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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Conhecendo a cidade chinesa de Guilin

Embora seja uma cidade realmente grande, com mais infra-estrutura do que Yangshuo, Guilin acaba servindo mais como ponto de partida para quem quer fazer o Li River Cruise. Dotada de aeroporto, duas estações de trem e terminal de ônibus, é em Guilin que os turistas chegam antes de partir para Yangshuo.

Mas a cidade chinesa também tem suas próprias atrações, com destaque para os belos Pagodes do Sol e da Lua, torres com arquitetura típica da Asia, comuns em países como China e Japão, e, em geral, associados à função religiosa. Além dos pagodes, destacam-se: o Elephant Trunk Hill, uma formação rochosa que lembra a tromba de um elefante mergulhando no rio Li; o Seven Star Park, um parque verde no meio da cidade; e a Reed Flute Cave, uma popular caverna da região.

Pagodes do Sol e da Lua em Guilin

sábado, 9 de julho de 2016

O que fazer em Yangshuo

Após o sensacional Li River Cruise, chegamos em Yangshuo e teríamos cerca de 24 horas para explorar a cidade e a região. Embora não fosse tempo suficiente para conhecer tudo que é possível, optamos pelo seguinte roteiro:

Tarde do primeiro dia: após a nossa chegada, passeio por agência de turismo até a Silver Cave, passando pela Moon Hill.

Noite do primeiro dia:  Liu Sanjie Impression Light Show.

Manhã do segundo dia: passeio pela cidade.

Yangshuo me surpreendeu assim que deixamos o barco. Pelo que havia lido sobre a cidade, a imaginava bem menor e menos desenvolvida. Além disso, devido ao feriado do ano novo, ela estava lotada de chineses. Muita gente, muito carro. Um trânsito horrível.

Yangshuo

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Como ir de Guilin para Yangshuo: o incrível Li River Cruise

Quando eu comecei a pesquisar sobre a China, após ter comprado nossa passagem para o país, um lugar me chamou a atenção e, por ser a região turística mais próxima de Hong Kong, se tornou objetivo principal do nosso roteiro: Yangshuo. Confesso que, até então, nunca ouvira falar da cidade e da região em volta de Guilin, cidade base para se chegar a Yangshuo.

O que esta região tem de tão especial? A beleza paisagística. As fotos da bela geografia que liga as cidades de Guilin a Yangshuo, através do chamado Li River Cruise, me deixou extremamente encantado. E estar lá em carne e osso foi surreal. Beleza para nunca mais sair da memória.

Li River Cruise

Guilin e Yangshuo ficam na região (ou estado ou província... não entendo muito bem a divisão geográfica do país) de Guangxi e corresponde a uma das áreas do país mais visitadas pelos próprios chineses. Ao que me pareceu, não é ainda, no entanto, um destino popular entre os ocidentais, considerando que praticamente não os vi por lá. Uma pena, uma vez que a beleza da região merece a visita.

sábado, 25 de junho de 2016

Viajando de trem pela China: como ir de trem de Hong Kong para Shenzhen e, daqui, para o resto do país

Nosso terceiro dia em Hong Kong começou com uma jornada rumo ao que podemos chamar de "China real". O destino: a cidade de Guilin. Seja qual for a cidade chinesa que você pretenda visitar (exceto se esta cidade tiver uma condição de relativa independência semelhante a Hong Kong, como Macau), você terá que atravessar a imigração e ter um visto chinês. Portanto, é como se você estivesse saindo de um país para outro. Já falei em detalhes sobre o visto e imigração chinesa em outra postagem.

Neste post, explicarei como ir de Hong Kong para o restante do país, porque não é tão simples como você pode imaginar. Quer dizer, a forma mais fácil seria pegar um avião de Hong Kong para a cidade chinesa pretendida. Mas nem sempre você encontra preços que cabem no seu bolso. No nosso caso, as passagens aéreas estavam caríssimas (talvez devido ao ano novo chinês), nos restando apenas a opção de deslocamento por terra.

Segundo dia em Hong Kong: passeando pelo Hong Kong Park

Após nossa visita ao Grande Buddha, saímos da Ilha de Lantau, retornando ao centro de Hong Kong de metrô. Previamente, havíamos programado visitar o Ocean Park, parque de diversões localizado em um lugar com vista privilegiada e com inúmeras opções de diversão, incluindo montanha-russa e uma área toda dedicada a visitar ursos pandas, um dos animais mais característicos da China.

No entanto, já era tarde e como a ida até o parque (que não fica próximo do centro) nos custaria ainda mais tempo, percebemos que pagaríamos caro (não tem nada barato nessa cidade) para aproveitar muito pouco. Portanto, desistimos. 

Seguimos, então, para a Ilha de Hong Kong, desta vez de metrô, com o objetivo de visitar o Hong Kong Park, um dos principais parques verdes da cidade. Depois da dificuldade que enfrentamos em caminhar pela ilha no dia anterior, estávamos mais orientados neste segundo dia. 


terça-feira, 21 de junho de 2016

Nem sempre o clima é o melhor amigo do viajante

Quem nunca se deparou com aquela mudança climática inesperada (ou até mesmo esperada mas, ilusoriamente, renegada) durante uma viagem? Você resolve passar o feriado na praia e, do nada, começa a chover. Ou você finalmente consegue realizar o sonho de viajar à Europa na primavera e a chuva não te deixa nem mesmo fazer aquele piquenique que você esteja planejando. E não vou nem falar das fotos que ficam com aquele cinza depressivo atrapalhando a paisagem.

E isso tudo porque a natureza é imprevisível e, principalmente, incontrolável. Portanto, você pode desenhar em sua mente uma linda tarde de sol em Paris e ter toda a sua pintura imaginária descolorida por nuvens cinzentas que insistem em encobrir o céu azul. Ou pior, sua imaginação pode ser completamente encharcada por uma chuva torrencial completamente fora de época. E não há nada que você possa fazer, a não ser comprar um guarda-chuva e readaptar seu roteiro da melhor forma possível.

Confesso que este é um dos temas que mais me deixam ansioso antes de uma viagem. Eu conheço algumas pessoas que até preferem o clima mais nublado, mas comigo ocorre exatamente o oposto. Uma viagem se torna muito mais prazerosa tendo o céu azul como moldura. Dias cinzas me deprimem. Como eu lido com isso, então?

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Para quem pensa que viajar é só glamour

Quando publicamos as melhores fotos das nossas viagens nas redes sociais (escolhidas a dedo), mesmo sem ter esta intenção, acabamos criando naqueles que as vêem nas telas dos seus celulares e notebooks uma imagem glamourizada da nossa jornada por lugares, cidades e países ao redor do globo. Afinal, o que mostramos é apenas uma parte - a melhor parte - do todo que compõe a nossa viagem.

Nas fotos, não aparecem as longas esperas em aeroportos, a correria para pegar uma conexão a tempo, as malas sendo puxadas escada acima nas estações de metrô, o desespero para resolver um problema de última hora, as bolhas nos pés de tanto caminhar, a dor nas costas, a dificuldade em se levantar cedo da cama para pegar o trem, as mais de 24 horas sem banho...

Assustou-se com o parágrafo acima? Pois é! Se você sonha com aquela linda viagem pela Europa e acha que tudo que fará é apenas aproveitar e relaxar ou você tem dinheiro sobrando para se esbaldar no luxo ou você não tem a mínima noção de que, na maioria das vezes, viajar também requer sacrifícios.