Menu

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Cinco perguntas sobre Florença

Firenze (para os italianos) ou Florença (para nós, brasileiros) é não apenas a capital de uma das regiões italianas mais cobiçadas, a Toscana, como também o berço do renascimento e uma das cidades mais importantes do mundo para a história da arte.

Em cada esquina, em cada prédio histórico, em cada museu, Florença exala arte, transportando o turista para uma época em que Michelangelo poderia ser visto por suas ruas após um dia de trabalho esculpindo Davi ou em que Botticelli poderia ser surpreendido às margens do Arno, refletindo sobre as cores do Nascimento de Vênus.

Aliás, não tem como não se perguntar o que exatamente tem na água de Florença que atraiu tantos gênios da humanidade. Não apenas os pintores citados acima, mas também Dante Alighieri, que revolucionou a escrita, e Galileu Galilei, que mudou os rumos da ciência. 

Fazer turismo por Firenze é percorrer a memória deixada por todos estes grandes gênios.


A inspiradora Florença

Mas para quem quer conhecer a cidade, é preciso, antes, reunir algumas informações práticas que podem ajudá-lo no roteiro:


1. Como chegar a Florença


As opções para esta resposta são muitas. Florença tem aeroporto internacional, de modo que avião sempre será uma alternativa. Mas, caso você esteja passeando por outra cidade ou região italiana, pode seguir para Florença de trem (há comboio diário interligando a cidade a Roma, Milão e Veneza, por exemplo), de ônibus (opção que costuma ser mais barata, embora mais demorada) ou de carro (nossa forma preferida, já que permite ir conhecendo outros lugares em meio às belas paisagens da Toscana).

No nosso caso, chegamos a Florença de carro, após um roteiro inesquecível pela Toscana, passando por Pisa, Lucca, Volterra, San Gimignano, Val d´Orcia e Siena. Você pode, no entanto, fazer o contrário, começando o passeio por Firenze e seguindo depois para outras cidades da região, seja de carro ou de outro meio de transporte.

Se o trem for sua opção, a estação ferroviária central é a Santa Maria Novella, estrategicamente localizada no centro da cidade, próxima às principais atrações turísticas. Muitos dos ônibus intermunicipais costumam chegar ou deixar a cidade saindo do lado da estação central. 

Há ainda outra estação de trem na cidade, a Rifedri, menor e mais afastada do centro. No entanto, dependendo do destino e do horário, o trem pode chegar ou partir de lá. Foi onde pegamos o trem em direção a Milão, na nossa despedida de Florença. Por ser mais distante, é melhor utilizar o táxi para interligá-la ao centro.

2. Como se locomover em Florença


A minha resposta direta para esta pergunta é: a pé. Afinal, a maior parte das principais atrações de Firenze estão concentradas no centro e não são distantes uma da outra, de forma que dá perfeitamente para seguir a pé entre elas.

Melhor forma de se deslocar em Florença: caminhando!

No caso de algum local um pouco mais distante, como a Piazzale de Michelangelo (de onde foi tirada a foto que abre este post), o turista pode lançar mão do táxi ou do ônibus. A cidade não possui metrô.

Em relação à utilização de uma carro alugado, não acho necessário nem aconselho. Afinal, na cidades italianas, não é permitido ao turista dirigir por algumas áreas, especialmente, pelo centro histórico, podendo acarretar multas bem altas. Ou seja, mesmo que você queira, não poderá dirigir pelo centro de Firenze.

No nosso caso, chegamos à cidade de carro e fomos logo entregá-lo na locadora. E ainda sofremos um pouco para conseguir, já que o GPS só queria nos levar através de ruas nas quais nosso acesso era proibido. Apenas após conseguir identificar um trajeto que dava a volta no centro histórico, é que conseguimos chegar à locadora sem multas.

3. Onde se hospedar em Florença


Considerando o que expliquei acima, a resposta óbvia é: no centro. Ou o mais próximo possível do mesmo. Assim, você fará tudo a pé, só precisando se estressar com algum transporte de ou para o aeroporto ou estação de trem.

