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domingo, 14 de junho de 2020

Nossa visita à encantadora Chefchaouen, a "Pérola Azul" do Marrocos

Para alguém que sempre foi apaixonado pela cor azul como eu, a possibilidade de se conhecer uma cidade em que esta cor predomina, a ponto dela ser conhecida como "A Cidade Azul do Marrocos", fez com que este destino se tornasse, junto com o Deserto do Saara, uma prioridade no nosso roteiro. E já adiando que Chefchaouen (em português, Xexuão) superou todas as nossas expectativas, se tornando o passeio preferido durante nossa viagem pelo Marrocos. 

Também conhecida como Pérola Azul, a pequena cidade se localiza nas encostas das montanhas do Rife, região montanhosa do norte do país. Encontra-se a cerca de 112Km de Tânger e a 212Km de Fez, de forma que estas duas cidades acabam se tornando os dois principais pontos de partida para quem pretende seguir até lá.

Chefchaouen, a "Cidade Azul" do Marrocos

terça-feira, 10 de março de 2020

Nossa passagem por Tânger, no norte do Marrocos

Localizada na costa noroeste do Marrocos, Tânger é uma das cidades mais visitadas do país por uma razão simples: a sua proximidade com a Espanha. Afinal, ela se localiza na entrada do Estreito de Gibraltar que liga o Oceano Atlântico ao Mar Mediterrâneo e, assim, está a apenas 14 Km da costa espanhola.

Desta forma, muitos viajantes acabam unindo uma viagem pela região sul da Espanha, a Andaluzia, com uma passagem pelo Marrocos, bastando, para isso, apenas pegar um barco e atravessar o estreito. E Tânger, com seu porto e suas várias conexões com a Espanha (especificamente com a cidade de Tarifa) acaba sendo a cidade marroquina que recebe estes turistas.

Tânger

A maioria dos visitantes, no entanto, acaba fazendo de Tânger apenas uma passagem, indo de lá para Marrakech ou para outras cidades, como Chefchaouen e Fez. Para Marrakech, há trem saindo da estação ferroviária de Tânger, assim como para Casablanca e Rabat. Já para quem quiser ir para Fez, é possível pegar um ônibus da estação rodoviária. De lá também, saem ônibus para quem quiser fazer um bate-e-volta até Chechaouen, a Cidade Azul do Marrocos.

E, embora tenhamos passado duas noites em Tânger, acabamos também fazendo dela mais uma passagem estratégica do que uma cidade para se visitar, mas confesso que gostamos mais dela do que imaginávamos e gostaríamos de ter passado pelo menos mais um dia por lá.

segunda-feira, 9 de março de 2020

O que é preciso saber sobre Marrakech e porque não gostamos tanto da cidade

Quando se fala em uma visita ao Marrocos, Marrakech vem logo à mente como destino obrigatório. A cidade costuma estar presente na maioria dos roteiros que se faz pelo país e, alguns turistas, acabam se limitando apenas a explorá-la.

Mas, para dar início a este post, vou lançar logo a nossa impressão ao conhecer a cidade: não gostamos de Marrakech! E, dificilmente, voltaremos a ela em uma revisita ao país.

Não que ela não mereça ser visitada. Pelo contrário: é uma cidade milenar, rica culturalmente e que tira um pouco o turista de sua zona de conforto (o que, para nós, é sempre positivo). Nós reconhecemos o lado positivo da chamada "Cidade Vermelha". Mas, talvez, tenhamos criado uma expectativa que acabou sendo pouco correspondida (culpa nossa!).

Marrakech

Achamos o centro da cidade (a medina) feia e suja. Eu sei que seria demais esperar que as ruas labirínticas e estreitas que compõem medina fossem belas e limpas. Mas adoramos a medina de Chefchaouen, por exemplo. E até mesmo em Tânger, achamos a medina mais bem cuidada.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Nossa experiência em Erg Chebbi, as belas dunas do Saara localizadas em Merzouga

Se o destino era o Marrocos, não tinha como não irmos até as dunas do Saara que embelezam o sudoeste do país, numa parte do deserto repleta de dunas conhecida como Erg Chebbi, às margens da pequena cidade de Merzouga, já próximo à fronteira com a Argélia.


