Menu

Mostrando postagens com marcador França. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador França. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Uma rápida passagem por Marselha

Você sabia que Marselha, atual capital da região Provença-Alpes-Côte d´Azur, é a mais antiga cidade da França? Que ela é uma das maiores cidades do país? E que o famoso hino francês La Marseillaise tem este nome em referência aos soldados da cidade que difundiram a canção pelo resto da França? Pois é! Eu também sabia muito pouco sobre a cidade antes de decidir visitá-la.

Mas confesso que esta decisão veio mais como um ajuste de roteiro, já que eu estava procurando uma forma barata de seguir da França para Barcelona (e já havíamos gastado muito com transporte no país). E, pesquisando, descobri um ônibus noturno que vai de Marselha para a cidade espanhola. No entanto, mesmo incluindo a cidade no nosso roteiro, nós não podemos dizer que, realmente, a conhecemos. Afinal, teríamos apenas um dia por lá e a nossa preferência foi passar este dia na cidade de Cassis (sempre que eu tiver que escolher entre uma grande e uma pequena cidade europeia, eu acabarei optando pela última).

Entretanto, isto não significa que não vimos nada de Marselha. Após uma viagem de carro, a partir de Lyon, passando pelo incrível Luberon e conhecendo alguns belos vilarejos da Provença, chegamos a Marselha ainda com o sol no alto (amo como o sol se põe tarde na Europa). E concentramos o pouco tempo que tínhamos em uma das principais e mais tradicionais atrações da cidade: o Vieux Port (ou "velho porto" em tradução para o português).

O Vieux Port de Marselha

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A charmosa Cassis e suas incríveis calanques

E, finalmente (e infelizmente), chegou o nosso último dia na França. O destino escolhido: Cassis, uma pequena cidade da região da Provença que, por estar localizada na costa francesa do Mediterrâneo, faz parte da famosa Côte d´Azur. Daqui, você pode partir de carro em sentido leste, em direção a outros famosos destinos da Riviera Francesa, como Nice e Cannes, por exemplo. Nossa viagem, no entanto, se limitaria apenas a Cassis desta vez, já que, de Marselha, partiríamos para Barcelona, em um ônibus, ainda naquela noite.

Cassis

E por que, exatamente, escolhemos incluir Cassis no nosso roteiro? Além da proximidade com Marselha (são cerca de 30 Km de distância), de onde partiríamos para a Espanha, eu havia ficado hipnotizado pelas fotos do Parc National des Calanques, área natural da costa francesa do Mediterrâneo, que se localiza exatamente entre Marselha e Cassis (veja o mapa abaixo).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Um dia inteiro pela Provença

Inicialmente, nosso passeio pela Provença se resumiria a Marselha, para a qual seguiríamos de trem a partir de Lyon, após retornar da região dos Alpes Franceses. No entanto, como o clima não estava muito bom na região dos alpes, comecei logo a pensar em um plano B. Foi aí que recebemos um e-mail da companhia ferroviária cancelando nosso trem para Marselha devido à greve dos seus funcionários. Só nos restava uma solução: seguir com o carro alugado (cujo objetivo inicial era o de explorar os alpes a partir de Lyon) direto para Marselha, onde o entregaríamos à noite. E o que poderíamos conhecer no caminho entre as duas cidades? Uma rápida pesquisa na internet me trouxe a resposta: Gordes e Roussillon. 

Há muitas outras cidades e vilarejos na Provença, claro! Mas, para um dia de road trip, estas duas nos pareceram de bom tamanho. São cerca de 315 Km separando Lyon de Marselha. E, no caminho, já a cerca de 90 Km desta última, está o Parque do Luberon, um lugar que nos permite uma verdadeira imersão naquela Provença que, provavelmente, idealizamos quando imaginamos a região: pequenos vilarejos com suas típicas casas de pedra; plantações de frutas silvestres; e lindos campos floridos da clássica lavanda que dá fama a este pedaço da França.