4. Quantos dias ficar em Florença


Isto é muito relativo e depende muito do seu estilo de viagem. Mas acredito que o ideal seriam três dias. No entanto, com dois dias, é possível ver muita coisa e sair satisfeito. Obviamente, algumas atrações ficarão de fora, mas, pelo menos, você terá um motivo para voltar.

Agora se você for um amante das artes, talvez três dias sejam poucos. Melhor, então, programar quatro ou cinco dias para aproveitar tudo que a cidade tem a oferecer neste quesito.

5. Quais as atrações imperdíveis de Florença

Embora a cidade tenha muito para se conhecer, sempre tem aqueles lugares "imperdíveis" que todo turista quer conhecer ao pisar, pela primeira vez, em uma determinada cidade. Portanto, listarei as principais atrações de Florença para que você possa escolher quais visitar:

Ponte Vecchio: você vai vê-la mesmo que não queira. Atravessando o rio Arno, é uma das pontes de pedestres mais famosas do mundo.

Você, provavelmente, caminhará mais de uma vez às margens do rio Arno. Ou seja, a Ponte Vecchio, inevitavelmente, fará parte do seu roteiro.


Catedral de Santa Maria del Fiori: com sua imponente cúpula vista de vários pontos da cidade, a catedral chama a atenção por sua bela arquitetura, assim como o impactante afresco pintado sob a citada cúpula. A Piazza del Duomo, na qual ela está inserida, ainda possui o Batistério e o Campanário, que também podem ser visitados.


Catedral de Santa Maria del Fiori


Palazzo Vecchio: localizado na bela Piazza della Signora, o palácio possui um museu no seu interior, com destaque para o incrível Salão dos Quinhentos, e uma torre, cujo topo pode ser acessado. Em frente ao palácio, encontra-se uma réplica da famosa estátua de Davi.

O Palazzo Vecchio e sua torre

O Salão dos Quinhentos


Galleria dell´Accademia: museu pequeno mas famoso por albergar uma das obras de arte mais famosas da história, o Davi de Michelangelo (o original).

Galleria degli Uffizi: um dos mais importantes museus do mundo, abriga pinturas clássicas do renascimento, como o Nascimento de Vênus, Primavera, Cabeça de Medusa, Anunciação e Madonna del Cordellino. Tudo parte da coleção da Família Médici, a rica e histórica família que governou Florença por anos.

Um dos corredores da Galeria Uffizi


O Nascimento de Vênus, uma das pinturas mais famosas do mundo


Piazza della Reppublica: uma das principais praças da cidade, é onde se encontra o arco do triunfo construído em homenagem à unificação da Itália que teve Firenze como sua primeira capital, antes de Roma ficar com o posto.

Piazza della Reppublica


Basílica de Santa Croce: igreja onde estão enterrados figuras históricas, como Michelangelo e Galileu Galilei. Dante tem um túmulo simbólico no local, já que não se sabe ao certo onde seu corpo foi enterrado.

Túmulo de Galileu Galilei, no interior da Basílica de Santa Croce


Piazzale Michelangelo: considerado o melhor local para se avistar Florença, assim como para acompanhar o por do sol. Fica na margem do rio Arno oposta a das atrações citadas anteriormente.

Piazzale Michelangelo

Jardins de Boboli: localizado do mesmo lado do Arno que a Piazzale Michelangelo, corresponde a um parque verde, onde está inserido o Palazzo Pitti. No local pode-se avistar fontes, estátuas, grutas  e até um anfiteatro.

Museu Casa de Dante: pequeno museu no interior do que dizem ter sido a moradia do icônico escritor italiano. A exposição tem, na obra Inferno de Dante, seu foco principal.

Museu Casa de Dante

Museu Galileo Galilei: voltado para exposições relacionadas à ciência.

Mercado de San Lorenzo: clássico mercado de rua de Florença. Ótimo local para encontrar souvenirs.


Dos lugares citados acima, só não visitamos os Jardins de Boboli, o Museu Galileo Galilei e o Mercado de San Lorenzo. Sobre as outras atrações, contaremos tudo sobre elas nos demais posts sobre Florença.



OBS:
1. Este post não recebeu nenhum tipo de patrocínio


Nenhum comentário:

Postar um comentário