Erg Chebbi, Deserto do Saara


Após muitas pesquisas, organizamos nosso roteiro escolhendo o carro como a melhor forma de se deslocar até lá e optando por se hospedar em um acampamento em meio às dunas do Saara. Contamos em detalhes toda esta parte logística no post "Como vistar o Deserto do Saara no Marrocos".

Depois de um longo trajeto dirigindo desde Ouarzazate, as dunas de Erg Chebbi começaram a aparecer no nosso campo de visão ao longe, definindo o horizonte que acompanhava a estrada até Merzouga.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

O que conhecer no caminho entre Ouarzazate e Merzouga

Embora seja um trajeto tranquilo de se fazer dirigindo, o caminho entre Ouarzazate e Merzouga é cansativo já que são cerca de cinco horas de viagem. Para tentar tornar a viagem mais agradável, uma boa estratégia é parar em algumas atrações que podem ser encontradas no caminho.

No nosso caso, fizemos duas paradas no caminho entre Ouarzazate e Merzouga e uma parada no sentido inverso. Uma possibilidade também é dividir o trajeto em duas partes, pernoitando em algumas das cidades do caminho, como Tinghir, uma das que nos pareceu com melhor estrutura. 

Nossa paradas foram em: Skoura, Vale de Dades, Tinghir (onde conhecemos o Gordes de Todra).

O oásis de Tinghir, parada estratégica entre Merzouga e Ouarzazate

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Como visitar o Deserto do Saara no Marrocos

Quando decidimos conhecer o Marrocos, organizamos o roteiro com uma certeza: teríamos que conhecer a parte do Deserto do Saara que está incluída no país. Pesquisando, logo descobrimos que, para isso, precisaríamos viajar até o sudoeste do Marrocos, para uma pequena cidade conhecida como Merzouga.

Merzouga fica localizada nas margens do chamado Erg Chebbi, um conjunto de dunas móveis do Saara que remete à imagem clássica que temos do deserto: grandes dunas de areia avermelhada a perder de vista, atravessada por conjuntos de dromedários que carregam nativos (os berberes) e os turistas.

Pelas dunas de Erg Chebbi, no Deserto do Saara


Erg Chebbi não é tão grande. Tem 22 Km de extensão no sentido norte-sul e apenas 5 Km de largura, separando Merzouga da fronteira com a Argélia localizada ali perto. No entanto, ele impressiona pela altura e beleza de suas dunas, que costumam chegar a 150 metros de altura.  

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Nossa visita a Ait-Ben-Haddou, patrimônio do Marrocos

Ait-Ben-Haddou, patrimônio mundial da Unesco, corresponde a uma das atrações mais populares do Marrocos. Um exemplo da antiga arquitetura do povo berbere, que a construiu para servir de base e proteção durante os deslocamentos entre o Deserto do Saara e Marrakech.

Trata-se de um ksar, espécie de cidadela murada, onde diversas famílias moravam no passado. Atualmente, ainda existem alguns moradores, mas a maioria das construções não têm habitantes enquanto outras se converteram em lojas para os turistas.

Localiza-se a cerca de 30 Km de Ouarzazate. Do nosso hotel, foram cerca de 25 minutos dirigindo até o local. Se você não tiver de carro alugado ou em alguma excursão, poderá pegar um táxi até a atração.

Ait-Ben-Haddou

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Algumas dicas sobre a cidade marroquina de Ouarzazate

Ouarzazate é uma pequena cidade do Marrocos, localizada a cerca de 195 Km de Marrakech, da qual é separada pela cadeia montanhosa conhecida como Cordilheira de Atlas. O ar de cidade pacata do interior é logo percebido quando entramos em Ouarzazate, com muito menos movimento e bem menos turistas do que as cidades mais famosas do país.

Mas não se engane com a distância aparentemente curta entre Ouarzazate e Marrakech. Devido às montanhas, a estrada é sinuosa e perigosa, de forma que a velocidade média para percorrê-la é menor, aumento o tempo de viagem.

Muitos turistas passam por lá, ao fazer o longo trajeto entre Marrakech e Merzouga (cidade que serve de base para quem quer conhecer as dunas do Saara). Como são muitos quilômetros entre ambas, Ouarzazate acaba servindo de ponto de parada e descanso.