Gordes, vilarejo da Provença

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Conhecendo Lyon, a cidade onde o cinema nasceu

Após ter dado as principais dicas sobre Lyon no post anterior, podemos agora relatar exatamente como foi a nossa experiência na cidade. Na verdade, devo dizer que Lyon me deu um aguardado presente no dia em que lá cheguei: um lindo dia de céu azul. Afinal, desde nossa chegada à França, o céu persistia nublado, incluindo Paris naquela manhã do meu aniversário. No entanto, à medida que o trem se afastava da capital francesa, o azul celeste ia emoldurando o meu dia.

E, assim, já desembarquei na Gare Part-Dieu de Lyon com um enorme sorriso nos lábios. O dia ainda estava longe de terminar e eu queria aproveitar ao máximo a cidade. Uma bela maneira de se comemorar o aniversário.

Lyon nos presenteando com um lindo dia de céu. Daqui para frente, não houve mais dias nublados na nossa viagem!


Então, só nos restava deixar as malas no hotel próximo da estação de trem e pegar o metrô rumo à primeira atração da cidade: o Musée Lumière (que conta a história dos irmãos que inventaram o cinema). Na verdade, com muita tristeza, eu havia retirado o referido museu do roteiro, uma vez que era uma segunda-feira e havia visto que a atração fica fechada neste dia da semana. Como eu amo cinema, estava super frustrado por não visitar o local onde a sétima arte nasceu. Pois imaginem a minha alegria quando a recepcionista do hotel nos informou que o museu estava, sim, aberto naquele dia. Não pensamos duas vezes e corremos para lá.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Dicas práticas sobre Lyon, umas das maiores cidades da França

Confesso que, quando iniciei o planejamento da nossa viagem pela França, nem considerava colocar Lyon no roteiro. E sua inclusão, na verdade, acabou ocorrendo mais pela conveniência de usar a cidade como base para seguir até a região dos Alpes Franceses. A intenção inicial era seguir até Annecy e Chamonix (plano que, devido a uma série de imprevistos, teve que ser abortado durante a viagem). Apenas à medida que fui pesquisando sobre a cidade é que fui percebendo que ela teria muito a oferecer e, uma vez lá, não tive mais dúvidas de que Lyon é, sim, uma cidade a ser visitada com calma.

Lyon é a segunda maior cidade da França, capital da região Ródano-Alpes, importante pólo universitário do país e local rico em história. Afinal, a cidade foi fundada pelo Império Romano e a influência romana é, claramente, percebida na arquitetura da Vieux Lyon (a cidade antiga). E até mesmo um sítio arqueológico com ruínas galo-romanas é possível visitar na cidade, mais especificamente, no alto da Colina Fourvière, onde a antiga colônia italiana foi fundada.

Lyon vista da Colina Fourvière


A cidade é também berço de grandes artistas franceses, como Antoine de Saint-Exupéry, escritor do clássico O Pequeno Príncipe, e os Irmãos Lumiére, os criadores do cinema. Isto mesmo: a sétima arte surgiu em Lyon e um museu dedicado aos irmãos pode ser visitado na antiga casa dos mesmos. Como se não bastasse, a cidade mantém a tradição francesa da ótima culinária. E tudo isso a apenas 2 horas de trem a partir de Paris.

Nesta postagem, darei algumas dicas práticas sobre a cidade e, no próximo post, contarei como foi a nossa experiência por lá.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Sentindo um pouco da magia do Vale do Loire

O Vale do Loire corresponde à famosa região de castelos da França (são mais de 300) que se estende em torno do rio Loire (o mais extenso do país) e que atrai inúmeros turistas que, na maioria das vezes, partindo de Paris, se encantam com a beleza arquitetônica dos castelos, jardins e cidades históricas da região.

