Menu

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Conhecendo o Mont Saint-Michel

Após sair da Paris pela manhã, dirigindo o nosso carro alugado, e fazer um desvio do trajeto para conhecer Étretat, no litoral norte da França, chegamos ao Mont Saint-Michel em torno das 16 horas. Como o sol só estava se pondo em torno das 20:30 horas, aquele horário estava perfeito para explorar o vilarejo medieval no interior da muralha e ainda ver a baía se enchendo de água e ilhando o monte, já que, naquele dia, a maré mais alta estava prevista para as 19:31 horas.

Mont Saint-Michel

Se você pretende visitar o local e quer saber mais sobre como funciona o fenômeno das marés recomendo que leia antes o nosso post que fornece as dicas gerais sobre o lugar, incluindo como chegar e onde se hospedar no Mont Saint-Michel.

Confesso que estava bem ansioso para chegar neste que era um dos destinos que mais sonhava conhecer no mundo. Então, imagina qual não foi o meu encantamento ao avistar o monte de longe enquanto o nosso carro se aproximava do destino final. A silhueta do Mont Saint-Michel, vista de longe, já é incrível e funciona como prólogo perfeito para o que ainda estar por vir.

Primeira aparição da silhueta do Mont Saint-Michel (foto tirada do carro em movimento)


Minha única frustração era o dia nublado, assim como já estava em Paris. Uma pena, pois tenho certeza que teria achado tudo ainda mais bonito com o céu azul. Mas, enfim, nem sempre podemos ter tudo.

Como havíamos optado por pernoitar no local, tivemos tempo para explorar o monte com calma e acabamos dividindo nossa visita em 3 partes: primeiro seguimos para o Monte Saint-Michel, para explorar a pequena vila murada e assistir ao fenômeno das marés do alto da muralha; após o anoitecer, retornamos até os pés do monte para apreciá-lo todo iluminado; e, no dia seguinte, exploramos a abadia no seu topo.

No entanto, após fazer o chack-in e antes de pegar o ônibus que nos deixaria aos pés do monte, eu queria apreciar ainda a imponência do Mont Saint-Michel de longe (dos 2,5 Km que o separavam da área onde havíamos nos hospedado). 

Pausa para apreciar o Mont Saint-Michel de longe


Estávamos completamente fascinados pela beleza do lugar. Uma abadia construída no topo de um rochedo no meio do nada e cercada por uma pequena vila murada que se torna totalmente envolta pela água durante a maré cheia. Não tem como não achar o lugar e o momento mágicos.

E foi, assim, já repleto de empolgação, que, então, pegamos o ônibus que, rapidamente, nos deixou próximos à entrada da cidade murada. 

Aproveitando para ver o Mont Saint-Michel mais de perto, após descer do ônibus




Reparem nos turistas se dirigindo para a passagem através da muralha


Desta muralha, é possível assistir à maré enchendo (acesso por dentro do vilarejo)


Basta atravessar o portão da muralha e você se sente completamente teletransportado para algum lugar do passado. As referências medievais estão todas lá, na arquitetura, nas portas dos estabelecimentos transformados em restaurantes e lojas de souvenirs, nos próprios tipos de souvenir fazendo referência a armaduras e espadas medievais. 

Logo após atravessar a passagem em arco através da muralha

Mais medieval impossível

Mais passagens medievais


Olha um hotel ali

Outro hotel no alto da escada


Muitas lojas de souvenirs


E daí para frente é só subida e por vielas cada vez mais estreitas. Não tem nem como se perder, pois o sentido é único e te leva sempre ao alto em direção à abadia no topo. Neste primeiro contato com o lugar, chegamos apenas até a escadaria que leva direto para a entrada da abadia. E, então, pegamos o caminho de volta, agora, em busca de achar algum acesso para a muralha que cerca o monte e fornece a melhor visibilidade para assistir à dança das marés.

Subindo pelas ruelas cada vez mais estreitas do Mont Saint-Michel




Chegando à escadaria que leva à abadia


Parte da abadia

Hora de descer para assistir ao fenômeno das marés

Os acessos para a muralha podem mesmo ser bem escondidos, mas basta perguntar a algum local em alguma loja ou restaurante e eles te apontarão. Fizemos, então, uma parada básica para comprar um crepe e seguimos até a muralha. Várias pessoas já estavam aglomeradas. Mas não apenas pessoas. Gaivotas também surgiam dos céus de olho na comida delas, incluindo o nosso crepe!

E a maré vai enchendo

As gaivotas participando do momento




Assistir à baía se enchendo d´água e ilhando o monte é algo, realmente, mágico. A velocidade da água é de espantar e basta nos distrairmos um pouco para não conseguirmos mais enxergar aquele pequeno trecho de terra que ainda não estava submerso. E, assim, mais rápido do que imaginávamos, a baía que estava seca quando chegamos ao local, encontrava-se agora completamente invadida pela água.

Da muralha também se tem uma ótima perspectiva da vila e da abadia





Como achávamos que não teríamos mais como sair do monte até que a maré baixasse, corremos para atravessar a muralha para o lado de fora, antes que a água atingisse a passagem de acesso ao vilarejo. Saímos com a água já invadindo a entrada. Mas continuamos por lá, assistindo a dois franceses se aproximando com seus caiaques para ajudar aqueles que não foram tão rápidos como nós (a passarela que leva até o monte, não é invadida pela água e, portanto, os turistas podem ficar lá, sem perigo).

