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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Cidade do México - uma bela surpresa

Após 10 horas de um merecido sono às custas do milagroso Rivotril® (com direito a passar por uma turbulência e nem perceber... ufa!!!!), aterrissamos na Cidade do México e, logo após passar pelo portão de desembarque, já nos deparamos com vários stands das companhias de táxi locais. A dica é pesquisar, em todas, o valor de uma corrida até o seu hotel (a diferença entre elas pode chegar até 50 pesos mexicanos).

El Angel de la Independencia



Então, foi só chegar ao Hotel, deixar as malas (o check-in seria apenas às 15h), fazer uso de lencinhos umedecidos para disfarçar a falta de banho (saio sem banho, mas não perco o passeio!!!!) e começar a desbravar a capital mexicana. Por sorte, nosso hotel era muito bem localizado, próximo a uma estação de metrô (algo fundamental) e exatamente em uma das principais avenidas da cidade, o Paseo de La Reforma. E logo na frente do hotel se encontrava um dos símbolos históricos do país: El Ángel de la Independencia, um imponente monumento erguido em 1910, em homenagem ao centenário da independência do país. Na sua base, existe um mausoléu onde foram colocados os restos mortais do heróis de guerra e que pode ser visitado de graça.


A esta altura, estávamos naquele momento clássico de euforia que acontece quando pisamos pela primeira vez em um novo país e que nos faz esquecer o cansaço da viagem e começar a fotografar toda e qualquer coisa que vemos pela frente. Eu já havia pego o mapa da cidade no hotel (um mapa, seja físico ou virtual, não pode faltar em uma viagem bem planejada!!) e foi só seguir caminhando pela belíssima e arborizada avenida até o Bosque de Chapultepec (isso após conseguir a façanha de atravessar um cruzamento super movimentado da cidade. Os motoristas mexicanos não são muito educados no trânsito e todo cuidado é pouco!!).

Caminho se tornando cada vez mais verde à medida que nos aproximávamos do bosque


O bosque é um pulmão verde bem no meio da cidade, super agradável para caminhar e para onde muitas famílias mexicanas vão aos domingos seja para andar de bicicleta seja para visitar uma de suas atrações, como o zoológico (cuja entrada é gratuita) e o Castillo de Chapultepec, onde funciona o Museu Nacional de História, mas que, por falta de tempo, infelizmente, não pudemos conhecer.



E lá no interior do bosque fica aquela que foi uma das minhas atrações preferidas no país e que já se tornou um dos meus museus favoritos: o Museu Nacional de Antropologia. Seu acervo transita por vários momentos históricos do país, enfocando hábitos, vestuário, moradia e outros aspectos das civilizações que construíram o país ao longo dos séculos. Interessante foi constatar a inevitável comparação, em vários momentos, com a cultura nordestina e suas tradições. E. como um bom fã de história antiga que sou, foi impossível não me empolgar com o setor dedicado à civilização Asteca, cuja peça mais icônica é a famosa Pedra do Sol.

Setor do museu dedicado aos Astecas. Ao fundo, a famosa Pedra do Sol


Após esse banho de cultura, era hora de retornar caminhando para o hotel, tomar um banho de verdade, e seguir o passeio até o centro da cidade, que tem, como marco, o Zocalo. Para chegar até o centro, basta pegar a linha 2 do metrô e descer na Estação Zocalo (ou ir de táxi, caso o dinheiro esteja sobrando). 

O Zocalo é a maior praça da América Latina e corresponde a mais uma Plaza Mayor tão presente nas capitais das antigas colônias espanholas. Rodeada pelo Palácio Nacional e pela catedral da cidade, a praça deixa a desejar no quesito arborização. Confesso que eu esperava mais de um ponto tão importante do país. Mas toda a área da praça é completamente desprovida de plantas e árvores, contendo apenas uma enorme bandeira no seu centro e um fluxo interminável de policiais, vendedores ambulantes (muitos irregulares) e pedestres. Para completar, embora eu tenha lido que seria possível entrar no Palácio Nacional e, no seu interior, apreciar as obras do famoso artista mexicano, Diego Rivera, a visita ao prédio histórico não estava aberta neste dia!!! Então, da praça, seguimos pelas ruas do centro até a Torre Latinoamericana, passando pela histórica Casa dos Azulejos.

