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domingo, 21 de abril de 2019

Como é a visita ao bairro de Belém em Lisboa

Já fizemos um post inteiro para falar sobre nosso roteiro pelo centro histórico de Lisboa. Agora, vamos contar como foi nossa visita à Belém, bairro da capital portuguesa que concentra três importantes pontos turísticos da cidade: o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos.

A famosa Torre de Belém, um dos principais pontos turísticos de Lisboa

Após dedicar a manhã do nosso primeiro dia na cidade ao centro, chegara a hora de passar uma agradável tarde passeando por Belém. Como os três pontos citados acima se localizam relativamente perto um dos outros, pode-se conhecer o bairro caminhando. No entanto, Belém não fica próximo do centro, sendo necessário seguir até lá de transporte público. 

Como não há estação de metrô em Belém, sobram, então, os ônibus e os bondinhos. Já andamos muito de ônibus na vida, de modo que não pensamos duas vezes antes de escolher o clássico bondinho de Lisboa. 


Sendo assim, da Praça do Comércio, onde havíamos finalizado nosso roteiro pelo centro histórico naquela manhã, pegamos o bonde de número 15E. Encontramos sua parada na rua que se localiza entre a praça e o Arco Triunfal. E, uma vez em Belém, escolhemos descer na parada próxima ao Mosteiro dos Jerônimos. Há uma parada mais em frente, perto da Torre de Belém. Para retornar ao centro, basta fazer o sentido inverso.

Descendo em frente do belíssimo Mosteiro dos Jerônimos

Antes de conhecer o Mosteiro dos Jerônimos, no entanto, resolvemos almoçar em um tradicional restaurante português, localizado no bairro: o Adamastor, situado na Rua de Belém, próximo ao mosteiro. O ambiente era bem familiar, no interior de uma antiga construção e com um cardápio que estava, realmente, muito bom. O bolinho de bacalhau, inclusive, é uma excelente pedida como entrada.

Rua de Belém, onde fica o restaurante Adamastor, além do Pastéis de Belém, produtor mais tradicional dos famosos pastéis de nata (falo mais sobre isto ao final do post)

Alimentados, era, então, hora de conhecer os pontos turísticos do bairro.

Como é a visita ao Mosteiro dos Jerônimos


Uma das frustrações da minha primeira ida a Lisboa foi não ter conhecido o magistral Mosteiro dos Jerônimos por dentro. Se por fora, sua arquitetura já era hipnotizante, não saía da minha mente o quão bonito seria por dentro.



O que eu não esperava era uma fila tão grande para comprar o ingresso. E pior: que esta fila estivesse debaixo do sol escaldante daquela tarde de junho. Lisboa, realmente, está no radar dos turistas!!

Felizmente, enquanto esperávamos na fila, uma pessoa passou por nós informando que havia uma fila bem menor em outra parte do prédio e sem ser debaixo do sol. Deixei, então, Técio na fila e fui lá conferir. 

A outra fila correspondia a da bilheteria para o Museu Nacional de Arqueologia, que funciona em uma parte específica do prédio do mosteiro. Como é uma atração bem menos popular, a fila é bem menor, mas tem a vantagem de vender também o ingresso para a visita ao interior do mosteiro, desvinculado do museu. Portanto, fica a dica para quem quiser fugir da fila maior.

No canto da foto, vê-se uma parte da enorme fila que ia se estendendo embaixo do sol. Este é o local de entrada no mosteiro.


Local de venda no Museu Nacional de Arqueologia. A pequena fila estava lá dentro, protegida do sol.


E vale ressaltar que a bilheteria do museu também vende o ingresso para a Torre de Belém, o que já é uma ótima saída para você também se livrar da fila na torre. Infelizmente, não comprei o ingresso (até hoje não entendo porque não o fiz) e quando chegamos à Torre de Belém a fila estava gigante e acabamos desistindo de conhecer o seu interior.

