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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O que conhecer no Monte das Oliveiras

O Monte das Oliveiras acaba sendo mais um ponto importante de visitação para quem se encontra em Jerusalém, já que ele é citado como cenário nas escrituras religiosas. Na bíblia, por exemplo, é lá onde Jesus Cristo forneceu alguns dos seus ensinamentos e subiu aos céus a partir do seu topo. Mas o monte também tem importância para o judaísmo e para o islamismo.

Deste modo, ao longo do seu relevo, pode-se encontrar igrejas católicas, mesquitas, um cemitério judeu e muitas tumbas antigas. E, obviamente, oliveiras...

O Monte das Oliveiras. Na foto, destaca-se a Igreja de Maria Madalena, com sua arquitetura russa, já que se encontra sob a administração da Igreja Ortodoxa Russa.

E a grande vantagem para o turista é que o monte se encontra vizinho à cidade murada de Jerusalém, facilitando, assim, a nossa visita.

Uma vez estando dentro da cidade antiga, a forma mais fácil de chegar até a base do monte, é saindo através do Lions Gate, localizado no bairro cristão. Nós estávamos exatamente passeando por esta parte da cidade, quando decidimos que já era hora de conhecer o monte (já contamos como foi esta visita em: Conhecendo a antiga cidade murada de Jerusalém por conta própria).

Seguimos, então, para o Lions Gate e atravessamos a muralha.

O Lions Gate, portão que dá acesso à base do Monte das Oliveiras

Assim que se atravessa o portão, você já dá de cara com o monte. Basta atravessar a rua para começar a acessar os locais de interesse localizados na sua base. Veja no mapa abaixo:

No mapa, tem-se circulado o Laions Gate, por onde se sai da cidade murada para se ter acesso a base do Monte das Oliveiras. Seguindo as setas, chega-se, rapidamente, a duas importantes atrações da base do monte: a Tumba da Virgem Maria e ao Gethsemane. Não se engane com a proximidade do Golden Gate. Este portão não é acessível para não muçulmanos.


Na base do monte, nós escolhemos visitar, em ordem:

01. A Tumba da Virgem Maria: embora ninguém consiga entrar em um consenso de como ou onde ocorreu a morte da Virgem Maria, umas das hipóteses é a de que ela tenha morrido em Jerusalém, tendo seu corpo sido levado para a tumba acima da qual se encontra, hoje, a Igreja da Dormição, ali na base do monte.

Na igreja, se encontra um pátio que dá acesso a uma escadaria que te leva ao subterrâneo. À medida que você vai descendo, sob inúmeras lanternas penduradas no teto, vai ficando mais escuro, até que se chega na tumba em si e no que seria a sua cripta. Cabe a cada um acreditar ou não que ali se encontra, realmente, o repouso final da mãe de Jesus.

Nesse pátio da Igreja da Dormição, tem-se aquela portaria que dá acesso à escadaria que te leva ao subterrâneo


Descendo a escadaria


A cripta da Virgem Maria


02. O Jardim de Gethsemane: vizinho à Igreja da Dormição, da qual é separada apenas por uma rua. O jardim de antigas oliveiras teria sido o local onde Jesus esteve com seus discípulos na noite anterior à sua prisão e onde ele foi traído por Judas. O local está ali para todos visitarem, embora o turista não possa caminhar entre as oliveiras (uma cerca nos separa delas).

O Jardim de Gethsemane


As antigas oliveiras do Gethsemane










03. Igreja da Agonia ou Igreja de Todas as Nações: localizada no mesmo terreno do Getehsemane, é no seu interior onde se localiza a Pedra da Agonia, onde Jesus teria suado sangue na véspera da sua prisão.

A Igreja da Agonia está exatamente ao lado do Jardim de Gethsemane


Igreja da Agonia

A Pedra da Agonia no interior da igreja


Conhecido estes três locais na base do monte, resolvemos subi-lo com o objetivo de visitar a Capela da Ascensão no seu topo, construída no local onde Jesus subiu aos céus. No caminho, havíamos escolhido conhecer a Igreja de Maria Madalena e a Igreja Pater Noster (que tem a oração Pai Nosso escrita em vários idiomas do mundo), passando ainda pelo cemitério judeu.

No entanto, pegamos o caminho errado. Fomos subindo diretamente pela El-Mansuriya Street, uma ladeira que foi ficando cada vez mais íngreme. Avistamos o domo dourado da igreja de Maria Madalena e deduzimos que teríamos que pegar uma escadaria que achamos na margem da ladeira. Ledo engano. A escadaria não tinha fim e não chegávamos a lugar nenhum. Apenas mato margeava os degraus. E ficávamos cada vez mais cansados.

