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sábado, 25 de junho de 2016

Viajando de trem pela China: como ir de trem de Hong Kong para Shenzhen e, daqui, para o resto do país

Nosso terceiro dia em Hong Kong começou com uma jornada rumo ao que podemos chamar de "China real". O destino: a cidade de Guilin. Seja qual for a cidade chinesa que você pretenda visitar (exceto se esta cidade tiver uma condição de relativa independência semelhante a Hong Kong, como Macau), você terá que atravessar a imigração e ter um visto chinês. Portanto, é como se você estivesse saindo de um país para outro. Já falei em detalhes sobre o visto e imigração chinesa em outra postagem.

Neste post, explicarei como ir de Hong Kong para o restante do país, porque não é tão simples como você pode imaginar. Quer dizer, a forma mais fácil seria pegar um avião de Hong Kong para a cidade chinesa pretendida. Mas nem sempre você encontra preços que cabem no seu bolso. No nosso caso, as passagens aéreas estavam caríssimas (talvez devido ao ano novo chinês), nos restando apenas a opção de deslocamento por terra.

Segundo dia em Hong Kong: passeando pelo Hong Kong Park

Após nossa visita ao Grande Buddha, saímos da Ilha de Lantau, retornando ao centro de Hong Kong de metrô. Previamente, havíamos programado visitar o Ocean Park, parque de diversões localizado em um lugar com vista privilegiada e com inúmeras opções de diversão, incluindo montanha-russa e uma área toda dedicada a visitar ursos pandas, um dos animais mais característicos da China.

No entanto, já era tarde e como a ida até o parque (que não fica próximo do centro) nos custaria ainda mais tempo, percebemos que pagaríamos caro (não tem nada barato nessa cidade) para aproveitar muito pouco. Portanto, desistimos. 

Seguimos, então, para a Ilha de Hong Kong, desta vez de metrô, com o objetivo de visitar o Hong Kong Park, um dos principais parques verdes da cidade. Depois da dificuldade que enfrentamos em caminhar pela ilha no dia anterior, estávamos mais orientados neste segundo dia. 


terça-feira, 21 de junho de 2016

Nem sempre o clima é o melhor amigo do viajante

Quem nunca se deparou com aquela mudança climática inesperada (ou até mesmo esperada mas, ilusoriamente, renegada) durante uma viagem? Você resolve passar o feriado na praia e, do nada, começa a chover. Ou você finalmente consegue realizar o sonho de viajar à Europa na primavera e a chuva não te deixa nem mesmo fazer aquele piquenique que você esteja planejando. E não vou nem falar das fotos que ficam com aquele cinza depressivo atrapalhando a paisagem.

E isso tudo porque a natureza é imprevisível e, principalmente, incontrolável. Portanto, você pode desenhar em sua mente uma linda tarde de sol em Paris e ter toda a sua pintura imaginária descolorida por nuvens cinzentas que insistem em encobrir o céu azul. Ou pior, sua imaginação pode ser completamente encharcada por uma chuva torrencial completamente fora de época. E não há nada que você possa fazer, a não ser comprar um guarda-chuva e readaptar seu roteiro da melhor forma possível.

Confesso que este é um dos temas que mais me deixam ansioso antes de uma viagem. Eu conheço algumas pessoas que até preferem o clima mais nublado, mas comigo ocorre exatamente o oposto. Uma viagem se torna muito mais prazerosa tendo o céu azul como moldura. Dias cinzas me deprimem. Como eu lido com isso, então?

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Para quem pensa que viajar é só glamour

Quando publicamos as melhores fotos das nossas viagens nas redes sociais (escolhidas a dedo), mesmo sem ter esta intenção, acabamos criando naqueles que as vêem nas telas dos seus celulares e notebooks uma imagem glamourizada da nossa jornada por lugares, cidades e países ao redor do globo. Afinal, o que mostramos é apenas uma parte - a melhor parte - do todo que compõe a nossa viagem.

Nas fotos, não aparecem as longas esperas em aeroportos, a correria para pegar uma conexão a tempo, as malas sendo puxadas escada acima nas estações de metrô, o desespero para resolver um problema de última hora, as bolhas nos pés de tanto caminhar, a dor nas costas, a dificuldade em se levantar cedo da cama para pegar o trem, as mais de 24 horas sem banho...