Mas voltando à compra do ingresso para o Mosteiro dos Jerônimos, há ainda uma terceira opção para se livrar das filas: localizado na Praça do Império, em frente ao mosteiro, há um quiosque turístico de cor lilás que também vende o ingresso. E não tinha fila alguma, provavelmente, porque quase ninguém sabe que pode comprar a entrada ali. Mas fique alerta: as vendas neste quiosque se encerram às 15 horas.

Quiosque na Praça do Império que também vende ingressos para o Mosteiro dos Jerônimos


O ingresso nos custou, na época, 10 euros. Se quiser comprar um combo da visita ao mosteiro mais a visita ao Museu Nacional de Arqueologia, pagará apenas 12 euros. Não encontramos opção de venda online no site oficial da atração. 

No início da nossa visita ao mosteiro (já aliviados por termos nos livrado da fila debaixo do sol), já demos de cara, logo na entrada, com a Igreja Santa Maria de Belém (fica à direita de quem está entrando). O local é famoso por abrigar os túmulos de duas importantes figuras históricas de Portugal: o navegador Vasco da Gama e o escritor Luís de Camões.

Interior da Igreja Santa Maria de Belém


Túmulo de Luís de Camões


Túmulo de Vasco da Gama


A visita segue até o belíssimo pátio interno do mosteiro, conhecido como claustro, e onde é possível apreciar com calma a magnífica arquitetura manuelina da construção. Com cinco séculos de história, o monastério iniciou sua construção a mando do rei D. Manoel I, foi cedido à chamada Ordem de São Jerônimo e, hoje, é considerado Patrimônio da Humanidade e um dos mais importantes símbolos de Portugal. E toda esta magnitude é entendida enquanto você aprecia a beleza arquitetônica do local.

O clautro


Os detalhes impressionam

Admirando


O teto não fica atrás


Vale à pena percorrer todos os lados do claustro

E subir ao primeiro andar


Encantados pela arquitetura manuelina

É também possível conhecer algumas salas em torno do claustro, tanto no térreo como no primeiro andar, como, por exemplo, o antigo refeitório, cujas paredes são revestidas por antigos azulejos que representam cenas do Antigo e do Novo testamento.

O Refeitório

Arte com os azulejos


Do primeiro andar, tem-se acesso ao balcão superior da Igreja Nossa Senhora de Belém

Uma outra sala, a Livraria, corresponde à antiga biblioteca do mosteiro. É onde, hoje, tem-se lugar uma exposição permanente conhecida como Um Lugar no Tempo e que tem o objetivo de contar um pouco da história envolvendo o mosteiro ao longo dos seus cinco séculos de existência.

O Mosteiro dos Jerônimos abre de terça a domingo das 10 às 17h30 (de outubro a abril) e das 10 às 18h30 (de maio a setembro). A última entrada ocorre trinta minutos antes do fechamento.

Saímos do monumento histórico bastante satisfeitos e impactados por sua beleza. Certamente, teria valido à pena torrar sob o sol se não tivéssemos conseguido comprar os ingressos mais rapidamente.

Seguimos, então, para a belíssima Praça do Império localizada em frente. Com uma bela composição paisagística, muitas árvores e fontes, a praça é um agradável local para conhecer entre uma atração e outra. 

Praça do Império


A arquitetura do Mosteiro dos Jerônimos continua se destacando entre as árvores da praça

Na verdade, a praça é um ótimo local para se ter uma visão mais panorâmica do mosteiro



Destalhes da Praça do Império

Sem dúvidas, um local muito agradável


Seguindo pela praça em direção ao rio Tejo, você encontrará a movimentada avenida que a separa do Padrão dos Descobrimentos. 

A passagem ao pedestre pela avenida é, no entanto, proibida, sendo necessário seguir por um túnel subterrâneo que liga a Praça do Império ao Padrão dos Descobrimentos do outro lado. 