Ait-Ben-Haddou, a atração mais famosa de Ouarzazate

domingo, 5 de janeiro de 2020

Como é dirirgir pelo Marrocos?

Confesso que, a princípio, estávamos muito receosos em dirigir no Marrocos. Mas, passada a experiência, não sentimos absolutamente nenhuma diferença entre alugar um carro lá ou em outros países, embora algumas precauções sejam necessárias.

Vale ressaltar que só ficamos com o carro por dois dias, mas percorremos mais de 700 Km de estradas, de modo que acreditamos ser possível afirmar que não há nenhuma dificuldade em se dirigir por lá.

Um dos lugares que encontramos no meio do caminho, enquanto dirigíamos pelo interior do Marrocos


O Marrocos possui as mesmas grandes redes de aluguel de automóvel encontradas no restante do mundo e, mesmo aeroportos pequenos como o de Ouarzazate, onde alugamos nosso carro, são abastecidos por uma ou mais destas empresas.

Mas pesquise bem a avaliação de cada uma destas empresas na hora da reserva, por mais famosas que elas sejam. Isto porque é muito comum o relato de problemas com os carros alugados no país e não é raro ler histórias de pessoas cujos carros se quebraram ou tiveram o pneu furado no meio do nada. 

Portanto, escolha uma locadora melhor avaliada e considere contratar o seguro completo. Na hora de receber o carro, cheque bem os 4 pneus e o estepe, assim como qualquer outro dano que o veículo possa ter. Também é bom guardar bem o telefone fornecido pela locadora para o caso de problemas.

domingo, 17 de novembro de 2019

É possível viajar pelo Marrocos por conta própria?

Já respondendo de cara o título deste post: sim!! É plenamente possível! Nós passamos uma semana no país, o visitamos se sul a norte, e fizemos tudo por conta própria, sem contratar nenhuma agência. Foi tudo tranquilo, não passamos por nenhuma situação de estresse e, se voltarmos um dia ao país, faremos tudo por conta própria novamente.

Encontrando um oásis durante nossa viagem por conta própria no Marrocos

Claro que, contratando uma agência, toda a sua programação será mais tranquila. E a vantagem de uma agência no Marrocos é que praticamente todas trabalham com roteiros personalizados. Então, você mesmo poderá montar seu roteiro e determinar quanto tempo quer ficar em cada lugar; e a agência apenas fornecerá o carro e o motorista/guia. Ela também pode reservar seus hotéis ou, se você preferir, pode também assumir esta responsabilidade.

A desvantagem: o preço. Logo que comecei a pesquisar e entrar em contato com diferentes agências, o valor por pessoa me desanimou. Confesso que estávamos receosos de percorrer o país por conta própria, mas o bolso falou mais alto e preferimos arriscar.

domingo, 16 de julho de 2017

O que fazer em Knysna, na África do Sul?

Como já relatamos no post sobre a Garden Route, nós escolhemos a cidade de Knysna para ficarmos hospedados na região, enquanto conhecíamos as atrações dos arredores, como o Tsitsikamma National Park (que ganhou um post só para si), além de conhecer algumas atrações da própria cidade.

A cidade, na verdade, é pequena, contando com pouco mais de 75 mil habitantes, e sua principal característica geográfica é o Lago Knysna em torno do qual a cidade está disposta. O lago, por sua vez, comunica-se com o Oceano Índico através de duas formações rochosas, conhecidas como as Heads de Knysna. São elas, a principal atração turística da cidade em si, valendo muito à pena visitar o topo da head ao leste (a East Head), de onde se tem uma excelente vista da cidade e do mar.

O lago de Knysna visto do topo da East Head. 


Do ponto de vista gastronômico, Knysna é famosa por suas ostras e conta com um grande festival anual conhecido como Knysna Oyster Festival, que costuma ocorrer entre junho e julho, levando inúmeros turistas à região.