Ao fundo, a Catedral Metropolitana

Interior da Catedral da Cidade do México

A Torre Latinoamericana fica muito perto do Zocalo, podendo, facilmente, ser acessada a pé. E, embora ela corresponda a um prédio sem nenhum atrativo estético, subir até seu topo vale muito à pena para se ter uma excelente visão em 360 graus da capital mexicana. Do seu alto, é possível perceber como, para uma metrópole, a Cidade do México tem poucos prédios altos, a maioria se concentrando na área financeira que margeia o Paseo de La Reforma. Também é possível perceber como seus prédios históricos são bem cuidados!!

Centro da cidade visto do alto da Torre Latinoamericana (no centro da foto é possível ver a área correspondente ao Zocalo)

Palacio de Bellas Artes visto do alto da Torre Latinoamericana

Uma vez descendo da Torre, ainda é possível se deslumbrar com o Palácio de Bellas Artes, que fica quase em frente. Um belíssimo teatro que vale a visita!! A partir daí, com o dia perto do fim, era hora de avaliar as opções: seguir para o Museu Mural Diego Rivera? Seguir para a Praça Garibaldi, onde é possível ver os típicos mariachis, se apresentando com seus chapelões mexicanos? Ou seguir para o Mercado de Artesanias La Ciudadela? Todos os lugares poderiam ser acessíveis a pé, mas como queríamos muito conhecer o artesanato local e, claro, comprar os souvenirs de viagem (adoro souvenirs!!!!), escolhemos a última opção (infelizmente era impossível fazer tudo em apenas 2 dias). 

No entanto, não demos sorte e chegamos ao centro de artesanato perto do mesmo fechar (suas várias lojinhas costumam encerrar suas atividades às 19h). Infelizmente, tivemos que correr contra o tempo, vendo o que foi possível no curto período que pudemos andar pelo mercado!! No mapa abaixo, é possível localizar os principais pontos de interesse do centro da cidade:



Terminado o passeio, era hora de, finalmente, experimentar a tão famosa comida mexicana!! Confesso que não curto comida apimentada e estava receoso!! Mas, pelo que percebi, o cardápio é muito rico e cheio de opções, tanto sem pimenta como com uma quantidade pequena da mesma, o que serve, então, para agradar todos os gostos!!! E só para deixar todos com inveja: o nosso jantar estava uma delícia!!!!



PARA SE PLANEJAR:

1. Museu Nacional de Antropologia

Abre das terças aos domingos, das 9 às 19h
Entrada: $64 MX pesos
Como chegar: estação de metrô mais próxima - Auditorio (linha 7)

2. Torre Latinoamericana

Abre de segundas aos domingos das 9 às 22h
Entrada: $60 MX pesos
Como chegar: caminhando a partir do Zocalo pela Av Francisco I. Madero ou de metrô, descendo na estação Bellas Artes (linha 2)

3. Mercado de Artesanias La Ciudadela

Abre de segundas aos sábados das 9 às 19h e aos domingos das 9 às 18h
Entrada: gratuita
Como chegar: caminhando a partir do centro ou de metrô, descendo na estação Juarez (linha 3)

OBS:
1. Os preços indicados neste post correspondem aqueles em vigência na época da viagem. Recomendo pesquisar novamente os valores das atrações na época da sua viagem.
2. Este post não recebeu nenhum tipo de patrocínio


4 comentários:

  1. Revivi tudo, inclusive detalhes que eu não me lembrava mais!! :)

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Adorei o blog!!vou seguir direitinho os passos na minha viagem!

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    1. Estou escrevendo os demais posts sobre o México!!!

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