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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Como é a visita às Cisternas da Basílica: atração de Istambul que já foi cenário para dois filmes

Construída no século VI d.C., com o objetivo de servir de reservatório de água  para a cidade, a Cisterna da Basílica, também conhecida como Cisterna Yerebatan (que pode ser traduzido como "Palácio Afundado"), fica bem próxima à Hagia Sophia, podendo ser facilmente incluída na sua visita à Praça Sultanahmet.

A Cisterna da Basílica, em Istambul

E foi exatamente o que fizemos, seguindo para a entrada da famosa cisterna após nossa visita à Hagia Sophia e à Mesquita Azul.

A entrada, embora um pouco escondida, fica a menos de 100 metros da entrada da Hagia Sophia. Mostro, no mapa abaixo, a localização exata:


O mapa mostra a distância e o caminho entre a entrada da Hagia Sophia e a entrada da Cisterna da Basílica (circulada em vermelho). Para entender melhor a localização da Hagia Sophia em relação à Praça Sultanahmet, você pode ler o post: Visitando a Hagia Sophia e a Mesquita Azul.

Logo na entrada da cisterna, você já deve se deparar com a fila que, muitas vezes, se estende pelo lado de fora, para comprar o ingresso. Uma vez com o ticket em mãos, você descerá alguns degraus até o mundo subterrâneo que encanta os milhares de turistas que visitam Istambul.

Descendo os degraus rumo à passarela da Cisterna da Basílica


E qual o motivo deste encanto? As 336 colunas de mármore de 9 metros de altura que sustentam a cisterna. Entre elas, há passarelas para que o visitante siga caminhando em meio à luminosidade amarelada do grande espaço que era capaz de armazenar cerca de 100.000 metros cúbicos de água. De toda esta água, mantém-se, atualmente, apenas uma fina camada em alguns pontos  abaixo das passarelas, embora em grande parte do local, o chão já esteja à mostra e apenas úmido.

As colunas de 9 metros de altura da Cisterna da Basílica

E por falar em umidade, os mais susceptíveis ao frio podem sentir um pouco a temperatura mais baixa no subterrâneo. Como estávamos no início do verão, o frio não nos incomodou, mas acredito que, nos meses mais frios, seja necessários se agasalhar um pouco mais ao descer os degraus.

Entre as colunas que sustentam o local, uma chama a atenção dos turistas: a Crying Column, que recebe este nome por permanecer sempre molhada, diferente das demais colunas da cisterna.

A Crying Column


Os turistas querem, realmente, conferir se a coluna está mesmo molhada


Para quem leu o livro "Inferno" do famoso autor Dan Brown (se não leu, cuidado com SPOILERS a partir daqui), a Cisterna da Basílica serve de cenário para a sequência final da trama que se desenrola em Istambul, com direito a perseguição dentro das suas águas. No filme homônimo, dirigido por Ron Howard e protagonizado por Tom Hanks em 2016, esta sequência é reproduzida. Na verdade, a obra de ficção toma a liberdade artística de aumentar um pouco o volume de água que existe, atualmente, no interior da cisterna.

Desta forma, embora considere que o filme tem falhas de direção e roteiro, acredito que vale à pena uma conferida no mesmo antes da sua viagem a Istambul, como forma de aumentar a sua curiosidade para conhecer a Cisterna da Basílica.

Aliás, há também um outro filme que teve uma sequência filmada na icônica cisterna: 007 - Ordem para Matar. O filme em questão, de 1963, mostra James Bond navegando de barco entre as colunas, já que, naquela época, ainda não haviam sido construídas as passarelas que nós, turistas, percorremos hoje.

Mas deixando a ficção de lado e retornando à realidade, a visita a esta que é, atualmente, uma das principais atrações turísticas de Istambul, reserva ainda uma surpresa no final das passarelas: duas colunas cujas bases tem o formato de cabeça de medusa, um dos seres lendários mais famosos da mitologia.

O motivo dos construtores terem colocado a medusa como representação nestas duas colunas é um mistério até hoje. Até porque elas estão dispostas em uma posição atípica: uma de cabeça para baixo e outra de lado. Questão de logística de sustentação ou significado simbólico? Acredito que nunca saberemos o real motivo. Mas o que importa é que nenhum turista irá querer sair do "palácio afogado" sem ver e fotografar as famosas bases em formato de medusa. E, no nosso caso, não foi diferente, claro!

Base da coluna em formato de cabeça de medusa virada de lado


Base da coluna em formato de cabeça de medusa de cabeça para baixo


A visita à Cisterna Yerebatan  está aberta ao público diariamente das 9 às 17:30h (fechando às 18:30h durante o verão). O ingresso estava custando, na época da nossa visita, 20 liras turcas. Para maiores informações, você pode visitar o site oficial da atração.


OBS:
1. Os preços indicados neste post correspondem aqueles em vigência na época da viagem. Recomendo pesquisar novamente os valores das atrações na época da sua viagem.

2. Este post não recebeu nenhum tipo de patrocínio

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