Visitando o Padrão dos Descobrimentos


Sem sombra de dúvidas, este é o monumento de Lisboa que mais gera identificação com os brasileiros. Afinal, ele remete às grandes navegações portuguesas e, por tabela, ao descobrimento do Brasil. 

E Pedro Álvares Cabral é uma das mais de 30 estátuas que ornam as laterais do monumento em forma de caravela, ao lado de figuras como Vasco da Gama, Camões, Fernão de Magalhães, Bartolomeu Dias e outras figuras históricas ligadas aos descobrimentos.

O Padrão dos Descobrimentos


Com formato de caravela, o monumento possui, de cada lado, estátuas de importantes figuras históricas ligadas às grandes navegações portuguesas
Brasileiros adoram visitar o monumento 


Sua localização em frente ao rio Tejo é estratégica e ainda permite uma bela composição com a Ponte 25 de Abril ao fundo


Estrategicamente erguido na margem do Rio Tejo, o Padrão dos Descobrimentos, no seu formato atual, foi construído em 1960 e possui gravado no chão, ao seu lado, uma grande rosa dos ventos.

Rio Tejo, em frente ao Padrão dos Descobrimentos

Rosa dos Ventos gravadas ao lado do Padrão dos Descobrimentos

Mas engana-se quem acha que o monumento foi feito apenas para ser admirado por fora pelos turistas. O Padrão dos Descobrimentos oferece também ao turista um terraço em seu topo que permite uma linda vista de Lisboa, da Ponte 25 de Abril e do Rio Tejo. Nós subimos para conferir e garantimos que vale à pena.

O ingresso para subir ao miradouro é comprado na bilheteria que fica no hall de entrada do monumento. Estava custando 6 euros e não havia fila alguma, mesmo havendo muitos turistas ao redor (parece que o miradouro lá no alto ainda não é tão popular entre os visitantes).

Já no topo do Padrão dos Descobrimentos, vemos, de um lado, vemos a orla do Tejo e a Ponte 25 de Abril


Do outro lado, a orla do Tejo continua até a Torre de Belém

A subida é feita através de um elevador que deixa o visitante a apenas alguns lances de escada do topo. Lá no alto, estava ventando bastante e não há nenhuma sombra. Mas o espaço é pequeno e logo você fica satisfeito. A vista, realmente, vale à pena, destacando-se a visão panorâmica do Mosteiro dos Jerônimos e da Praça do Império e a vista para o Rio Tejo.

Mosteiro dos Jerônimos e Praça do Império vistos do miradouro do Padrão dos Descobrimentos


Mais uma foto da linda Ponte 25 de Abril. 


Às vezes, o monumento é sede de alguma exposição temporária, para a qual é válida o ingresso de visita ao miradouro. 

O Padrão dos Descobrimentos abre diariamente das 10 às 19h (de março a setembro) e das 10 às 18h (de outubro a fevereiro). Última entrada ocorre trinta minutos antes do fechamento. Para maiores informações, você pode visitar o site oficial da atração. 

Conhecendo a Torre de Belém


Após descer do miradouro do Padrão dos Descobrimentos, seguimos andando pela agradável orla do Tejo em direção à icônica Torre de Belém. No caminho, passamos por algumas sorveterias (e, claro, diante do calor que fazia, não resistimos) e chegamos a um grande parque verde de frente para a torre: o Jardim da Torre de Belém.

O Jardim da Torre de Belém


A Torre de Belém vista do parque em frente
A enorme fila para comprar o ingresso

Infelizmente, neste momento, ao ver o tamanho enorme da fila para comprar o ingresso e entrar na torre, percebi meu erro de não ter feito a compra no Mosteiro dos Jerônimos. E o quiosque próximo da torre (que também vende os tickets igual ao que ocorre com o quiosque próximo ao mosteiro) já havia encerrado a venda, pois já passava das 15 horas. Não tivemos coragem de enfrentar a fila e acabamos não conhecendo o interior da Torre de Belém.

