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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Como ir de Praga para Cracóvia de trem noturno

Após tomar a decisão de incluir a Polônia no nosso último roteiro pela Europa, surgiu a questão: qual seria a forma mais prática de chegar em Cracóvia partindo de Praga? Ônibus ou trem? 

A opção mais barata seria irmos de ônibus, numa trecho que dura cerca de 7 horas com a excelente companhia Student Agency. No entanto, queríamos fazer o trecho durante a noite, uma vez que não tínhamos como perder boa parte do dia em deslocamento, ainda mais considerando os dias mais curtos no mês de novembro. Mas, infelizmente (ou felizmente), não havia disponibilidade de ônibus noturnos na data em que deveríamos seguir para Cracóvia.

A solução, então, foi pesquisar por trens noturnos. E acabei encontrando um trem da companhia ferroviária tcheca Ceské dráhy que faz o trecho direto entre Praga e Cracóvia, com opção de cabines com leitos. A vantagem seria ter uma cama para dormir ao mesmo tempo em que fazíamos o deslocamento entre as duas cidades, economizando uma diária de hotel. Dois em um!! E não sairia tão mais caro do que o ônibus, cerca de 15 euros a mais, na época. Portanto, considerando a economia que tivemos por não precisar de mais uma diária de hotel, saímos no lucro, ganhando tempo e dinheiro.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Muita beleza e emoção no último dia em Praga: Clementinum, Ilha Kampa, Muro de Lennon e Monte Petrín

Nosso segundo dia em Praga começou com chuva, este fenômeno da natureza que sempre atrapalha um pouco a vida do turista. Confesso que sempre fico um pouco apreensivo com medo da chuva atrapalhar o passeio do dia, mas já que não há como controlar a natureza, só nos resta comprar um guarda-chuva e torcer para a chuva ser o mais passageira possível. E foi com um guarda-chuva em mãos que seguimos, a pé, até a Praça Venceslau, localizada na região já conhecida como Cidade Nova. Na verdade, a partir daqui, já é possível seguir para a parte mais moderna da cidade, o que já é visível considerando a mistura entre o novo e o antigo ao redor da praça, o que acaba tirando um pouco do encanto desta área quando comparada ao resto da cidade.

Duas construções, entretanto, chamam a atenção na praça: o prédio do Museu Nacional de Praga, que, infelizmente, estava fechado devido a um longo processo de reconstrução; e a estátua de São Venceslau, um antigo rei da Boemia canonizado pela Igreja Católica após a sua morte.

Museu Nacional de Praga



sábado, 2 de janeiro de 2016

Conhecendo o Castelo de Praga

A segunda parte do nosso passeio durante o nosso primeiro dia em Praga se resumiu a uma visita ao castelo da cidade, após termos passeado pela Cidade Velha, visitando o Relógio Astronômico e atravessado a Ponte Carlos (o relato da primeira parte desse dia pode ser lido aqui). Também forneci, neste primeiro relato, a informação de como se chegar, a pé, ao castelo, que fica localizado no alto de uma colina (a Colina Hradcany, onde Praga foi fundada) na Cidade Baixa (Malá Strana) de Praga.

O Castelo de Praga visto a partir da Cidade Velha


Atual sede da presidência do país, o Castelo de Praga é, na verdade, um complexo que inclui palácios, jardins e igrejas, além de fornecer uma privilegiada e belíssima vista da parte histórica da cidade. E a boa notícia é que não é preciso pagar para acessar a área do complexo nem para se chegar nos pontos que funcionam como uma espécie de mirante para a Cidade Velha. Você pode, após o trajeto indicado no mapa abaixo, entrar no complexo, para admirar a vista enquanto descansa, caminhar pelos seus pátios, ver a incrível catedral de St Vito, localizada em seu interior, e sair do complexo sem gastar um tostão. No entanto, para se ter acesso ao interior das construções e à chamada Golden Lane, uma antiga rua com simpáticas casas onde moravam aqueles que não faziam parte da nobreza, é preciso comprar um ingresso específico.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Primeiro dia em Praga: Relógio Astronômico e Ponte Carlos

Primeiro dia em Praga. E confesso que minhas expectativas, depois de ter passado por Cesky Krumlov, haviam aumentado bastante. Saímos desta última às 5 horas da manhã de ônibus (super confortável por sinal; da empresa Student Agency) e chegamos à capital tcheca cerca de 3 horas depois. Seriam dois dias na cidade, mas que eu gostaria bastante que tivessem se transformado em três ou até quatro.

Nosso hotel (o Best Western Meteor Plaza) era super bem localizado, bem no centro histórico de Praga (próximo à Torre da Pólvora), o que facilitou bastante nossos deslocamentos, nos permitindo, facilmente, ir e vir a pé. Como chegamos bem cedo na cidade, teríamos um dia inteiro pela frente para curtir as suas principais atrações. Inicialmente, eu havia pensado em reservar este dia apenas para o lado do rio no qual estávamos hospedados, mas como minha ansiedade de percorrer logo os dois lados era grande, resolvi  misturar tudo nos dois dias de passeio. E como tudo é relativamente próximo, esta foi uma decisão perfeitamente executável.

Começamos passando por debaixo da Torre da Pólvora, pegando o caminho em direção à praça principal da Cidade Velha. Esta é a única das torres, das que faziam parte da antiga muralha da cidade, que ainda se encontra de pé. O seu nome atual advém da sua segunda função na cidade, após deixar de servir para a defesa e proteção da Cidade Velha: o armazenamento de pólvora. É possível subir até o alto da torre para se ter uma vista da cidade a partir da mesma. São 186 degraus, mas que não encaramos, uma vez que já subiríamos outras duas torres da cidade. 


sábado, 26 de dezembro de 2015

O que é preciso saber antes de visitar Praga?

Considerada um dos mais antigos centros urbanos da Europa, Praga passou por inúmeras mudanças ao longo do século XX: escolhida para ser a capital do recém-nascido país da Tchecoslováquia, em 1918, a cidade foi incorporada ao domínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial, tendo, no entanto, sofrido poucos danos com a guerra (conta-se que o líder nazista ordenara a preservação máxima da cidade, devido a sua beleza); apenas no final da guerra, a cidade foi atingida por um bombardeio de origem americana (dizem, os americanos, entretanto, que o ataque foi um erro e que o alvo original seria a cidade de Dresden, na Alemanha); com o início da tensão entre soviéticos e americanos, os primeiros ficaram com o domínio da cidade, estabelecendo o regime comunista, que quase fora derrubado a partir da revolta popular, em 1968, que ficou conhecida como a Primavera de Praga; mas apenas após o fim da Guerra Fria, a cidade livrou-se do domínio comunista e, em 1992, com a dissolução do país em República Tcheca e Eslováquia, Praga tornou-se a capital da primeira. Atualmente, corresponde a uma das cidades que mais atraem turistas na Europa Central, o que é plenamente justificável, considerando o seu rico e preservado patrimônio arquitetônico e cultural.

Considerada, por mim, a mais bonita capital que já conheci, Praga, sem dúvidas, merece e deve ser explorada por qualquer viajante inveterado. Mas já teci elogios demais à capital tcheca no primeiro post que escrevi sobre a República Tcheca. Aqui, escreverei sobre alguns aspectos práticos na tentativa de ajudar aqueles que estão planejando visitar a cidade.