Da Igreja de Maria Madalena, só víamos um pedacinho das suas lindas torres

Enfim, chegamos ao topo sem passar por nada que havíamos pretendido conhecer. Nosso erro foi não pegar a bifurcação que fica logo atrás do Gethsemane. Veja no mapa abaixo o caminho que você deve fazer para chegar à Igreja de Maria Madalena:

As setas indicam o caminho que se deve pegar para chegar na Igreja Maria Madalena (circulada em vermelho) por trás do Jardim Gethsemane. O mapa também mostra a localização da Igreja Pater Noster


Como já estávamos no topo mesmo, fomos procurar a Capela da Ascensão. Achamos a mesma bem escondida e só encontramos após perguntar o local exato na recepção de um hotel.

A Capela da Ascensão é bem simples. Não é uma igreja em si, mas um monumento rodeado por uma muralha circular, com arquitetura bizantina. E sua administração, ao contrário do que se possa pensar, é muçulmana. Afinal, Jesus também é considerado importante dentro da religião islâmica, que o considera um dos profetas de Alá.

Aliás, o topo do Monte das Oliveiras é ocupado pelos palestinos, de forma que a cultura árabe é preponderante por ali.

A Capela da Ascensão



No chão dentro do monumento, fica uma pedra que tem impressa o que se acredita ser a pegada de Jesus Cristo.


O que achamos estranho é que não havia ninguém mais visitando o local, exceto um único turista que chegou após a gente. Por ter um simbolismo tão importante para o cristianismo, achei que encontraria vários turistas ocidentais por lá.

A entrada é gratuita.

Após visitar a Capela da Ascensão, estávamos exaustos de um longo dia caminhando pela cidade antiga e ainda subindo o monte. Resolvemos, então, não continuar procurando pelos demais locais, como a Igreja Pater Noster, até porque já estávamos satisfeitos com o que havíamos conhecido naquele dia.

Fomos, então, descendo pela El-Mansuriya Street, apreciando a cidade antiga lá do alto. O problema é que a ladeira não tem acostamento, tem curvas e, por lá, passa carro, de forma que não é nada seguro ficar lá parado para avistar Jerusalém do alto.Quem souber um local mais apropriado para apreciar a vista do alto do Monte das Oliveiras, por favor, conta para a gente nos comentários, pois não conseguimos descobrir.

A cidade antiga de Jerusalém vista do Monte das Oliveiras. A posição do sol no final da tarde, não favorece as fotos da cidade neste horário do dia.




O Domo da Rocha sempre dominando a vista


Chegando à bifurcação que deveríamos ter pego no início da subida, paramos em um local para comprar água e perguntamos o caminho exato para a Igreja de Maria Madalena. Este era o único local que estávamos ainda curiosos para conhecer devido à sua arquitetura típica russa. Como ela ficava ali perto e a subida seria curta, vencemos o cansaço e resolvemos ir até ela.

Mas a decepção surgiu no portão dos muros da igreja, quando descobrimos que, naquele dia, ela estava fechada para visitação e nem mesmo a sua fachada era possível ver de fora dos muros.

O horário, na verdade, é bem restrito: terças e quintas, das 10 às 12h. Portanto, se fizer questão de conhecer a igreja, programe-se. Pelo menos, havíamos visto a igreja de longe a partir do Monte do Templo quando visitamos o Domo da Rocha mais cedo (como mostramos na primeira foto deste post). Já expliquei Como conhecer o Domo da Rocha em outro post.

A única parte da Igreja de Maria Madalena que conseguíamos ver a partir da rua


Àquela altura, estávamos exaustos e não sei porque não pegamos um táxi de volta ao hotel. Na verdade, acabamos retornando caminhando. Entramos, novamente, na cidade antiga pelo Lions Gate e atravessamos toda a cidade até o Jaffa Gate. No caminho, percebemos como, ao final do dia, as ruas já estavam mais vazias. Carros coletores de lixo passavam fazendo a limpeza.

Já a Yafo Street estava mais movimentada, com seus restaurantes começando a lotar. Enfim, paramos para comer algo e fomos logo para o hotel descansar. O dia havia sido bem cheio e Jerusalém nos dera muito para refletir.

E, no dia seguinte, ainda visitaríamos o Mar Morto...



OBS:

1.  Este post não recebeu nenhum tipo de patrocínio

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