Assustou-se com o parágrafo acima? Pois é! Se você sonha com aquela linda viagem pela Europa e acha que tudo que fará é apenas aproveitar e relaxar ou você tem dinheiro sobrando para se esbaldar no luxo ou você não tem a mínima noção de que, na maioria das vezes, viajar também requer sacrifícios.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Segundo dia em Hong Kong: visitando o Big Buddha

Nosso segundo dia em Hong Kong foi quase todo dedicado a um dos mais incríveis passeios da cidade: o Big Buddha, localizado na Ilha de Lantau e considerado a maior estátua de um buda sentado ao ar livre do mundo.



Toda a ilha tem um visual incrível e, para acessar a estátua, você terá que pegar o teleférico mais extenso do mundo, o Ngong Ping 360 Cable Car (há também a opção de acessá-lo de ônibus, mas duvido que este meio de transporte seja tão agradável visualmente). Uma vez dentro do teleférico, você sobrevoará os montes verdes envoltos pelo Mar da China Meridional até chegar à estação na Ngong Ping Village.

A Ngong Ping Village é uma espécie de cidade cenográfica tipicamente chinesa, composta por uma única rua, margeada por lojas (quase todas de souvenirs) e restaurantes, que te deixa na área realmente dedicada ao budismo e que contém, além da estátua do buda, o Monastério Po Lin, o maior templo budista de Hong Kong.

A estátua do Big Buddha, conhecida como Tian Tan, fica no alto de uma colina e é acessada após uma subida de 268 degraus. Chegando ao alto, percebe-se que a estátua está rodeada por seis estátuas menores com oferendas para o Grande Buda. Em frente à colina do buda vê-se o monastério, repleto de fiéis, meditando, participando de cerimônias religiosas e acendendo incensos para o buda.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Primeiro dia em Hong Kong: visitando o The Peak

E vamos falar do The Peak (ou Victoria Peak), o ponto alto (literalmente) do nosso primeiro dia de passeio em Hong Kong. Um dia que teve visita ao Templo Chi Lin Nunnery, passeio pelos mercados de rua, passeio pela Avenida das Estrelas e travessia de barco pela baía de Hong Kong. A intenção em deixar o The Peak para o final do dia foi coincidir nossa subida com o horário do pôr do sol. Desta forma, poderíamos ter a melhor visão em 360 graus da cidade do alto, ainda com a luz do dia, assistir a um belo crepúsculo e ver todos aqueles imensos prédios iluminados lá do alto (a iluminação noturna da cidade é uma atração à parte). 

Aliás, para quem ainda não sabe, o The Peak é um observatório localizado no alto de um morro no meio da Ilha de Hong Kong. Pode ser acessado a partir de um trem que sobre e desce com os turistas ou utilizando o sistema de ônibus da cidade (optamos pelo trem).

Vista de Hong Kong no The Peak

domingo, 15 de maio de 2016

Primeiro dia em Hong Kong: Atravessando a baía até a Ilha de Hong Kong

Após nossa visita a um templo budista em Hong Kong e nosso passeio ao Flower Market e Ladies Market, ainda tínhamos muito o que fazer na cidade. Nosso próximo destino era a Avenida das Estrelas, na região de Tsim Sha Tsui.  Esta é uma atração da cidade que homenageia o cinema local, do qual a cidade parece se orgulhar bastante. Estátuas de artistas famosos e marcas no chão semelhantes à Calçada da Fama de Hollywood são expostas ao ar livre de frente para a baía de Hong Kong. 

Quando pesquisei e vi fotos do local, antes da viagem, tive a impressão de que as estátuas se localizavam exatamente na calçada da orla. Não sei se houve uma mudança de posição ou se eu havia interpretado errado, mas ao chegar ao local, percebi que as estátuas estavam, na verdade, em uma área mais elevada que podia ser acessada de escada a partir da calçada da orla. Mas nada difícil de encontrar.

Chegamos lá pegando a linha vermelha do metrô e descendo na Estação Tsim Sha Tsui. Como falei, o local fica ao ar livre e não se cobra nada para passear por lá. Antes de subirmos até a área onde ficam as estátuas, aproveitamos para apreciar a vista da baía, com a skyline da ilha de Hong Kong do outro lado. Torci para vermos um dos barcos típicos do país e que mantém as características do passado, e que eu havia visto em fotos da baía, mas, infelizmente, não tivemos sorte.

Vista da Baía de Hong Kong