Menu

Mostrando postagens com marcador Peloponeso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Peloponeso. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Conhecendo Epidauro, o "centro médico" da Grécia Antiga

Quando comecei a pesquisar quais lugares poderíamos conhecer enquanto dirigíamos pelo Peloponeso e me dei conta de que as opções de sítios arqueológicos eram inúmeras, veio a dúvida: quais deles conhecer? Corinto? Micenas? Argos? Epidauro? Não teríamos tempo para conhecer todos e Olímpia acabou sendo a opção escolhida para o primeiro dos dois dias de passeio pela península. Mas qual sítio conhecer no segundo dia?

Conheceríamos esta segunda zona arqueológica no retorno para Atenas, após voltar da ilha de Zakynthos e, se fôssemos seguir a lógica, teríamos escolhido Corinto por estar exatamente na rota que seguiríamos. Mas desde quando é a lógica que define as nossas escolhas quando viajamos?

E dois fatores acabaram me fazendo decidir por Epidauro: saber que é la que fica o teatro antigo mais preservado da Grécia; e descobrir que a antiga cidade funcionava como uma espécie de centro médico para os gregos antigos, que, uma vez doentes, seguiam para lá em busca dos poderes de cura do deus Asclépio. E esta relação com a minha profissão acabou me atraindo para Epidauro. E, felizmente, não me arrependi!

O impressionante e super bem preservado Teatro de Asclépio, localizado no sítio arqueológico de Epidauro

domingo, 3 de setembro de 2017

Como chegar e o que conhecer em Olímpia, na Grécia

Você gosta de acompanhar os Jogos Olímpicos? Se sim, você deve saber que os mesmos tiveram origem na Grécia Antiga, não é mesmo? Olímpia foi a cidade onde as primeiras Olimpíadas foram sediadas já lá no século VIII a.C. (isto mesmo: eu disse "antes de Cristo"). Já pensou em pisar no exato local onde a tradição do espírito olímpico teve início? Pois é! Isto é plenamente possível em uma viagem à Grécia, já que o sítio arqueológico de Olímpia está lá, aberto à visitação não apenas aqueles que gostam do tema mas também aos que amam história.

O Sítio Arqueológico de Olímpia

Os Jogos Olímpicos da Antiguidade já tinha uma configuração bem semelhante à atual, já que unia, em um mesmo local, atletas provenientes de diferentes cidades-estado da Grécia para disputarem diversas modalidades entre si, a cada 4 anos. Inclusive, uma trégua era estabelecida entre as cidades inimigas apenas para a realização dos jogos. Entre as modalidades, algumas existem até hoje, como corridas, lançamento de disco, saltos à distância e luta livre. Já outras eram apenas características da época, como a corrida de bigas.

Mas, diferente do que ocorre atualmente, os Jogos Olímpicos da Antiguidade representavam também uma homenagem aos deuses do Olimpo, especialmente, a Zeus. E, não à toa, Olímpia foi sede de uma enorme estátua de Zeus localizada no templo da cidade dedicado ao mesmo. Você, inclusive, já deve ter ouvido falar nessa estátua. Afinal, ela era uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, tendo sido construída por Fídias, um dos mais famosos escultores da Grécia Antiga. Pensando bem, ainda bem que, atualmente, o caráter religioso não está mais associado às Olimpíadas. Já imaginou a confusão que daria entre os diferentes povos, cada um achando a sua religião mais importante do que a do outro?

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Dirigindo pelo Peloponeso: o nosso primeiro dia na Grécia

O Peloponeso permeava vagamente a minha memória desde as aulas de história no colégio (alguém lembra da Guerra do Peloponeso?), mas confesso que nunca havia pensado em percorrer a região, muito menos de carro. No entanto, quando compramos a nossa passagem para Atenas e vimos que teríamos 9 dias na Grécia, automaticamente, colocamos como prioridade uma das ilhas do país: Zakynthos (queríamos muito conhecer a famosa Navagio Beach).

O problema é que, quando fomos pesquisar a melhor forma de se chegar à ilha partindo de Atenas, o avião pareceu a escolha óbvia, já que nos pouparia tempo. No entanto, apenas aeronaves muito pequenas voam para a ilha e  quem nos conhece sabe que o nosso medo de avião não nos impede de viajar pra lá e pra cá, mas entrar em um aviãozinho com mais chance de turbulência nem pensar. Opção, rapidamente, descartada.

Foi, então, que percebemos que as ruínas de Olímpia, berço dos Jogos Olímpicos, que queríamos conhecer, localizava-se em pleno Peloponeso, a cerca de 1 hora do porto de Killini, de onde partem os ferries para Zakynthos. Então, por que não alugar um carro e partir dirigindo de Atenas, cruzando o Peloponeso rumo a Olímpia e, de lá, seguir até o porto? Afinal, o carro pode ser levado no ferry e, na própria ilha, ele seria necessário.

Decidimos, assim, pelo carro. Na ida, pararíamos em Olímpia, conheceríamos seu sítio arqueológico e, depois, seguiríamos para o porto, chegando, durante a noite, em Zakynthos. Na volta, cruzaríamos o Peloponeso no sentido inverso, em direção a Atenas. Foi aí que, com a decisão tomada, inevitavelmente, comecei a pesquisar sobre o Peloponeso e me encantei com a quantidade de atrações espalhadas pela região, as quais, infelizmente, não teríamos tempo para conhecer.

Vilarejo incrustado em uma das montanhas da Arcadia, região do Peloponeso