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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Pelas locações do filme A Lista de Schindler, na Polônia

Se você planeja visitar Cracóvia e Aushwitz, na Polônia, aconselho fortemente que assista (se já não tiver assistido) a um dos melhores filmes que já vi: a Lista de Schindler. Percorrer o antigo bairro e o gueto judeu em Cracóvia e explorar os horrores dos campos de concentração te levam imediatamente para um dos períodos mais sombrios e tristes da nossa história e, para quem tem o filme do mestre Spielberg na mente, fica bem mais fácil reconhecer os detalhes do passado que a Polônia jamais esquecerá.

As filmagens foram iniciadas em 1 de março de 1993, em Cracóvia, após uma longo período de reflexão por parte de Steven Spielberg que relutava em assumir a direção. Após a negativa de Roman Polanski, sobrevivente do gueto judeu e cuja mãe foi morta em Auschwitz, e de outros diretores, como Scorsese, Spielberg, após finalizar as gravações de Jurassic Park, aceitou, então, o desafio e viajou para a Polônia. Recusou o cachê referente às filmagens, se emocionou em diversas cenas e entregou para o mundo um filme que deveria ser assistido por toda a humanidade.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Visitando Auschwitz na Polônia: triste, difícil, mas necessário

Nosso segundo dia na Polônia foi marcado pela visita a Auschwitz (neste post explico como agendar uma visita e ir até o campo de concentração por conta própria), um dos maiores símbolos do holocausto que assolou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Construído a partir de 1940 para poder dar conta dos milhares de prisioneiros que não mais cabiam nas prisões convencionais, Auschwitz correspondia, na verdade, a um complexo de campos de concentração, sendo os maiores: Auschwitz I, principal campo e sede administrativa; e Auschwitz II-Birkenau, o principal campo de extermínio.

Auschwitz recebeu prisioneiros não apenas da Polônia, mas de toda a Europa, judeus em sua imensa maioria. Mas outros povos e grupos foram também presos e exterminados nos campos, entre os quais: poloneses não-judeus, ciganos, prisioneiros de guerra, testemunhas de Jeová, homossexuais ou qualquer um que não fosse visto pelos nazistas como dignos de viver. Ao todo, mais de um milhão de seres humanos foram mortos em Auschwitz, seja exterminados nas câmaras de gás (destino da maioria) seja mortos por doenças, trabalhos forçados ou como cobaias de experimentos. Um massacre...

Portanto, dá para imaginar que visitar o lugar não é nada fácil. É triste. É pesado. É difícil. Os inúmeros visitantes mantêm o semblante fechado. Pouco se ouve a voz das pessoas, com exceção dos guias, que tentam dar, a alguns grupos, uma noção do terror que assolou aquele lugar. Não se vêem sorrisos. Estes dão lugar às lágrimas, ao sentimento de impotência, à tristeza de se imaginar como o ser humano pode ser capaz de imprimir tamanho mal aos seus próprios irmãos...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Como visitar Auschwitz por conta própria

Aushwitz localiza-se a cerca de uma a uma hora e meia de carro a partir de Cracóvia, numa área conhecida pelos poloneses como Oswiecim (Auschwitz foi o nome dado pelos nazistas)  e, na verdade, é um complexo formado por dois campos de concentração: Auschwitz I e Auschwitz II (ou Birkenau), distantes cerca de 3,2 km um do outro. Ambos são maiores do que a gente imagine, de forma que acabam tomando a maior parte do nosso dia. Portanto, reserve um dia apenas para visitar os campos. 



Auschwitz I

Birkenau


Vários hotéis e agências de viagem em Cracóvia oferecem o passeio para os campos de concentração, incluindo o transporte de ida e volta. Mas, obviamente, o valor a ser pago será  maior do que o custo para aqueles que decidirem ir e voltar por conta própria. E a boa notícia é que fazer o passeio sem necessidade de apelar para uma excursão é perfeitamente viável. E não se assuste com o fato de você não entender absolutamente nada de polonês. Seguindo os passos abaixo, qualquer um conseguirá visitar Auschwitz sem dificuldades.