Mas usamos nosso tempo para apreciar sua bela arquitetura por fora e explorar toda agradável e movimentada área em seu entorno.

Percebam que a torre é toda envolta pelas águas do Tejo


Admirando a torre por fora
Detalhes


Também uma representante da típica arquitetura manuelina, a Torre de Belém foi construída a mando do Rei Manoel I (assim como o Mosteiro dos Jerônimos), com o objetivo inicial de ser uma torre de defesa marítima e chamando-se, originalmente, de Baluarte de São Vicente. Ao longo dos anos, foi adquirindo inúmeras outras funções, servindo de posto aduaneiro, farol e até masmorra, até chegar aos tempos modernos, quando, sob a alcunha de Patrimônio da Humanidade, adquiriu uma função marcadamente turística.

A Torre de Belém também corresponde a um dos principais símbolos nacionais


O ingresso para a Torre de Belém custa, no momento, 6 euros. O monumento  abre de terça a domingo das 10 às 17h30 (de outubro a abril) e das 10 às 18h30 (de maio a setembro). A última entrada ocorre trinta minutos antes do fechamento. Para maiores informações, você pode visitar o site oficial da atração. 

Provando o tradicional Pastel de Belém


Além dos três monumentos citados anteriormente, outra popular atração do bairro corresponde ao doce português mais reconhecido internacionalmente e que teve, como indicado por seu nome, origem no bairro de Belém.

O estabelecimento conhecido como Pastéis de Belém é o mais tradicional produtor do doce na cidade de Lisboa e está localizado na Rua de Belém, bem próximo ao Mosteiro dos Jerônimos.

O tradicional Pastéis de Belém

E, assim, após conhecer a Torre de Belém, resolvemos retornar caminhando até o mosteiro para visitar o estabelecimento. Mas prepare-se: devido à popularidade do lugar, você o encontrará super lotado e isto atrapalha demais a experiência.

Quando estive em Lisboa, há 8 anos, o estabelecimento era menor, não sofria com o excesso de turistas e me deixou encantado com o incrível sabor dos seus pastéis de nata. Mas, desta vez, tive uma experiência completamente diferente.

Tendo aumentado em tamanho para tentar dar conta da onda de turistas que o invade, o local, mesmo assim, não consegue oferecer lugar para todos. Ficamos um bom tempo tentando conseguir uma mesa, ficando em pé ao lado daqueles visitantes que estavam com mais cara de ir embora (o que já é algo bem desagradável). 

Associado a isto, imperava um calor insuportável no estabelecimento, não amenizado pelos ventiladores ali presentes. E como você acha que fica o atendimento em meio a este tumulto? Presenciamos uma feia discussão entre visitantes e um garçom. Mas o funcionário tinha razão e tudo se deveu à arrogância dos turistas (brasileiros, aliás).

Mas o pior ficou para o final: o pastel de nata não era mais o mesmo. Provavelmente, pela superprodução, a qualidade caiu. Não ficamos satisfeitos e não tinha a mínima condição de ficarmos um tempo relaxando ali, diante já de outros visitantes em pé, esperando por uma mesa.

O pastel de Belém

Enfim, embora seja o estabelecimento mais tradicional para se provar os pastéis de Belém, não são mais os melhores da cidade. Para nós, este posto fica com a Manteigaria (inclusive, o taxista que nos levou do aeroporto até o hotel na nossa chegada foi quem nos deu a dica, dizendo que é lá onde os moradores de Lisboa compram seus pastéis de nata, atualmente).

Há filiais da Manteigaria espalhados pelo centro e há uma no Mercado da Ribeira. Fica a dica!





OBS:
1. Os preços indicados neste post correspondem aqueles em vigência na época da viagem. Recomendo pesquisar novamente os valores das atrações na época da sua viagem.

2. Este post não recebeu nenhum tipo de patrocínio


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