Entre os castelos mais famosos, pode-se citar os de Chambord, de Villandry, de Chenonceau e de Amboise. O mais recomendado, para quem quer visitar a região, é escolher uma ou duas cidades (Tours, Blois, Amboise, por exemplo) para servir como base e, a partir dela, durante dois a três dias, fazer os passeios turísticos. 

O Chateau de Chenonceau

No nosso roteiro original, havíamos incluído o Vale do Loire no nosso trajeto de volta do Mont Saint-Michel até Paris. Já que estaríamos de carro, o desvio que faríamos no caminho com o objetivo de conhecer os belos castelos da região, seria não apenas possível como lógico. Então, nos organizamos da seguinte forma: montaríamos base em Amboise, já que além da cidade ter um dos castelos bem no seu centro (o de Amboise) ainda fica bem próximo de um outro que queríamos muito conhecer: o de Chenonceau. Após dormir uma noite na cidade e conhecer estes dois castelos, partiríamos para o de Chambord (outro que entrou na nossa lista de prioridades) e, de lá, seguiríamos, finalmente, para Paris.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Uma visita a Étretat, a bela praia de falésias calcárias da Normandia

Embora Mont Saint-Michel fosse o destino que eu mais sonhava conhecer na Normandia e o motivo da nossa passagem pelo norte da França, havia ainda outro local que ansiava conhecer na região: Étretat, uma praia famosa pelas belas falésias de calcário que a ladeiam. Então, não pensei duas vezes ao adicionar um desvio ao nosso trajeto para conhecer a praia.

Étretat

Saímos de Paris pela manhã cedo, após pegar nosso carro alugado, dirigindo rumo ao norte do país para, depois, seguir para o Mont Saint-Michel. Foram cerca de 2:30h de estrada até Étretat, de modo que, ao nosso ver, é possível incluir a praia em um bate-e-volta a partir de Paris.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Já pensou em visitar o café onde trabalhava Amélie Poulain?

Quando se fala em filmes rodados em Paris, é impossível não se lembrar do singelo "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", uma fábula contemporânea que, a partir de uma premissa simples (uma jovem introspectiva que enxerga no ato de ajudar o próximo uma forma de dar sentido à própria vida), cria um roteiro irretocável.



Com uma produção de arte inventiva aliada a uma fotografia que imerge as personagens numa espécie de pintura em movimento, sempre destacando-se as paletas vermelha e amarela, o filme encanta seus espectadores com a inventividade da protagonista, enquanto a acompanhamos no jogo que cria para atrair seu interesse amoroso. E não à toa, terminamos a película com um belo sorriso no rosto enquanto o casal protagonista pedala pelas belas ruas de Montmartre.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Conhecendo o Mont Saint-Michel

Após sair da Paris pela manhã, dirigindo o nosso carro alugado, e fazer um desvio do trajeto para conhecer Étretat, no litoral norte da França, chegamos ao Mont Saint-Michel em torno das 16 horas. Como o sol só estava se pondo em torno das 20:30 horas, aquele horário estava perfeito para explorar o vilarejo medieval no interior da muralha e ainda ver a baía se enchendo de água e ilhando o monte, já que, naquele dia, a maré mais alta estava prevista para as 19:31 horas.

Mont Saint-Michel

Se você pretende visitar o local e quer saber mais sobre como funciona o fenômeno das marés recomendo que leia antes o nosso post que fornece as dicas gerais sobre o lugar, incluindo como chegar e onde se hospedar no Mont Saint-Michel.

Confesso que estava bem ansioso para chegar neste que era um dos destinos que mais sonhava conhecer no mundo. Então, imagina qual não foi o meu encantamento ao avistar o monte de longe enquanto o nosso carro se aproximava do destino final. A silhueta do Mont Saint-Michel, vista de longe, já é incrível e funciona como prólogo perfeito para o que ainda estar por vir.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Dicas práticas sobre o Mont Saint-Michel

Durante a programação da nossa viagem à França, eu havia colocado um destino como algo obrigatório no nosso roteiro: o Mont Saint-Michel. Desde a primeira vez que ouvi falar sobre o lugar e, após ver algumas fotos na internet, ele passou a ser um dos locais que mais sonhava conhecer no mundo.

