Considerada um dos mais antigos centros urbanos da Europa, Praga passou por inúmeras mudanças ao longo do século XX: escolhida para ser a capital do recém-nascido país da Tchecoslováquia, em 1918, a cidade foi incorporada ao domínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial, tendo, no entanto, sofrido poucos danos com a guerra (conta-se que o líder nazista ordenara a preservação máxima da cidade, devido a sua beleza); apenas no final da guerra, a cidade foi atingida por um bombardeio de origem americana (dizem, os americanos, entretanto, que o ataque foi um erro e que o alvo original seria a cidade de Dresden, na Alemanha); com o início da tensão entre soviéticos e americanos, os primeiros ficaram com o domínio da cidade, estabelecendo o regime comunista, que quase fora derrubado a partir da revolta popular, em 1968, que ficou conhecida como a Primavera de Praga; mas apenas após o fim da Guerra Fria, a cidade livrou-se do domínio comunista e, em 1992, com a dissolução do país em República Tcheca e Eslováquia, Praga tornou-se a capital da primeira. Atualmente, corresponde a uma das cidades que mais atraem turistas na Europa Central, o que é plenamente justificável, considerando o seu rico e preservado patrimônio arquitetônico e cultural.
Considerada, por mim, a mais bonita capital que já conheci, Praga, sem dúvidas, merece e deve ser explorada por qualquer viajante inveterado. Mas já teci elogios demais à capital tcheca no primeiro post que escrevi sobre a República Tcheca. Aqui, escreverei sobre alguns aspectos práticos na tentativa de ajudar aqueles que estão planejando visitar a cidade.