As Heads de Knysna: East Head (com mais construções na sua extremidade) e a West Head (mais deserta). Entre as duas heads, está o estreito que liga o lado da cidade (não visto a partir do ângulo desta foto) ao Oceano Índico

sábado, 15 de julho de 2017

Visitando o Tsitsikamma National Park

Este parque de nome esquisito corresponde a uma das principais reservas naturais localizadas ao longo da Garden Route sul-africana e, junto com outras reservas da região, como o Wilderness National Park, forma o Garden Route National Park. Como grande destaque do parque, tem-se os 80 Km de costa litorânea que separa o Oceano Índico da densa e diversificada vegetação que abriga diversas espécies de animais. 

O Tsitsikamma National Park

Dá para imaginar, portanto, que o Tsitsikamma National Park não apenas permite vistas e paisagens deslumbrantes, como também permite um intenso contato com a natureza selvagem, além de ser um local ideal para quem curte esportes radicais. A famosa Bloukrans Bridge, por exemplo, onde funciona o mais alto bungee jumping de ponte do mundo, localiza-se bem próximo à reserva natural.

Áreas de camping estão disponíveis aos visitantes que optarem por permanecer mais dias curtindo a natureza do parque. Inúmeras trilhas estão disponíveis, podendo ser realizadas através de caminhadas que permitem vistas estratégicas da região e o contato com cachoeiras, além de existirem a opção de cavalgadas ou de seguir de 4x4 pelo parque (terminando, neste caso, em um passeio pelas dunas de uma das praias do local).

O Storms River, por sua vez, corta o Tsitsikamma National Park, permitindo a realização de esportes aquáticos de aventura. Na verdade, o rio deságua no Oceano Índico exatamente dentro do parque e a área em torno do chamado Storms River Mouth corresponde a uma das mais populares entre os turistas.

Como planejar uma viagem pela Garden Route na África do Sul

Ao iniciar nossas pesquisas sobre a África do Sul, nos deparamos com uma popular atração turística do país: a Garden Route (ou Rota Jardim), que leva este nome devido à diversidade da vegetação que acompanha as suas margens. Correspondendo a um trecho de cerca de 350 Km da rodovia N2 (que cruza o país de leste a oeste, unindo a Cidade do Cabo ao outro extremo da África do Sul), a Garden Route segue pela costa litorânea do sul do país, passando por belas praias, aconchegantes cidades e paisagens de tirar o fôlego.

Parte da paisagem que se tem ao longo da Garden Route. Estas flores rosas são comuns em alguns trechos da estrada, assim como as vastas plantações de pinheiros.


Do lado oposto ao mar, não é raro se deparar com montanhas e colinas que permitem turismo ecológico e de aventura (e é no trajeto na Garden Route que se localiza o mais alto bungee jumping de ponte do mundo). O Tsitsikamma National Park, com suas trilhas, cachoeiras e locais para acampamento também se localiza no seu caminho. E ainda é possível encontrar reservas naturais especializadas na proteção e cuidado de animais selvagens, incluindo santuários de elefantes, primatas e felinos.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Como foi a nossa experiência no Game Reserve Garden Route

Quando saímos de Cape Town rumo à Garden Route sul-africana, escolhemos duas paradas pelo caminho: a surpreendente cidadezinha de Hermanus e o Game Reserve Garden Route. Este último tinha um objetivo bem óbvio: nos proporcionar a experiência de um safári na África do Sul. Já falamos sobre as diferenças entre um safári típico em uma grande reserva como o Kruger Park e nas menores game reserves espalhadas pelo país. Agora é hora de relatar a nossa experiência em si.

No Game Reserve Garden Route

Saímos de Hermanus em torno do meio-dia, com o objetivo de chegar, no máximo, às 14 horas no Game Reserve Garden Route. Afinal, teríamos o nosso primeiro game (como é chamado, localmente, o safári) ainda no final daquele dia. A reserva localiza-se na cidade de Albertinia, a cerca de 4 horas de carro a partir de Cape Town. Na verdade, você nem chega a ver a cidade em si, já que a entrada da reserva está exatamente na rodovia N2.