Portanto, já que iria a Paris, não tinha a menor chance de não incluir uma visita ao monte. Após inúmeras pesquisas na internet, cheguei à conclusão que a melhor e mais prática forma de chegar ao lugar, localizado na Normandia, seria alugando um carro e dirigindo pelas estradas do norte do país. Decisão que acabou se mostrando acertadíssima. Afinal, embora o aluguel de carro na França não seja barato, a possibilidade de montar nosso próprio trajeto, sem rigidez no horário e parando onde quiséssemos, não teve preço (e no caminho de ida, incluímos um desvio para conhecermos Étretat, enquanto, na volta, resolvemos passar pelo Vale do Loire).

A ida ao Mont Saint-Michel, no entanto, requer planejamento e, portanto, darei, neste post, algumas dicas úteis sobre o lugar com o objetivo de ajudar aqueles que, assim como nós, optem por explorar essa magnífica atração francesa. A descrição da nossa visita em si pode ser lida no post Conhecendo o Mont Saint-Michel.

O que é o Mont Saint-Michel?


O Mont Saint-Michel é uma ilha em formato de monte que, durante a maré baixa passa a ter contato com o continente, voltando a ficar ilhada durante a maré alta. No seu topo foi, anos atrás, construída uma abadia em tributo ao Arcanjo São Miguel, enquanto, em torno do mosteiro, uma pequena e murada vila medieval foi erguida.

O Mont Saint-Michel. No topo, a abadia. Em volta desta, a pequena vila medieval murada. Em torno do monte, a baía durante a maré baixa

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Subindo a Torre Eiffel no nosso quarto dia em Paris

Nenhum outro monumento da França está tão presente no imaginário popular quanto a Torre Eiffel. Quem vai a Paris, pelo menos pela primeira vez, não abre mão de incluir a atração como componente indispensável do roteiro. E alguns (como nós) acabam visitando a torre mais de uma vez na mesma viagem. Afinal vale à pena visitar a torre tanto de dia quanto de noite, além de que avistá-la e, obviamente, fotografá-la dos mais diversos ângulos acaba tomando boa parte do seu tempo.


Projetada por Gustave Eiffel, no final do século XIX, a torre foi a campeã de um concurso entre arquitetos promovido pelo governo francês para escolher um monumento que ocuparia o Campo de Marte e seria exibido durante a Exposição Mundial de 1889. Seu criador, provavelmente, não imaginou que seu projeto de ferro se tornaria um dos monumentos mais visitados do mundo.

Fama esta plenamente justificada. Com uma altura de 324 metros, a torre é, até hoje, a estrutura mais alta de Paris, encantando, com sua beleza, a vista de diversos pontos da cidade. É comum nos depararmos com a visão da torre enquanto caminhamos pelas ruas da capital francesa. E acredite: você pode já ter visto o monumento centenas de vezes por foto, mas, ao vivo, ela ainda consegue te surpreender com toda a sua imponência.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Visitando o Palácio e os Jardins de Versailles

Presente no imaginário de milhões de pessoas ao redor do mundo, o Palácio de Versailles (e os seus jardins) é, hoje, uma das atrações mais visitadas da França, ficando, diariamente, lotada de turistas que querem ver pessoalmente um dos maiores símbolos da antiga monarquia francesa. Dos eventos que desencadearam a Revolução Francesa à assinatura do famoso Tratado de Versalhes ao fim da Primeira Guerra Mundial, o palácio se tornou um marco na história do mundo ocidental.