Já saindo com a maré quase na altura máxima

Esta a´rea, que se continua a partir da passarela por onde chegam os ônibus, não fica encoberta pela água )intervenção do homem, claro)


O monte cercado d´água (exceto por aquele pequeno trecho mostrado à direita da foto)

Pessoas lá no alto da muralha, ainda observando a maré

Caiaques se aproximam

Turista tentando sair através da água

Turistas já ilhados

Esta aqui pegou carona no caiaque


O que não sabíamos (nem os demais turistas), até então, é que há uma passagem lateral que permite a entrada e a saída do monte sem que se precise passar pela água (mesmo na maré cheia). Ao que nos pareceu, os franceses por lá deixam um pouco os turistas acreditarem que o monte fica, realmente, completamente inacessível. Uma brincadeira, claro. 

E, finalmente, uma passagem lateral é aberta e os turistas que se imaginavam ilhados podem, então, sair

Esta passagem lateral fica exatamente no meio dessas pedras à esquerda da foto (bem escondida mesmo)
Por dentro, basta subir esta escada de madeira e seguir em frente para acessar a passagem lateral. No alto da escada é onde fica também o tourist office


Claro que, após essa passagem ser revelada e os turistas começarem a sair por ela, resolvemos entrar novamente no monte ilhado, caminhar mais por lá, para, então, pegar o ônibus de volta ao nosso hotel. O plano era jantar e tomar um banho enquanto aguardávamos anoitecer para retornar ao monte iluminado.

Praticamente em frente ao nosso hotel (o Hotel Vert) encontramos o Restaurant La Rôtisserie, onde comemos uma massa que estava excelente, seguida por um incrível creme brulée. Recomendamos. Vale ressaltar, no entanto, que a iguaria mais famosa do Mont Saint-Michel é o omelete típico do lugar, originalmente criado no restaurante La Mère Poulard (existente até hoje) por Anne Boutiaut no final do século XIX. No entanto, a iguaria que, hoje, é encontrada em diversos restaurantes do lugar, é caríssima. E confesso que, além de não ser muito fã de omelete, não estava disposto a gastar algumas dezenas de euros em um.

A fachada do restaurante La Mère Poulard homenageando a criadora do famoso omelete (o restaurante localiza-se no vilarejo dentro da muralha, bem perto da sua entrada)

Após tomar banho e descansar um pouco, saímos novamente para o monte. Algumas pessoas estavam fazendo o percurso a pé, mas preferimos seguir, novamente, de ônibus. O Mont Saint-Michel iluminado é, realmente, ainda mais fantástico e mágico do que durante o dia. E ter a oportunidade de visitá-lo à noite é um dos principais motivos que fazem a pernoite no local valer à pena.

Chegamos e nem estava completamente escuro ainda

Ruas vazias à noite

Sem palavras. Lindo demais!!



Aproveitamos e ainda exploramos um pouco a vila medieval àquela hora. As ruas estavam bem vazias e percebemos que as lojas e, inclusive, os restaurantes já estavam fechados. Ao que nos pareceu, tudo fecha cedo por lá.

Na manhã do dia seguinte, seguimos, pela terceira vez, para o monte de ônibus. O objetivo agora era visitar a abadia. Logo após a entrada principal através da muralha, você encontra um tourist office, onde, além de se obter informações sobre o monte, é possível comprar o ingresso para visitar a abadia. Como não havia ninguém por lá quando chegamos, deixamos para comprar na abadia mesmo.

E o Mont Saint-Michel amanheceu, parcialmente, encoberto

Chegando à escadaria que leva à entrada da abadia

Basta subir e se chega na bilheteria


Vista a partir da escadaria

A visita é bem interessante, te permitindo acesso a vários salões e locais de cerimônia religiosa no seu interior, permitindo o contato próximo com uma arquitetura medieval que data do século XI, além de permitir uma excelente vista de toda baía em volta do monte a partir dos mirantes existentes na estrutura fortificada da abadia.

A baía em frente ao monte vista da abadia (logo após comprar os ingressos, saímos numa área descoberta que permite uma esta excelente vista da baía)







Maquete que mostra o início de tudo no Mont Saint-Michel

Depois da área externa (e de muitas fotos), a visita segue para o interior da principal igreja da abadia (nos chamou a atenção a falta de ostentação tão presente nas igrejas da Europa)





A visita continua nos levando até esse belo jardim externo envolto por corredores com colunas que se comunicam por arcos






Mais salões



E mais áreas externas




A baía por trás do Mont Saint-Michel





Vale ressaltar que no topo da abadia é possível ver uma estátua dourada do Arcanjo São Miguel. E há, ainda, uma loja com diversos produtos que fazem referência ao local, incluindo inúmeros livros sobre o Mont Saint-Michel e iguarias (mel, vinho, pão) produzidas assim como na época medieval.

O final da nossa visita à abadia representou também o fim da nossa viagem ao Mont Saint-Michel. Uma visita que superou as expectativas que tínhamos (afinal, quando sonhamos em conhecer um lugar não tem como as expectativas serem baixas).

Saímos de lá encantados. Embriagados pela mágica do lugar. E com a sensação de termos, pelo menos por algumas horas, entrado numa máquina do tempo rumo ao passado.

Desde já, um dos nossos lugares preferidos no mundo!!

PARA SE PLANEJAR:

1. Abadia do Mont Saint-Michel

Horário de funcionamento: diariamente das 9 às 19h (última admissão às 18h), de maio a agosto, e das 9:30 às 18h (última admissão às 17h), nos demais meses do ano.
Entrada: 9 euros
Como chegar: uma vez entrando na vila medieval, basta seguir sempre em frente, subindo até a escadaria que dá acesso à entrada da abadia. 


OBS:
1. Os preços indicados neste post correspondem aqueles em vigência na época da viagem. Recomendo pesquisar novamente os valores das atrações na época da sua viagem.

2. Este post não recebeu nenhum tipo de patrocínio


Nenhum comentário:

Postar um comentário