No caminho entre Hermanus e a game reserve

O Game Reserve Garden Route conta com um hotel próprio no local, com diferentes opções de quarto, desde os mais econômicos (que já são muito bons) até os mais luxuosos e os que funcionam como chalés com direito à varanda com vista para a vida selvagem. Nós escolhemos o mais econômico, que fica localizado próximo à área da piscina, e que já inclui, no valor da diária, os dois games (um no final do primeiro dia e outro do início do segundo), o jantar e o café-da-manhã. Tudo por 600 reais por pessoa. Pela qualidade de todo o serviço, achamos o preço muito bom. Fizemos a reserva no site oficial do próprio hotel (o pagamento é feito no cartão de crédito na hora da reserva).

O que você precisa saber para fazer um safári na África do Sul

Quando confirmamos a nossa viagem para a África do Sul, a primeira coisa que pensamos foi: "Nós temos que fazer um safári!!". A ideia de sair em um jipe por uma reserva natural africana em busca dos animais que povoam a nossa imaginação era atraente demais para ser ignorada. Nossa viagem, no entanto, se concentraria no sul do país, enquanto é, no norte (já próximo à fronteira com Moçambique), que se localiza o Kruger Park, principal local para se fazer um safári na África do Sul.

Com seus quase 20 mil quilômetros quadrados, a reserva corresponde a maior área protegida de fauna do país, sendo permitida apenas a observação e a fotografia dos animais. A caça é, obviamente, proibida por ter se tornado a principal causa da extinção de várias espécies sul-africanas. A população de rinocerontes no país, por exemplo, sofreu um queda drástica devido à caça ilegal nas últimas décadas. Pois é! Infelizmente, mesmo sendo proibida, ainda há caçadores que conseguem driblar a segurança das reservas naturais. Sinceramente, não entendemos como alguém tem coragem de assassinar animais apenas por dinheiro ou por "prazer" (entre aspas mesmo).

Mas bastou dar uma olhada no mapa da África do Sul e pesquisar um pouco na internet, para percebermos que seria inviável conhecermos o Kruger Park nesta viagem. Se fôssemos a Joanesburgo ou Pretória ficaria bem mais fácil (e olha que são mais de 500 Km separando estas cidades do parque), mas com os dias que tínhamos disponíveis não teria como. 

No entanto, logo encontramos uma forma de não eliminar completamente a experiência de um safári do nosso roteiro: visitar uma game reserve relativamente próxima a Cape Town. Mas o que exatamente é isso?

Conhecendo um rinoceronte na África do Sul

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Hermanus, a cidade sul-africana das baleias

Hermanus é uma pequena cidade litorânea da África do Sul localizada a cerca de 120 Km de Cape Town, na costa sul do país. E a sua maior atração são as baleias que visitam as suas praias durante o inverno, fugindo das baixas temperaturas do mar da Antártida. As baleias podem ser vistos da própria orla da cidade, sem nem mesmo precisar pegar um barco (a não ser que você queira vê-las mais de perto, claro). E, assim, quase tudo na cidade tem os maiores mamíferos do mundo como referência, desde o nome de estabelecimentos até um museu sobre estes animais.

Mas a cidade não recebe turistas apenas no inverno, com o objetivo de avistar as baleias, mas também durante o verão. Afinal, é uma cidade litorânea e, como tal, bem servida de belas praias e um ótimo destino para quem quiser um lugar tranquilo para curtir o verão sul-africano.

A linda e agradável Hermanus, entre o mar e as montanhas


Na verdade, Hermanus surgiu no nosso roteiro meio que por acaso. Eu nunca havia ouvido falar sobre a cidade e estava pesquisando um local para dormir no meio do caminho entre Cape Town e o Game Reserve que conheceríamos no dia seguinte (Game Reserve são pequenas reservas espalhadas pelo país, onde é possível ter uma experiência de safári). Hermanus acabou surgindo como a melhor opção para nós. E a cidade acabou se mostrando uma excelente escolha.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Boulders Beach, a praia dos pinguins africanos

Como parte da nossa visita ao Cabo da Boa Esperança, não tinha como deixarmos de fazer uma parada na incrível Boulders Beach. Afinal, a praia localiza-se no caminho e é habitat de uma colônia inteira de pinguins africanos. Tinha como não querer conhecer estes graciosos animais?