Palácio de Versailles

E é fácil entender, diante do luxo que o palácio e os seus jardins, até hoje, representam, a revolta que tomou conta da população empobrecida de Paris. Construído a partir de uma antiga casa de caça a mando do rei Luís XIII (que visitava Versailles apenas com o objetivo de caçar em seus bosques), o monarca deu ao palácio toda pompa necessária para simbolizar, na nova residência da família real, o absolutismo da monarquia francesa. Ao mesmo tempo que mostravam sua força imperial ao mundo através de um imponente e luxuoso palácio, se afastavam dos problemas ordinários que assolavam Paris (muito fácil "governar" longe do povo).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Como ir de Paris para Versailles de trem

Um dos bate-e-volta mais populares entre os turistas que visitam a capital francesa é a visita ao Palácio (e aos jardins) de Versailles. E isto se deve ao fato da atração se localizar relativamente próxima a Paris, permitindo chegar cedo ao palácio, havendo tempo suficiente para explorar os seus aposentos e os seus incríveis jardins e retornar ao final do dia para a capital, sem maiores deslocamentos (e se estiver por lá numa época em que o sol demora a se despedir, ainda haverá tempo para continuar passeando por Paris).

A primeira coisa que você deve saber sobre Versailles é que se trata, na verdade, de uma cidade. Há quem imagine que se trata apenas de um palácio no meio do nada. Mas não é bem assim. A cidade se desenvolveu a partir do palácio real, é verdade. E, hoje, localizada a apenas 10 Km de Paris (entendeu porque é perto?) conta com duas estações principais de trem: a Versailles Rive Gauche e a Versailles Rive Droite. E ambas podem ser, facilmente, acessadas a partir de Paris, correspondendo, portanto, o trem ao meio de transporte mais prático para se chegar à cidade.

Versailles, a cidade

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Terceiro dia em Paris: do Museu Rodin ao Jardim de Luxemburgo

Nosso terceiro dia em Paris teve boa parte da sua duração dedicada a uma visita a Versailles, com direito a passeios pelos aposentos do seu palácio e pelo seu enorme jardim. Mas, obviamente, esta visita, com todas as dicas referentes, merece um post exclusivo. O dia em Paris durante o mês de junho, entretanto, termina tarde, e, portanto, ainda tivemos tempo de apreciar algumas atrações após retornar à cidade em torno das 16h.

Quais atrações? O Museu Rodin, cujo nome já deixa claro sobre o que se trata, o Jardim de Luxemburgo, um dos parques mais agradáveis da cidade, e o incrível Pantheon de Paris.

Jardins do Museu Rodin


Na verdade, havíamos incluído o Museu d´Orsey no roteiro, uma vez que ficara uma frustração na minha primeira visita à cidade por não ter tido tempo de conhecê-lo. No entanto, este terceiro dia em Paris começou com a cidade tendo sofrido, durante a madrugada, com inundações em decorrência da cheia do Sena que se agravou. Acordamos, inclusive, com a informação de que o Louvre não abriria naquele dia em decorrência da água que entrara no seu subterrâneo (felizmente já havíamos o visitado no dia anterior). E, ao retornar de Versailles, e seguir direto para o Museu d´Orsey, demos de cara com o aviso de que ele também estava fechado em decorrência das inundações.

domingo, 20 de novembro de 2016

Segundo dia em Paris: roteiro em Montmartre

Quanto mais escrevo sobre o nosso segundo dia em Paris, mais percebo o quanto aproveitamos este dia. Começamos pelo Louvre e terminamos em um dos bairros mais charmosos da capital francesa: a boêmia Montmartre. 

Localizado em uma colina no meio de Paris, o bairro começou a ganhar sua fama de centro da boemia parisiense ainda no século XIX, quando inúmeros intelectuais franceses começaram a frequentar o lugar. Não à toa, passaram por lá diversos pintores, como Monet, Cézanne e Van Gogh. E, até hoje, a arte faz parte do bairro, com pintores em suas praças e músicos de rua em suas esquinas.

