por visitá-lo em um domingo, com o objetivo de evitar o tráfego entre as duas cidades e, assim, não perder tempo no trânsito. Vale ressaltar que o horário de funcionamento do outlet, no domingo, é mais curto, mas como pretendíamos passar apenas 2 horas lá, valia a pena.

Para chegar ao Jersey Garden, por conta própria, não há muito mistério: ônibus da empresa NJ Transit, mais especificamente, os de número 111 e 115, saem diaria e frequentemente do terminal de ônibus do centro de Manhattan, conhecido como Port Authority. Este localiza-se bem próximo da Times Square e pode ser acessado pelas linhas A, C ou E de metrô. Entrando no terminal, basta procurar uma máquina de auto-atendimento da NJ Transit e comprar sua passagem. A máquina é de fácil utilização e o destino e os números dos ônibus são facilmente encontrados. Não precisa escolher uma hora específica, já que a entrada em cada ônibus é feita por ordem de chegada no portão de embarque, no qual se forma uma fila que, para a nossa sorte, estava bem pequena quando chegamos. O portão de embarque é o 222, mas aconselho que você cheque esta informação no momento da compra, já que mudanças podem ocorrer.

O trajeto até o outlet demorou cerca de 30 minutos e fomos deixados no próprio estacionamento do local, bem próximo a uma das portas de entrada. Se você pretende passar o dia comprando, lembre-se que o número de sacolas pode acabar ficando grande demais para quem estiver indo de ônibus. Nesse caso, o melhor seria alugar um carro e dirigir até o local. O endereço do Jersey Garden é: 651 Kapkowski Rd, Elizabeth, NJ 07201.

É bom também lembrar que, embora os preços e promoções de um outlet sejam muito atrativos, os produtos não tem a mesma qualidade, mesmo em lojas de marcas famosas.


Acabando nosso curto período de compras, resolvemos ir embora, saindo pela mesma porta de entrada e indo pegar o ônibus no mesmo ponto onde fomos deixados. Nossa intenção era, chegando em NY e, após deixar as compras no hotel, seguir para o Central Park, onde naquele dia aconteceria um show gratuito de uma banda (que eu nem conhecia), e terminar o dia por lá. Mas, infelizmente, nossos planos foram frustrados. Por pouco, perdemos o ônibus e tivemos que esperar na fila por cerca de 50 min, debaixo de um sol escaldante (não havia sombra) e sem poder deixar a fila, pois, neste caso, o próximo ônibus ficaria lotado novamente e, mais uma vez, teríamos que esperar. Para completar, o ônibus que pegamos acabou saindo em um horário de maior fluxo de carros, mesmo sendo domingo, o que nos custou mais 30 minutos de viagem. Resultado: perdemos o horário do show e chegamos praticamente à noite, desperdiçando a oportunidade de andar mais pelo Central Park.


Deixamos, então, as poucas compras no hotel e resolvemos seguir para o Empire State, com o objetivo de ver a cidade iluminada do seu alto. Mas não tínhamos ideia que nos depararíamos com mais um transtorno naquele dia: a fila para entrar no famoso edifício. Assim que chegamos, vimos que a fila estava na calçada, mas imaginamos que seria só entrar no prédio que a fila acabaria. Engano! Entramos no saguão principal e vimos que a fila continuava subindo por uma escada. Mas pensamos que a fila acabaria logo que chegássemos no primeiro andar. Novo engano!! Chagando no primeiro andar, uma fila gigante, com inúmeras curvas se estendia por uma enorme sala. Visão do inferno!!! Mas nós tínhamos o New York City Pass que nos permitia evitar as filas. Mais um engano!!! O funcionário olhou com desdém para nosso passe e nos informou que deveríamos continuar na fila (quanto mais penso no New York City Pass, mais me arrependo de tê-lo comprado). E, assim, depois de uma hora na fila e sem perspectiva do seu final, desistimos. Minha ideia: voltaríamos no nosso sexto dia de viagem, bem cedo pela manhã, na hora de abertura da atração. Ideia que, dois dias depois, se mostrou extremamente acertada, já que não pegamos nenhuma fila e ainda descobrimos que, no momento em que desistimos, ainda não estávamos nem na metade da fila. Mais sobre isso e sobre detalhes para visitar o Empire State, no próximo post sobre NY.



OBS:
1. Os preços indicados neste post correspondem aqueles em vigência na época da viagem. Recomendo pesquisar novamente os valores das atrações na época da sua viagem.
2. Este post não recebeu nenhum tipo de patrocínio




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