Boulders Beach e sua colônia de pinguins africanos

Já explicamos como organizamos o nosso trajeto e as nossas paradas, no dia em que visitamos o Cabo da Boa Esperança, em outro post. E, como já contamos lá, deixamos a Boulders Beach, localizada na costa leste da península, para o retorno, após a nossa incrível visita ao Cape of Good Hope. O tempo de viagem entre o Cabo e a praia foi de cerca de 30 minutos de carro.

Boulders Beach se localiza, na verdade, em uma pequena cidade, chamada Simon´s Town. Como toda cidade litorânea que vimos pelo país, ela, embora pequena, tem boa estrutura, com excelentes casas de praia, convidativas para quem quer morar ou apenas passar um fim de semana na praia.

sábado, 17 de junho de 2017

Tudo sobre o Cabo da Boa Esperança

Nosso quarto dia em Cape Town foi dedicado a visitar o Cabo da Boa Esperança e as atrações que existem pelo caminho. Já contamos em outro post como organizamos o nosso trajeto. Também já relatamos o início do passeio, passando por Hout Bay e dirigindo pela impressionante Chapman´s Peak Drive. Agora vamos dar os detalhes da nossa visita ao Cape of Good Hope.

Quem nunca ouviu falar no Cabo da Boa Esperança nas aulas de história, não é mesmo? Foi o português Bartolomeu Dias, durante a era das navegações, que descobriu o cabo em 1488, enquanto procurava o caminho para as Índias. Devido às tempestades que assolavam a região, tornando perigoso para as navegações contornarem o cabo, ele foi apelidado, na época, de Cabo das Tormentas.

Cabo da Boa Esperança

E, hoje, ele representa um dos pontos turísticos mais populares da África do Sul. Não apenas pelo seu valor histórico, mas também pela sua beleza natural. Aliás, esta beleza acompanha todo o trajeto até lá. Quando saímos da Chapman´s Peak Drive e seguimos em direção ao Cabo, a vontade era de parar em vários pontos da estrada para apreciar as paisagens ao redor. Os caminhos iam passando por praias desertas e por pequenas cidades litorâneas que eram um convite a uma visita. Mas tivemos que manter o foco e seguir até o Cabo.

Conhecendo Hout Bay e dirigindo pela Chapman´s Peak Drive

Hout Bay é uma bela baía rodeada por montanhas localizada no litoral sul de Cape Town e, facilmente, acessada de carro. Como já explicamos em outro post, visitamos o local durante o nosso trajeto até o Cabo da Boa Esperança.

Hout Bay


Para chegar até la, colocamos, no Waze do nosso celular, Hout Bay Habour como nossa primeira parada. A rota mais lógica seria aquela que vai sempre percorrendo o litoral, passando por Camps Bay para poder deixar a cidade. Como esta rota, no entanto, estava mais congestionada, o navegador acabou nos mandando por uma estrada mais interna (mas não por isso menos bonita), contornando a Table Mountain.

Após cerca de 30 a 40 minutos, chegávamos à praia. O local conta com um estacionamento amplo que fica ao lado de uma construção chamada Mariner´s Wharf, uma espécie de complexo de restaurantes.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Organizando o trajeto até o Cabo da Boa Esperança

Se tem um passeio que todos que visitam Cape Town querem fazer é a visita ao Cabo da Boa Esperança. Afinal, a famosa península sul-africana está localizada bem próximo à cidade, a cerca de 70 Km, sendo facilmente acessada de carro em um trajeto de aproximadamente uma hora e vinte minutos.

Cabo da Boa Esperança


Distância entre Cape Town e o Cabo da Boa Esperança

Assim, é comum um bate-e-volta partindo da Cidade do Cabo, seja por conta própria, alugando-se um carro, seja através de alguma excursão. A primeira opção nos parece mais vantajosa por ser mais barata, permitir que você mesmo faça o seu horário e ainda possibilitar a parada em outros pontos de interesse pelo caminho.

E estes pontos vão, certamente, ser do seu interesse, com destaque para: a Hout Bay, localizada ao sul do Table Mountain National Park; a Chapman´s Peak Drive, estrada panorâmica que parte de Hout Bay e vai percorrendo o lado oeste da península; e Boulders Beach, uma praia do lado leste da península e habitat de inúmeros pinguins sul-africanos.