Caminhando por Montmartre

O bairro também é famoso pelos inúmeros sex shops que se concentram em suas ruas e por abrigar um dos cabarés mais famosos do mundo: o Moulin Rouge. Curiosamente, Montmartre também já foi um lugar de peregrinação religiosa durante a Idade Média e, atualmente, se localiza no topo da sua colina a Basílica Sacré-Coeur (Sagrado Coração), um dos cartões-postais de Paris.

A Basílica de Sacré-Coeur

Junte a tudo isso os inúmeros cafés e restaurantes de Montmartre, e você perceberá o quanto de vida, charme e agitação exala o bairro parisiense.

domingo, 6 de novembro de 2016

Segundo dia em Paris: Hôtel de Ville, Place de Vosges e Maison de Victor Hugo

Após percorrer a Ile de la Cité e, antes de seguir para Montmartre, resolvemos visitar dois prédios não tão populares entre os turistas e que se situam a uma curta caminhada a partir da Notre-Dame: o Hôtel de Ville e a Maison de Victor Hugo. O primeiro pela beleza do prédio e o segundo pelo peso histórico (afinal, Victor Hugo foi um dos maiores escritores do mundo). E ainda passearíamos um pouco pelo bairro de Marais.

Hôtel de Ville visto a partir de uma das pontes do Sena


Da Notre-Dame para o Hôtel de Ville, que nada mais é do que a Prefeitura de Paris, basta atravessar a Pont d´Arcole. No entanto, como especifiquei no post anterior, enquanto admirávamos a catedral, acabamos saindo numa ponte que levava direto para uma outra ilha do Sena: a ilha de Saint-Louis. Não chegamos a percorrê-la e logo pegamos a ponte que nos deixou na margem norte do rio para, assim, seguirmos pela orla até o prédio da prefeitura. Vale ressaltar, claro, que errar o caminho em Paris é mais um presente do que um imprevisto.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Segundo dia em Paris: Ile de la Cité e a Catedral Notre-Dame

Após nossa incrível visita ao Museu do Louvre, chegava a hora de continuar com o intenso roteiro daquele segundo dia em Paris. O próximo destino: a Ile de la Cité, uma ilha localizada em meio ao Sena, no centro de Paris, e o local onde está localizada umas das principais atrações turísticas da cidade, a Catedral de Notre-Dame. 

Notre-Dame de Paris

A Ile de la Cité localiza-se bem próximo ao Louvre, sendo possível visitar, entre os dois, uma famosa ponte parisiense, a Pont des Arts, aquela onde os casais apaixonados costumavam prender cadeados simbolizando o seu amor. E eu falo "costumavam" pois a prática de adicionar cadeados à estrutura da ponte foi proibida pelo governo. Afinal, já haviam mais de um milhão de cadeados na ponte, aumentando o seu peso em centenas de toneladas e colocando-a sob o risco de desabar.

Ao sair do Louvre e seguir pela orla do Sena em direção a Ile de la Cité, portanto, aproveitamos para atravessar a Pont des Arts. Foi possível perceber a proteção que, agora, impede que os cadeados sejam presos nas suas laterais. Uma forma de preservar uma ponte histórica, construída no início do século XIX, quando Napoleão Bonaparte governava o país. No meio da ponte (que é restrita aos pedestres) havia uma espécie de exposição de arte (não sei se é algo fixo ou temporário), mas com esculturas que, sinceramente, não fazem muito o nosso estilo. 

domingo, 16 de outubro de 2016

Segundo dia em Paris: o Museu do Louvre

Nosso segundo dia em Paris se iniciava com um roteiro intenso pela frente: começamos pelo Museu do Louvre; depois seguimos caminhando até a Ile de la Cité, onde está localizada a Cadetral Notre-Dame; prosseguimos, a pé, até o Hotel de Ville (prefeitura da cidade) e até a Maison de Victor Hugo (casa onde viveu o famoso escritor francês); por fim, pegamos um metrô até Montmartre, onde finalizamos o dia visitando a Sacre Coeur e caminhando pelas charmosas ruas do bairro.

