Chegamos à Budapeste às 5 horas da manhã, após 7 horas de viagem em um ônibus desconfortável que partira de Cracóvia, na Polônia. Dormimos pouco. Estávamos muito muito muito cansados. Não tínhamos um centavo em moeda húngara no bolso. Nenhum estabelecimento do terminal de ônibus aceitava euro para que pudéssemos comprar algo para comer. A casa de câmbio só abriria às 7 horas da manhã. E eu não conseguia encontrar ninguém que falasse inglês. Por sorte, o banheiro, que era pago, aceitava moedas de 1 euro (pelo menos isso).
Éramos dois turistas sentados nos bancos do terminal de ônibus, com muito sono, cansados ao cubo, com fome, arrependidos por não termos pago mais por um trem noturno com leito e com medo de não conseguirmos juntar forças suficientes para passear pela bela Budapeste.
Felizmente, após conseguirmos trocar o dinheiro e nos alimentar, a força começou a ressurgir e partimos, então, para a nossa aventura de um dia na capital húngara. Confesso que não foi fácil, que em muitos momentos achamos que o cansaço nos dominaria, mas no final acabou valendo a pena. Porque Budapeste é encantadora o suficiente para fazer qualquer esforço valer à pena.
A única dica que deixo é: se optar por fazer o mesmo que nós e passar um dia apenas na cidade, certifique-se de descansar bem na noite anterior. Não faça como nós, que, para economizar, passamos a noite em um ônibus sem conforto algum...