Embora pareça muita coisa para um dia (e é mesmo!!), este roteiro tornou-se possível por dois motivos básicos: não pretendíamos passar muito tempo dentro do Louvre e não queríamos entrar em nenhuma das duas igrejas que visitaríamos neste dia (além de já ter conhecido o interior das duas em uma viagem anterior, já expliquei minha falta de paciência atual com igrejas em outra postagem).

Portanto, foi possível seguir todo o trajeto sem pressa, aproveitando muito mais as ruas e as fachadas dos monumentos, sem se preocupar tanto com filas e ainda economizando.  Neste post, focarei em nossa visita ao Louvre e darei algumas dicas sobre o famoso museu.

Após nosso café da manhã comprado no dia anterior (já que havíamos alugado um apartamento e, portanto, tínhamos que providenciar o desjejum): torrada com geleia de frutas vermelhas, iogurte (amo os iogurtes da Europa) e suco de maçã, saímos com o dia ainda nublado (pelo menos, tivemos a sorte de não ter chovido neste dia) em direção ao Museu do Louvre.

Museu do Louvre

domingo, 9 de outubro de 2016

Primeiro dia em Paris: do Arco do Triunfo à Praça da Concórdia

Chegamos a Paris numa tarde nublada de junho e tudo que eu conseguia pensar na hora era: "de que horas o sol vai aparecer?" Infelizmente não vimos nem sinal do astro-rei nos dias seguintes que passamos na cidade. E eu tive que me conformar, tentar esquecer aquele cinza constante no céu (que não curto nem um pouco) e aproveitar o máximo possível a encantadora capital francesa.

Seguimos do Aeroporto Charles de Gaulle até o local onde nos hospedaríamos utilizando o econômico RoissyBus. E, desta vez, optamos por utilizar, pela primeira vez, o serviço online da Airbnb. O motivo: pelas minhas pesquisas, alugar um apartamento em Paris estava bem mais barato do que reservar um hotel. Obviamente, o local era muito pequeno (algo comum em Paris), mas bem limpo e bastante funcional. Tinha internet, água quente no chuveiro, cama confortável e utensílios domésticos para que pudéssemos nos virar no café-da-manhã. Não nos arrependemos nem um pouco de termos optado pelo apartamento.

E enquanto o anfitrião nos recepcionava e explicava tudo que precisávamos saber, tudo que eu conseguia pensar era que queria tomar logo meu banho e sair para passear. Afinal, era nosso primeiro dia em Paris e não queríamos desperdiçar um minuto. E logo estávamos deixando o "nosso" apartamento e caminhando pelas ruas parisienses.

E, sem dúvidas, caminhar pelas ruas da cidade já é, por si só, uma das principais atrações de Paris. Cada rua alberga construções mais bonitas do que a outra, cada praça mostra que o verde é uma preocupação constante dos parisienses e cada esquina pode esconder algo que merece ser fotografado.

Mal saímos à rua e já estávamos fotografando

domingo, 2 de outubro de 2016

Como ir do Aeroporto Charles de Gaulle ao centro de Paris de ônibus

Uma dúvida que sempre surge quando chegamos em alguma cidade desconhecida de avião é a melhor forma de ir do aeroporto ao centro da cidade: táxi, ônibus, trem, metrô? Obviamente, esta resposta vai depender de uma série de fatores: quanto você tem para gastar? quanto de comodidade você almeja? qual o tempo de trajeto para cada uma das opções? no caso do transporte público, a parada final fica próximo ao seu hotel?

Tudo isso deve ser pesado e muito bem avaliado quando você vai tomar a decisão. Nós sempre tentamos optar pela opção mais barata. No entanto, naquelas vezes em que chegamos muito cansados ou em um horário inconveniente para o transporte público (de madrugada), acabamos optando pelo táxi mesmo.

Para o nosso trajeto a partir do Aeroporto Charles de Gaulle, encontrei 4 opções durante a minha pesquisa na internet: